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Giro nos Estados

Primeiro dia do Fórum de Tecnologias Sociais é realizado na UEPA

Exposições, oficinas e debates sobre temas variados marcaram o primeiro dia do III Fórum Paraense de Tecnologias Sociais e da IV Mostra de Tecnologias Sociais, realizados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), com apoio da Rede Paraense de Tecnologias Sociais (RTS/PA). Os eventos ocorrem até amanhã (6), no Campus II da Universidade do Estado do Pará (CCBS/Uepa). O tema deste ano é “Energia e desenvolvimento social”, por isso, as potencialidades do uso das energias renováveis para a região amazônica foram o destaque do primeiro dia.

O Fórum teve início com uma mesa de abertura composta pelos seguintes gestores de instituições que compõem a RTS: Alex Fiúza Bolonha de Mello (titular da Sectet); Eduardo Costa (presidente da Fapespa); Théo Carlos Ribeiro Pires (presidente da Prodepa); Juarez Simões Quaresma (reitor da Uepa); Gerson Peres (diretor do Senai); Paulo de Jesus Santos (Vice-reitor da Ufra); José Olímpio Bastos (Fiepa/Sesi). Todos destacaram a importância de se investir em tecnologias de baixo custo voltadas a solucionar problemas históricos da Amazônia e relataram suas iniciativas nesse sentido.

O reitor da UEPA, Juarez Quaresma, deu as boas vindas aos participantes e agradeceu à Sectet por ter escolhido a Uepa para sediar a terceira edição do Fórum e a IV Mostra de Tecnologias Sociais. Além de sede dos eventos, a Uepa participa com um estande na Mostra de TS, com destaque para os projetos desenvolvidos pelo Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da Uepa  (Nedeta/Uepa).

O presidente da Prodepa, Eduardo Costa, parabenizou a Sectet pela realização do Fórum e por priorizar as Tecnologias Sociais como um de seus eixos estruturantes. Para ele, a pesquisa não pode ter um fim em si mesma, sendo fundamental que ela contribua, também, para a transformação social.

O secretário Alex Fiúza de Mello ressaltou que, diante de um cenário de crise, é preciso que as instituições interajam entre si e pactuem para que as parcerias resultem em benefícios sociais. “A ideia é avançarmos e consolidarmos a Tecnologia Social como carro-chefe da política de Ciência e Tecnologia do estado. Me comprometo, como secretário, a ampliar os investimentos em projetos estruturantes que sejam eficientes na resolução de alguns dos nossos principais gargalos”, enfatizou o titular da Sectet.

Energia para o Desenvolvimento Social – O professor Roberto Zilles, coordenador do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), ministrou a palestra de abertura “Aplicações da Energia Solar Fotovoltaica para Incremento da Qualidade de Vida da População”. Na ocasião, o pesquisador, que também atua como vice-coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia (INCT-EREEA), falou sobre as diversas as potencialidades da energia fotovoltaica para melhorar a qualidade de vida das populações que não têm acesso à rede de energia elétrica. “Com relação custo-benefício bastante competitiva em relação à energia obtida por diesel, mais usada nas comunidades, a energia elétrica gerada a partir da energia solar pode transformar realidades, ao ser usada na comunicação, na iluminação de escolas e residência, no fornecimento de água, na produção de gelo para conservação de alimentos e em outros diversos usos”.

Roberto Zilles apresentou, também, as possibilidades de uso da energia solar no ambiente urbano como alternativa para redução do consumo de energia elétrica. De acordo com o pesquisador, o uso da energia solar nas cidades vem crescendo e, por isso, é importante esclarecer a viabilidade, os desafios e as potencialidades da microgeração de energia fotovoltaica no ambiente urbano.

Na mesa redonda “Energia e desenvolvimento social”, o Diretor de Ciência e Tecnologia da Sectet e organizador do Fórum, João Pinho, destacou que é preciso investir em capacitação profissional e em linhas de crédito especiais para a difusão dessa energia. Ele ressaltou, também, que é preciso ampliar a comunicação em torno da energia fotovoltaica, desmistificando preconceitos e esclarecendo as dúvidas que ainda inibem o investimento no setor.

Oficinas – As oficinas que compõem a programação do Fórum também tiveram início nesta quinta. Cada workshop tem carga horária de três horas e será repetido no segundo dia para quem não teve oportunidade de participar no primeiro dia.

O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Edinaldo Pereira da Silva coordenou o workshop sobre “Energia”. Na ocasião, ele falou sobre a importância das energias renováveis na sociedade, destacando a participação das energias solar e eólica em nossa região.

Sob a coordenação do professor da UFPA, Aldebaro Klautau, a oficina “Telecomunicações e inclusão digital” reuniu interessados em projetos de pesquisa e novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para a Amazônia. O analista de sistemas, Raffael Grande, participou da oficina de Telecomunicações e afirmou que atividade foi bastante enriquecedora. “O conteúdo da oficina complementa bastante meus conhecimentos e amplia meus interesses, principalmente na área de inclusão digital. Participei do Fórum no ano passado e voltei esse ano porque o considero muito produtivo”, enfatizou.

A oficina do eixo “Água e Saneamento”, coordenada pela professora da UFPA Luiza Girard, apresentou o cenário quantitativo e qualitativo das águas na Amazônia, ressaltando as fontes de poluição, técnicas de tratamento e medidas para utilização racional da água pela população.

Para falar do eixo “Emprego e Renda”, a técnica da Emater, Marli Cunha, ministrou uma oficina focada em estudos de caso bem sucedidos na geração de emprego e renda em comunidades.

IV Mostra de Tecnologias Sociais – Paralelamente à Programação do Fórum, ocorre a IV Mostra de TS, cujo objetivo é divulgar boas práticas e projetos com potencial para solucionar problemas, com baixo custo e interação social. Nesta edição, as seguintes instituições participam da Mostra expondo projetos nos estandes: Embrapa; Emater; UFPA; Uepa; Secretaria de Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); Casa dos Empreendedores de Bragança.

A estudante de Terapia Ocupacional Glória Santos se interessou pelo estande da Casa dos Empreendedores de Bragança, que está expondo produtos obtidos com recursos da região, como a tradicional farinha, a cerâmica de argila de mangue e os artesanatos de escamas de peixes. “Achei muito interessante o novo uso que eles estão dando à escama de peixe que seria descartada e, ainda por cima, gerando renda para as pessoas da região”, falou a visitante.

Os eventos vão até amanhã e ainda há tempo de se inscrever para as oficinas. Haverá entrega de certificados para os participantes. Informações: www.sectet.pa.gov.br.

Fonte: SECTET-PA

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