+55 (61) 9 7400-2446

Giro nos Estados

Museu Nacional do RJ comemora 196 anos

Em comemoração aos 196 anos de sua criação, o Museu Nacional/UFRJ, na Quinta da Boa Vista, apresenta o evento especial de aniversário Ciência, História e Cultura na Quinta da Boa Vista no fim de semana, de 22 a 24 de agosto, de 10h às 16h, com entrada franca! Visitas mediadas, Oficinas e Exposições integram as atividades que levam o visitante a uma viagem pelo maior museu de História Natural e Antropologia da América do Sul.

O Museu Nacional/UFRJ foi fundado em 6 de junho de 1818 por D. João VI, com o intuito de promover o progresso cultural e econômico no país. Inicialmente sediado no Campo de Santana, só veio a ocupar o Palácio de São Cristóvão a partir de 1892, três anos após a Proclamação da República.

Atualmente o Museu Nacional integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e detém a maior coleção de História Natural e Antropologia da América do Sul. As peças que compõem as exposições abertas ao público são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados.

Museu Nacional

Criado em 1818 por D. João VI, com o intuito de promover o progresso cultural e econômico no País, o Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina. Inicialmente sediado no Campo de Santana, como Museu Real, só veio a ocupar o Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, a partir de 1892, três anos após a Proclamação da República. Em 1946 foi incorporado à Universidade do Brasil e hoje integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

As peças que compõem as exposições do Museu Nacional/UFRJ, abertas ao público, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados e Geologia e Paleontologia.

Situados na parte sul da Quinta da Boa Vista, integram a estrutura do Museu Nacional/UFRJ o Horto Botânico e a Biblioteca Central (com acervo de aproximadamente 470 mil volumes, entre livros, obras raras e periódicos de séculos passados). Já no Palácio, encontra-se a Biblioteca Francisca Keller, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e possui o mais completo acervo de literatura antropológica do Brasil.

O Museu possui ainda um campus avançado no Município de Santa Teresa, no Espírito Santo. Com cerca de 440 hectares, a Estação Biológica de Santa Lúcia é uma unidade de ensino, pesquisa e conservação.

 

O Palácio de São Cristóvão

O prédio onde hoje funciona o Museu Nacional/UFRJ foi uma doação do comerciante Elias Antônio Lopes ao Príncipe Regente D. João, em 1808, ano da chegada da Família Real ao Rio de Janeiro. A doação lhe rendeu diversas condecorações, além de uma soma em dinheiro.

Após o falecimento de Dona Maria I, em 1816, D. João VI mudou-se definitivamente para o Paço de São Cristóvão, onde permaneceu até 1821. Para atender às necessidades de moradia oficial o prédio passou por várias obras. D. Pedro I e D. Pedro II deram continuidade a essas adaptações.

Com o fim do Império, em 1889, o Palácio foi palco da plenária da primeira Assembleia Constituinte da República – responsável pela elaboração da Constituição de 1891 e pela indicação dos primeiros presidente e vice-presidente do Brasil.

Para a acomodação do Museu Nacional no Palácio foram necessárias muitas intervenções, mas, apesar de todas as obras realizadas e de muitas outras que se sucederam no século XX, o Paço de São Cristóvão ainda preserva elementos artísticos e características arquitetônicas remanescentes do período imperial de D. Pedro II, identificáveis nos jardins, nas fachadas e nas salas históricas.

Em 11 de maio de 1938, o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

 

Roteiro de exposições

Bendegó

No hall de entrada está exposto o maior e mais pesado meteorito caído e encontrado em terras brasileiras, o Bendegó.

Conchas, Corais, borboletas

A exposição compreende as antigas mostras de Invertebrados e Entomologia inauguradas em 1960 e que nunca tinham passado por uma modernização. São mais de 2 mil itens originais expostos em uma área de 350 m2, totalmente restaurada. Entre as novidades constam a réplica em tamanho natural de uma lula gigante, a reprodução ampliada de dois insetos microscópicos, e a instalação artística que apresenta o panapaná – voo sincronizado de um bando de borboletas.

Móveis da Monarquia.

Reúne, na Sala do Trono, móveis e objetos do acervo da Casa da Marquesa de Santos. Apresenta alguns itens que pertenceram às famílias real e imperial ou a pessoas ligadas à monarquia. São móveis, pinturas e porcelanas que guardam um pouco da história da vida da realeza e da nobreza brasileiras dos séculos XVIII e XIX. É possível que alguns desses móveis tenham pertencido ao palácio da Quinta da Boa Vista.

Kumbukumbu – África, Memória e Patrimônio

Apresenta 185 objetos do acervo de 700 peças, do Museu, trazidas de diferentes partes do continente africano, entre 1810 e 1940, e acrescida de outros que pertenceram ou foram produzidos por africanos ou seus descendentes diretos no Brasil, entre 1880 e 1950. A nova exposição traz a público um pequeno tesouro escondido por muitos anos.

 

A (R)evolução das Plantas

Apresenta ao público, pela primeira vez, os fósseis da Coleção de Paleobotânica do Museu Nacional/UFRJ. É uma viagem pela evolução das plantas e as mudanças climático-ambientais do planeta ao longo do tempo geológico.

