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Giro nos Estados

Política Internacional do Meio Ambiente é tema de palestra na UnB

A demora dos países em reconhecer os problemas ambientais e climáticos do planeta foi um dos principais obstáculos apontados pela secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres. “Não existe uma solução mágica para esses impactos que vemos atualmente no clima. Infelizmente, não podemos voltar no tempo”, afirmou Figueres para professores e alunos que lotaram o auditório de Geocronologia na última sexta (21).

O novo acordo climático global, principal item na pauta da convenção prevista para ocorrer em Paris, em 2015, vai ampliar a discussão sobre medidas de preservação do meio ambiente. “Temos de criar um instrumento efetivo para o combate a essas mudanças climáticas que fazem parte da nossa realidade e atingem principalmente países periféricos”, argumentou o professor Saulo Pereira Filho, do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), durante o debate. “Em 2015, quando o acordo for discutido e assinado, nossos problemas não acabarão. Nossa proposta é diminuir o estrago que já causamos”, completou a secretária da ONU.

O embaixador André Corrêa do Lago, diretor do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, explicou como as negociações mundiais são articuladas e ressaltou a importância do Brasil nesses debates. Ele afirmou que o acordo a ser discutido em 2015 abordará assuntos mais amplos do que o realizado na cidade de Quioto, no Japão, em 1997, que deu origem ao conhecido Protocolo de Quioto. “Ouso dizer que nós vamos negociar o acordo mais ambicioso já discutido na história”, declarou.

Christina Figueres defendeu que cabe a todos cooperar para que haja um meio ambiente de qualidade. Presente na palestra, a estudante Fernanda Carvalho, 18, do curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas (LEA), concorda. “Se cada pessoa fizer seu papel, como evitar sacolas plásticas, garrafas pet e cobrar de todos essa parceria, teremos um meio ambiente mais saudável”, disse. A aluna faz parte de uma geração preocupada com o futuro ambiental. “As novas gerações estão mais aptas a mudanças nas leis como forma de proteção do ambiente, é notável essa evolução”, aponta a representante da ONU.

Fonte: UnB

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