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Pará discute oferta de cursos de qualificação profissional para a cadeia produtiva do Cacau

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) promoveu na tarde desta sexta-feira, 03, um diálogo inicial com atores estratégicos da cadeia produtiva do cacau no Pará. O objetivo da reunião foi o de discutir ações para melhorar e impulsionar o setor no Estado, que se destaca como o segundo maior produtor de cacau do país, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

Além de representantes da Faepa, esteve presente na reunião o engenheiro químico Cesar de Mendes, diretor da empresa Chocolate De Mendes, que realiza expedições em busca de cacau nativo e outras especiarias da floresta amazônica que tenham uso tradicional, a partir de indicativos de comunidades de populações tradicionais. Os atores dialogaram com a Sectet e expuseram as atividades desenvolvidas e as demandas do setor em debate.

“O estado do Pará possui o melhor cenário do mundo para alavancar a cadeia produtiva do Cacau. O que falta é uma formação adequada de mão de obra nesse setor”, pontuou Cesar De Mendes. Já o representante do Faepa, Fabricio De Paula, ressaltou a importância de expandir o mercado no Estado. “Precisamos enxergar o chocolate não somente como uma mera sobremesa, mas como alimento. Uma vez feito isso, novos mercados se abrirão para expandir a economia paraense”, frisou De Paula.

Nesse sentido, a secretaria adjunta da Sectet, Maria Amélia Enriquez, apresentou o Programa Pará Profissional e o Inova Pará, os quais são executados em conjunto para atender às metas presentes no Programa Pará 2030, planejamento estratégico para o desenvolvimento econômico e social do estado que tem como base a sustentabilidade.

“Após levantar as demandas, a etapa seguinte de trabalho é aumentar a produtividade da cadeia a partir de uma mão de obra qualificada, e isso podemos fazer por meio da oferta de cursos no âmbito do Pará Profissional, como cursos técnicos para formar chocolatiers, ou cursos de formação inicial nos municípios onde a cadeia está mais presente, como as cidades de Medicilândia e Tucumã. Outra etapa é aprimorar o aproveitamento integral do cacau por meio de pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias de manipulação do fruto”, explicou a secretária adjunta.

Outra reunião já está agendada para o dia 13 de março, e reunirá diversos representantes governamentais e do setor produtivo paraense ligados à cadeia do cacau, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o Departamento da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e a empresa paraense Cacauway. A ideia é alinhar as propostas e futuras parcerias para viabilizar a oferta de cursos ainda no 1º semestre deste ano.

Fonte: SECTET- PA (adaptado)

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