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Giro nos Estados

Metodologia promete potencializar as incubadoras do Ceará

O movimento de incubadoras no Brasil, hoje com mais de 4.800 empresas, cresce 25% ao ano, já lançou no mercado mais de 1.500 empresas que faturam acima de R$ 1,5 bilhão por ano e geram 13.500 empregos. Os números são da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), que realizou nesta segunda-feira (23/08) um workshop com as incubadoras do Ceará na metodologia Cerne (Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos).

O evento aconteceu no no Instituto Centec e foi uma promoção da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), em parceria com a Anprotec. Gisa Bassalo, diretora da Associação, explica que o workshop de nivelamento dos conceitos do Cerne já foi aplicado nas cinco regiões do Brasil, mas pela primeira vez é realizado num estado.

Gisa informou que hoje 60 a 70% dos empreendimentos conseguem sobreviver 4 a 5 anos, mas, com a aplicação do modelo Cerne pretende elevar para 80 a 90% a chance das empresas graduadas viverem mais de cinco anos, capacitando-as a prosperar e se firmar no mercado. O workshop foi ministrado por Marcos Suassuna, líder temático do Cerne. Segundo ele, no encontro foram trabalhados os conceitos da metodologia Cerne, uma plataforma de práticas. Em 2011 serão formados consultores que vão dar suporte às incubadoras no processo de qualificação para o Cerne, processo que ele denomina cernificação.

De acordo com Francisco Carvalho, coordenador de Ciência e Tecnologia da Secitece, a ideia da Secretaria em trazer a metodologia Cerne é potencializar as incubadoras do Estado e induzir seu desenvolvimento, com vistas à consolidação no mercado. “Promovemos o workshop com fins de nivelamento entre os gerentes das incubadoras, para, deste modo, prepará-los para uma sequência de cursos sobre a metodologia Cerne, que serão realizados posteriormente”, explica Carvalho.

O que é a metodologia Cerne
O Cerne visa mostrar passo a passo o processo que pode ser percorrido de modo a garantir o sucesso da empresa inovadora e competitiva, de acordo com quatro níveis de maturidade, observa a diretora da Anprotec. “O método pretende desenvolver, de modo que possa ser comprovado, empreendimentos que tenham a inovação no seu DNA”, afirmou Gisa.

As incubadoras vão passar por um processo de credenciamento e homologação de acordo com a adequação de seus processos e as suas práticas. O credenciamento como Cerne será concedido por quatro níveis – de modo cumulativo. O primeiro nível enfoca o empreendimento, e inclui 36 práticas, com destaque para cinco aspectos essenciais para o desenvolvimento do negócio: o empreendedor, o produto/tecnologia, acesso ao mercado, acesso ao capital e gestão do empreendimento incubado. O segundo nível foca na incubadora com 12 práticas; o terceiro nas redes de relacionamento, com 10 práticas equivalentes e o quarto na melhoria contínua, com quatro práticas.

De acordo com Gisa Bassalo, desde maio começou o processo de implantação do Cerne com os workshops de nivelamento dos conceitos do método. “Queremos melhorar a atuação das incubadoras de empresas. Para que se tornem Cerne, é preciso que as incubadoras absorvam e adotem as práticas dos quatro níveis do modelo conceitual.

Para ela, em 25 anos de atividade no Brasil as incubadoras já apresentaram bons resultados com empresas de sucesso no mercado – inovadoras, competitivas -, mas não existia ainda uma metodologia para monitorar a evolução e os resultados deste processo.

Fonte: Secitece com informações de Flamínio Araripe (Instituto Centec)

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