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Prefeitura de São Paulo lança Programa Empreendedoras Digitais

Nesta última sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, foi lançado o Programa Empreendedoras Digitais, iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), em parceria com a Prefeitura de São Paulo. A execução é da Softex e Ade Sampa.

O Programa tem o objetivo de promover o protagonismo feminino por meio da capacitação e do desenvolvimento de empresas de base tecnológica. A meta é capacitar 300 mulheres e gerar 30 startups que serão acompanhadas em um processo de pré-aceleração a ser realizado na capital.

“A tecnologia é o futuro da economia na cidade de São Paulo, mas a gente não quer qualquer crescimento a gente quer um crescimento que seja socialmente justo, dando mais oportunidade àqueles que mais precisam. É exatamente o que estamos fazendo aqui hoje no Dia Internacional da Mulher, trata-se de um programa específico para empoderá-las fomentando startups que sejam femininas. Então essa parceria entre o Ministério e a Prefeitura é importantíssima pra que a gente possa chegar nesse denominador comum que é desenvolver essa economia, mas acima de tudo com mais mulheres participando delas”, disse o prefeito Bruno Covas.

“Cerca de 20% da força de trabalho do mercado formal de tecnologia da informação é de mulheres, e nós queremos ampliar as oportunidades para este público e para as outras áreas tecnológicas”, detalha Paulo Alvim, secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC.

A cidade de São Paulo foi escolhida por ter sido apontada pela Women Entrepreneur Cities Index (WE-Cities) como um dos 25 melhores locais do mundo para as empreendedoras.

Em São Paulo as microempreendedoras já são 45% do total e, além dos programas de apoio às mulheres, contamos com diversas ações durante o mês de março, como o Insperifa, o Fábrica de Negócio Mais Mulheres, entre outras”, informa Aline Cardoso, secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura.

Os resultados do estudo “Mulheres na TI – Atuação da mulher no mercado de trabalho formal brasileiro em Tecnologia da Informação”, realizado pela área de Inteligência Softex com o apoio da Secretaria de Empreendedorismo do MCTIC, colaboraram para o desenvolvimento de um programa focado exclusivamente na capacitação e no estímulo ao aumento da participação feminina no mercado de trabalho no setor de TI.

Mulheres na TI

Utilizando os dados disponíveis na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o levantamento da área de Inteligência da Softex, realizado com o apoio da Secretaria de Empreendedorismo do MCTIC, apurou no período de 2007 a 2017 a evolução da participação por gênero, a diferença da remuneração entre homens e mulheres, a ocupação de cargos, a valorização por regiões e a escolaridade.

Os resultados evidenciam que a mulher vem perdendo participação neste setor. Em 2007, elas ocupavam 24% dos postos de trabalho no Core TI* (setores econômicos tipicamente de TI) e os homens 76%. Embora a quantidade de mulheres tenha praticamente dobrado de 2007 para 2017 (21.253 para 40.492), o número de homens aumentou 144% (67.106 para 163.685). Nesse período de dez anos, a participação da mulher no mercado de trabalho no Core TI diminuiu de 24% para cerca de 20%.

Quanto à remuneração por gênero, os dados permitem observar que, de maneira geral, tanto em 2007 quanto em 2017 a média entre os homens é superior à média entre as mulheres no grupo Core TI. Se em 2007 os homens ganhavam 5,34% mais, em 2017 essa diferença mais que dobrou, passando para 11,05% e ocorre em todas as ocupações.

No Core TI, observa-se que o Norte é a região do país onde as mulheres têm proporcionalmente mais anos de formação, sendo que 72% delas têm ensino superior, mestrado ou doutorado. Entre os homens, esse percentual é de 61%.

Assim, embora de maneira geral os homens ganhem mais que as mulheres e os cargos com maiores salários sejam mais ocupados proporcionalmente pelos homens, a pesquisa sugere que a formação e a maior escolaridade podem ser peças-chaves para a superação das diferenças por gênero.

Todos esses dados evidenciam que as mulheres vêm perdendo participação no setor de TI nos últimos anos e pela média ganham menos que os homens, mas os casos em que a média da remuneração feminina supera a dos homens apontam caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas. Daí a necessidade da promoção e fomento à participação feminina no mercado de trabalho formal e de políticas que impulsionem sua capacitação. Estes podem ser vetores potenciais para a superação dessas diferenças salariais realizadas em associação a outras políticas de valorização da mulher no mercado de trabalho.Core TI – Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis e não-customizáveis; consultoria em TI; suporte técnico, manutenção e outros serviços em TI; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação.

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