Giro nos Estados

Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação do Nordeste começa a ser elaborado em Recife

Aconteceu nessa quinta-feira, na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia, a primeira rodada da Oficina de Planejamento participativo para a elaboração do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação da região Nordeste. O Plano está sendo elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) por solicitação do Conselho nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e pelo Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (COnfap). Nesta sexta acontecem sessões de trabalho pela manhã e à tarde. A ideia é que as reuniões contribuam com o processo de construção do Plano, que deverá ter uma versão preliminar em Dezembro e ser definitivamente concluído em Junho de 2014.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, abriu a reunião lembrando a necessidade de que o estudo e o resultado final do Plano esteja em articulação com a estratégia  nacional de desenvolvimento de ciência e tecnologia. “Precisamos atentar para contribuir com a ideia de uma política nacional de desenvolvimento regional”, afirmou. Marcelino ainda ponderou também da necessidade de se colocar nas discussões de elaboração do plano regional a questão sobre as bases do novo momento econômico e desenvolvimentista pelo qual o Brasil passa. “O que é realmente novo nesse momento é um debate que precisa estar presente para o trabalho que o CGEE deverá fazer”, complementou.

A definição da metodologia aconteceu em setembro de 2013 em conjunto com todas as secretarias de C&T dos governos da Região Nordeste. A reunião dessa sexta-feira e também a própria construção do plano vai considerar no processo a base científica e tecnológica da Região Nordeste, inovação, competitividade e empreendedorismo a partir da transformação da dinâmica sociopolítica regional além das estratégias prioritárias e os desafios estaduais e regionais específicos.

Alguns outros pontos também diferenciam a elaboração do plano. Entre eles, o fato de ser uma demanda “de baixo para cima”, ou seja, o resultado de uma iniciativa dos Estados organizados em torno do Consecti e do Confap; a orientação ao desenvolvimento regional; a possibilidade de pautar o debate político estadual, regional e nacional em um ano marcado pela disputa eleitoral em nível estadual e federal; um processo participativo de elaboração e acompanhamento; e uma articulação federativa.

Fonte: SECTEC

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