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Giro nos Estados

Pernambuco terá investimento de mais de 330 milhões em tecnologia

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, esteve com o secretário de C,T&I, Lucas Ramos, com o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, e com empresários locais, para assinar o protocolo de intenção que irá investir um total de US$ 60 milhões (R$ 330 milhões), sendo US$ 20 mi do novo Data Center (Tier 3 com 400 racks) e US$ 40 mi para implantação de fibra óptica, que consolidará a capital pernambucana em um dos mais importantes ecossistemas tecnológicos do país, e reconhecimento mundial. O investimento na landing station, com a implantação do cabo submarino e a construção da central de dados pelo consórcio de investidores Recife Co., em parceria tecnológica com a Seaborn Networks, empresa sediada em Boston, Massachusetts (EUA), serão iniciadas em maio de 2021.

“Essa era uma lacuna que estava faltando e precisava ser preenchida. Antes, os empresários investiam em qualificação. Hoje, já chegaram a conclusão de que a conectividade é quem faz a diferença”, disse o governador Paulo Câmara, ao destacar que a concretização desse projeto amplia as possibilidades de negócios para Pernambuco. “Em um momento sensível para a economia global como agora, em que atravessamos uma pandemia, o Estado continua a melhorar sua infraestrutura para atrair ainda mais empresas. Esse conjunto de investimentos, proporcionado pelo cabo submarino, o data center e o ‘cable landing station’, vai baixar custos para o mercado, garantindo competitividade a diversos setores da economia”, reforçou.

“Com muita determinação, o governador já vem investindo na conectividade, por meio de nossa secretaria de CT&I, no desenvolvimento do Programa RePEPE que, atualmente, já consegue chegar em todas as regiões do Estado”, disse o secretário Lucas Ramos, ao destacar o importante backbone da rede de fibra óptica já instalada e em funcionamento no estado, permitindo assim maior desenvolvimento a Pernambuco.

A atração do Data Center é o segundo passo do consórcio de investidores após o anúncio do cabo submarino, que vai conectar Pernambuco à internet global de alta performance, o que, consequentemente, reduzirá o custo pela contratação de conexão de baixa latência. A expectativa do grupo de investidores é que o projeto, quando atingir sua maturidade, fature até R$ 320 milhões por ano.

O empreendimento também deve funcionar como fator de atração para grandes players de tecnologia, e o desembarque de novas empresas no Porto Digital – parque tecnológico de classe internacional que, em 2019, abrigava mais de 339 empresas, gerando mais de 11,6 mil empregos diretos.

PROJETO – O Data Center da Recife Co. atraído para Pernambuco funcionará como um complexo de três pisos, dividido da seguinte forma: no térreo, haverá uma área dedicada ao desembarque do cabo submarino SeaBras-1, estrutura de 500 quilômetros que colocará o Recife em conexão direta com São Paulo e Nova York, duas das maiores capitais financeiras das Américas. A conexão que chegará à capital pernambucana fará uma “ponte” com a já existente estrutura de 10,5 mil Km de cabos do SeaBras-1, que começa em NY e vai até Praia Grande (SP) pelo fundo do mar.

Este piso abrigará uma parte do complexo denominada “Cable Landing Station”. No mesmo nível ficarão as construções para os equipamentos da subestação, moto gerador, sistema de energia ininterrupto, central condicionadora de ar e equipamentos de energia para o cabo submarino. Além disso, a sala de Telecom para entrada e saída de cabos de fibras óticas, escritórios, salas de reunião, recepção, depósito e construções auxiliares.

O primeiro e segundo andares, por sua vez, serão compostos de “data halls” (salas para abrigar os servidores das empresas contratantes). Eles serão preenchidos em quatro fases, cada uma com 100 “racks” para servidores e cada rack com potência média permitida de 10KW cada um. Com a ocupação plena com todos os “data halls”, o consumo de energia será 5MW. De acordo com a Recife Co., a infraestrutura do centro de processamento de dados será suprida por duas linhas independentes de energia elétrica de alta tensão de 13,8 KV.

Fonte: SECTI PE

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