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Giro nos Estados

Lançamento de edital durante Fórum de Inovação contribuirá para o fortalecimento do movimento de incubadoras no AM

De maneira a estimular o incentivo à inovação e empreendedorismo, a Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-AM), realiza nesta terça-feira (15), o 5º Fórum de Inovação do Amazonas. Na ocasião, ocorrerá o lançamento da 1ª Edição do Programa de Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica (Pró-Incubadoras), ação articulada pela SECTI-AM em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Com investimento de R$ 1,6 milhão da Fap, o edital visa garantir apoio de custeio para ações voltadas a instituições de ensino e pesquisa e incubadoras. A iniciativa foi recebida com entusiasmo por profissionais que atuam nesta área.

Para a presidente da Rede Amazônica de Incubadoras (Rami) e coordenadora da Incubadora de Negócios da Faculdade Martha Falcão, Jane Moura, esse investimento contribuirá para o surgimento de novos negócios e o fortalecimento do movimento de incubadoras no Estado. “Na região Norte, o Amazonas é o Estado que detém a maior quantidade de incubadoras. Com esse edital, podemos evoluir significativamente, com previsão de aumento de 50%”, disse.

No Amazonas, 90% das incubadoras estão ligadas às Instituições de Ensino Superior (IES), segundo Jane Moura. Para ela, o debate fomentado pelo fórum também contribuirá para a sensibilização sobre o processo de incubação de empresas dentro das próprias instituições de ensino. “Damos apoio aos alunos para que eles entendam o que é empreendedorismo, inovação e o funcionamento de núcleos de incubadoras como forma de estimulá-los a elaborar projetos nesse sentido”, afirmou.

Na avaliação da gestora da incubadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Goreth Araújo, o edital a ser lançado no fórum servirá para auxiliar a estruturação das incubadoras. “Está em muito boa hora esse apoio da SECTI-AM e da Fapeam para que as incubadoras também possam crescer, atrair um número maior de empreendedores e ao mesmo tempo, contribuir para o nosso Estado”, salientou.

A relevância do fórum não se restringe apenas à iniciativa de aporte de capital, mas deverá contribuir para fomentar discussões mais amplas em torno da cultura de incubação de empresas na opinião do coordenador da incubadora da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), Euler Guimarães.

Atualmente, o Amazonas conta com oito incubadoras, segundo levantamento da Rede Amazônica de Incubadoras (Rami). Em todo o País, mais de 16 mil empresas estão instaladas em 384 incubadoras segundo levantamento do Estudo Análises e Proposições sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação junto à Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Palestra discute importância de incubadoras

Com a proposta de debater estratégias que contribuam para promover a integração entre a academia e o setor produtivo, o 5º Fórum de Inovação do Amazonas também contará com a palestra da superintendente executiva da Anprotec, Sheila Oliveira Pires, uma das mais renomadas especialistas da área de novos negócios. A palestrante convidada vai tratar sobre “A Importância das Incubadoras de Empresas de Base tecnológica para o Desenvolvimento Regional”.

Incubadoras incentivam empreendimentos inovadores

As incubadoras apoiam o trabalho de novos negócios. Instalado no Amazonas por meio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide) está classificado como uma incubadora privada que contribui para inserção de empresários com iniciativas inovadoras no mercado.

O Centro já está entre os 20 maiores do País no ranking da revista Exame, com 52 empresas incubadas, de acordo com levantamento realizado no ano passado. Segundo a consultora do Cide, Cleide Furtado Guimarães, um dos diferenciais para a incubação de empresas e sucesso no empreendimento está no processo de seleção. “Atualmente, as empresas que entram conosco tem pelo menos um ano e meio de existência e elas precisam ter o potencial de inovação”, disse.

Em geral, as incubadoras reúnem microempresas em fase de projeto ou desenvolvimento, mas o Cide possui um diferencial. “A empresa não precisa ser necessariamente nascente. Consideramos novas empresas aquelas com até três anos de existência”, afirmou. Entre as vantagens da incubação de empresas, o Cide oferece consultoria de mercado por meio da análise do plano de negócios apresentado no momento da seleção.

A consultora também destacou a importância do edital de fortalecimento para os empresários. “Não são empresas totalmente novas no mercado. Este edital incentiva o investimento de recursos, antes recebidos por meio de empresários associados e da iniciativa privada, como o Sebrae. O Cide não oferece dinheiro, mas assessoria aos empresários. O fórum é essencial para esta discussão”, concluiu.

No Amazonas, as empresas incubadas atuam em diversas áreas. O Cide, por exemplo, possui uma atuação multifuncional com empresas incubadas em vários ramos como biocosméticos, fitocosméticos e softwares.

Como funciona uma incubadora de empresas?

A Anprotec define incubadora como o local criado para abrigar empresas, oferecendo apoio gerencial e técnico (serviços de recepção e secretaria, salas de reunião, Internet, telefone, etc) com foco no desenvolvimento do empreendimento. As incubadoras de empresas de base tecnológica também abrigam empresas, cujos produtos, processos ou serviços são gerados a partir de resultados de pesquisas aplicadas.

As incubadoras possuem como principal público-alvo estudantes, cientistas, empreendedores e empresas com novos projetos baseados em iniciativas inovadoras.

Fonte: SECT-AM

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