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Livro “Inovação na Raiz” é lançado em Viçosa

Será lançado nesta terça-feira (13 de março), em Viçosa, Minas Gerais, o livro “Inovação na Raiz – Uma jornada empreendedora a partir da Universidade brasileira”, escrito pelo administrador e mestre em Gestão de Negócios, Gustavo Mamão. A publicação retrata a história de uma jornada empreendedora de 12 anos, no qual se inicia com o primeiro contato do autor com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). No local, é lançada e desenvolvida uma empresa spin-off da UFV, Rizoflora, com um projeto voltado para a criação de um produto inovador que substitui o agrotóxico,

A narrativa em primeira pessoa destaca como cada um dos representantes das universidades, à equipe do Fundo de Investimento, passando pela a equipe da própria Rizoflora, foram protagonistas ao seu modo para que o projeto como um todo desse certo. “Uma história que permite a reflexão sobre os principais aprendizados de cada uma das etapas da empresa”, conta Gustavo Mamão.

De acordo com Gustavo, querer levar o conhecimento acadêmico até o mercado envolve muita persistência. Para ele, não existe um caminho linear, em que muitas tentativas e erros ocorrerão no processo, e alguns desistem diante do primeiro fracasso. “Por outro lado, acredito que as instituições já estão mais prontas para assistir a um pesquisador acadêmico. A discussão de uma propriedade intelectual, a transferência de tecnologia e aplicação de itens específicos da Lei de Inovação Federal já estão bem disseminados”, observa.

O autor pensa que o desafio de mercado sempre será difícil, necessitando de muita abertura por parte do pesquisador e suas instituições sobre como viabilizar as melhores parcerias para chegar a uma equação que seja bom para todos. “Não existem muitos exemplos ou pessoas que sirvam como referência, ou mesmo incentivos adequados para que um pesquisador possa querer empreender sua própria tecnologia”. Para o autor, o sistema acadêmico incentiva excessivamente a publicação e às vezes ocorre até um distanciamento da academia perdendo a capacidade de identificar os grandes problemas da sociedade.

Segundo o ele, a cultura ou os movimentos de criação de startups ajudam a dar uma sacudida nos sistemas de inovação locais. No entanto, acredita que o efeito das mudanças será a longo prazo. Gustavo pensa que os principais pesquisadores não são diretamente envolvidos ou não se veem nessa nova microcultura empreendedora que está também se espalhando pelo país. “Mas, acredito que corremos o risco de daqui a 10 ou 20 anos vamos fazer a pergunta do porquê temos empreendido tão pouco a partir do conhecimento desenvolvido pelas universidades brasileiras”, afirma Gustavo.

Fonte: Fapemig

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