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Giro nos Estados

Pará reafirma compromisso com tecnologia que facilita a rotina da população

Outubro, o mês nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, está chegando ao fim, mas os projetos e planejamentos do Governo do Pará que visam garantir a aplicação desses conhecimentos em benefício da sociedade prosseguem como prioridades. Em especial, o estímulo é voltado a pesquisas, programas e estudos que tenham impacto direto na rotina das pessoas.

“A ciência e a tecnologia fazem parte da nossa vida cotidiana. Estão presentes em tudo o que fazemos, todo o tempo, como uma mola propulsora do desenvolvimento da civilização humana. Agora mesmo estamos vivendo um momento de dificuldade, por causa de uma doença sobre a qual não tínhamos nenhuma informação, e só a partir do desenvolvimento daquilo que o conhecimento nos permite estamos estruturando as respostas para o enfrentamento desta crise sanitária”, destacou Carlos Maneschy, titular da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet).

O secretário reforça que isso não significa falta de recursos para pesquisas de aplicação não imediata e/ou em longo prazo. “O valor da ciência precisa ser incutido nas pessoas desde as formações nas primeiras séries. É importante que as crianças e os jovens possam compreender o mais cedo possível qual é o papel desta ciência, qual é o valor da tecnologia, quais são os benefícios imediatos que a inovação pode proporcionar”, ressaltou Carlos Maneschy.

Mapa – O professor Paulo Melo, da Universidade Federal do Pará (UFPA), é coordenador do Projeto Mapas Digitais, inserido nas diretrizes do Programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do Estado, que se dispõe a mapear dispositivos importantes dos bairros – como postos de saúde, escolas e centros comunitários -, bem como suas potencialidades, utilidades e fragilidades. Essas informações devem, futuramente, fazer parte de um aplicativo de fácil acesso. Nesta composição, o governo do Estado, segundo Paulo Melo, é um grande incentivador, pelo reconhecimento e pela defesa da necessidade desse tipo de iniciativa.

“É um exemplo de ciência, tecnologia e inovação integrado à comunidade, à universidade. Convidamos os moradores a participar conosco dessas elaborações, e agora superada a fase mais crítica da pandemia, conforme estava previsto nos objetivos do projeto, teremos um número grande de jovens dos bairros contratados para coletar esses dados. A evolução da tecnologia na cartografia já é uma realidade que está na palma das nossas mãos, no telefone celular. O nosso diferencial é que a comunidade terá a oportunidade de inserir aquilo que ela considera importante nos mapas digitais, tornando-se cada vez mais protagonista dentro de seu próprio contexto urbano”, informou.

Qualidade e benefícios – A tecnóloga em Geoprocessamento Thayse Azevedo é uma das bolsistas do projeto e moradora de um dos sete bairros atendidos pelo TerPaz. Ela é responsável pela sistematização dos dados para a construção dos Mapas Digitais. “Para mim, a ciência é uma maneira de pensar, e disponibilizar informações nos dados cartográficos para os jovens de periferia, dados do lugar onde eles moram. É necessário mostrar para esses jovens que é possível ter qualidade de vida dentro da periferia e trazer benefícios para todos”, disse a estudante.

“Há coisas que observo na minha comunidade que eu gostaria muito de ajudar a solucionar, como a necessidade de divulgação de produtos e serviços que estão dentro da comunidade, para que tenhamos movimentação de renda local. Observo que falta comunicação entre quem oferece isso. Como moradora de comunidade de periferia em Ananindeua (a Região Metropolitana de Belém), dedicar parte da minha vida profissional a solucionar problemas do meu bairro é um ato incrível; é gratificante!”, admitiu Thayse Azevedo.

Fonte: SECTET Pará

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