Sala de Paleontologia

Um grande painel sobre a origem da vida e os esqueletos das preguiças-gigantes e do tigre-dentes-de-sabre, da era do gelo.

A descoberta de um gigante

A primeira réplica de um dinossauro de grande porte montada no Brasil: o Maxakalisaurus topai, um herbívoro de 9 toneladas e 13 metros de comprimento, que viveu há cerca de 80 milhões de anos na região do Triângulo Mineiro.

Dinossauros do Sertão

Apresenta a evolução e a diversidade de espécies encontradas na região da Chapada do Araripe há mais de 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo

Um Tiranossauro no Museu

Réplica do crânio deste carnívoro que viveu há 65 milhões de anos e que povoa a imaginação popular como o mais temido dos dinossauros.

Etnologia indígena brasileira

Peças, em sua maioria, originárias do séc. XX que revelam aspectos do cotidiano de grupos indígenas brasileiros. O material exposto é bastante variado, composto por armas, objetos de cerâmica, cestarias e instrumentos musicais, vindos de diversas etnias.

Entre Dois Mundos: franceses de Paratitou e Tupinambá de Rouen

Apresenta um acervo que reflete os primeiros contatos do “homem branco” com os nativos brasileiros no início do século XVI. São apresentadas cerâmicas indígenas que revelam as influências dos europeus no cotidiano das tribos.

Etnologia – culturas do pacífico

Esta é uma das primeiras coleções de acervo estrangeiro do Museu e expõe a cultura dos habitantes das ilhas do Pacífico, bem como suas vestes e seus objetos de uso cotidiano.

Arqueologia brasileira

Apresenta vasta quantidade de registro das culturas humanas que habitaram o nosso território. Um importante destaque é a reconstituição da provável face de Luzia, o esqueleto humano mais antigo das Américas já encontrado. Destaque também para os utensílios históricos de caça e pesca da cultura indígena brasileira.

Arqueologia pré-colombiana

A mostra traz as origens das populações ameríndias, como os Incas e os Jivaros, e conta um pouco da história da ocupação das Américas. Entre os destaques estão tecidos pré-colombianos, instrumentos musicais, cerâmicas de formas diversas, além de uma múmia Aymara.

Arqueologia – culturas mediterrânea

A coleção Greco-Romana do Museu Nacional/UFRJ destaca-se por ser um reflexo da cultura da antiguidade clássica. O seu acervo é fruto do interesse da imperatriz Tereza Cristina – considerada mãe da arqueologia brasileira – pelas culturas mediterrâneas. A mostra exibe várias estatuetas de terracota, cerâmicas dos séc. III e IV AC., lamparinas, objetos de bronze e ânforas para vinho, azeite e salmoura. Outro grande destaque da coleção são os Afrescos (painéis de pintura mural) de Pompéia.

Egito antigo

A coleção egípcia é uma das mais antigas e importantes do gênero na América do Sul. Suas peças revelam a intensa espiritualidade e misticismo desta cultura milenar. A maior parte das peças foi arrematada por D. Pedro I em 1826. Posteriormente, o acervo foi enriquecido através de doações. Destaque para a múmia da dama Sha-Amun- Em-Su (século VIII A.C.), presente oferecido pelo Quediva do Egito ao Imperador D. Pedro II.

Nos passos da humanidade

Uma aula sobre os caminhos do processo evolutivo humano que culmina com o surgimento de nossa espécie. Ela traz as últimas descobertas da ciência sobre o tema e exibe materiais originais e réplicas únicas de peças provenientes de vários museus do mundo. Exibe também um mapa que ilustra as rotas migratórias dos povos pré-históricos.

Salas Históricas

Ao caminhar pelo Museu, o visitante encontrará também salas que mantiveram elementos artísticos e características arquitetônicas do período Imperial. No segundo piso, as salas do Trono e dos Embaixadores preservam pinturas ilusionistas datadas de 1856 e 1860. Na sala particular da Imperatriz Teresa Cristina (atual exposição Pré-Colombiana) chamam atenção douramentos sobre ornatos de madeira. Ao lado, no antigo gabinete de D. Pedro II, prospecções revelaram pinturas fitomorfas.

 

Atendimento às escolas

Criada em 15 de outubro de 1927 pelo então diretor Roquette Pinto, a Seção de Assistência ao Ensino (SAE) é o mais antigo setor educativo de um museu brasileiro. A seção é responsável pelo agendamento de visitas escolares e oferece treinamento para os professores atuarem como guias de suas próprias turmas. Para agendar a visita de sua escola, basta ligar para 2562-6923 e obter informações.

 

SERVIÇO

Museu Nacional/UFRJ

Quinta da Boa Vista – Bairro Imperial de São Cristóvão – Rio de Janeiro

Aberto de terça a domingo, das 10 às 17 horas, e as segundas das 12 às 17 horas.

Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia)

Gratuidade: crianças até 5 anos e portadores de necessidades especiais

Telefone: 21 3938-6900

www.museunacional.ufrj.br

Twitter: @MuseuNacional

Fonte: UFRJ

Próximos Eventos