Giro nos Estados

João Carlos Gomes assume compromisso de estimular inovação e manter a qualidade do ensino superior do Paraná

O governador Beto Richa deu posse, nesta quarta-feira (21), a João Carlos Gomes como secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Na solenidade, Richa disse que a missão do novo secretário é aproximar a pesquisa acadêmica da iniciativa privada, criando no Paraná um ambiente de estimulo à inovação científica. “Queremos fortalecer o ensino superior para que o Paraná se torne um centro de pesquisa e tecnologia irradiador de conhecimento”, afirmou.

O novo secretário era reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e substitui Alípio Leal. “Queremos dar continuidade ao grande trabalho da área, principalmente, garantindo a aplicação da Lei de Inovação que garante essa interlocução entre a universidade e empresas”, disse Gomes.

As sete universidades estaduais do Paraná são avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) com conceitos, na maioria, de 4 e 5 – os mais altos. “Nossas universidades estão entre as melhores avaliadas do Brasil. Precisamos manter essa qualidade com investimentos e compromisso com o ensino superior”, afirmou ele.

O Governo mantém as universidades estaduais de Londrina (UEL); de Maringá (UEM); de Ponta Grossa (UEPG); do Oeste do Paraná (Unioeste), com sede em Cascavel; do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), com sede em Guarapuava; do Norte do Paraná (Uenp), com sede em Jacarezinho; e a do Estado do Paraná (Unespar), com sede em Paranavaí.

ENSINO SUPERIOR – As universidades são gratuitas e abrigam mais de 100 mil estudantes de graduação, pós-graduação, cursos presenciais e a distância. O governo estadual investe cerca de R$ 1,3 bilhão por ano para manter 305 cursos de graduação, 302 de especialização, 141 mestrados e 52 doutorados. No sistema atuam sete mil docentes, 85% com mestrado e ou doutorado, e 8,3 mil agentes universitários.

As instituições estão instaladas em 38 municípios com ensino presencial; possuem cerca de 50 polos para ensino a distância e, ao fim da implantação da Universidade Virtual, contará com mais 150 polos no Paraná.

O empenho do atual governo do Estado na busca da excelência no ensino superior se reflete no bom desempenho das universidades em vários processos de avaliação, nacionais e internacionais. Nos vários rankings internacionais – latino-americanos ou mundiais – as universidades paranaenses sempre aparecem bem colocadas.

É o caso da avaliação organizada pela QS Quacquarelli Symonds University Rankings, da Inglaterra, que coloca a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) entre as 100 melhores universidades da América do Sul.

PESQUISA – As universidades desenvolvem tanto a pesquisa básica quanto aplicada e vêm obtendo resultados práticos na transformação do conhecimento em benefícios diretos à sociedade, como o desenvolvimento de produtos que passam a ser fabricados por empresas do Estado, criando novos empregos e recolhimento de impostos.

Com a regulamentação da Lei de Inovação, pelo governador Beto Richa em fevereiro, esses resultados devem se incrementar muito, já que professores e cientistas das universidades poderão aplicar pesquisas diretamente em empresas, que financiarão o trabalho, assim como empresas poderão “encomendar” pesquisas dentro das universidades, para aprimorar seus processos.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Entre os principais projetos em andamento na Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior estão o Parque Tecnológico Virtual (PTV) e a Universidade Virtual, dois projetos estruturantes que atingem os 399 municípios paranaenses e garantem às regiões mais afastadas dos grandes centros o acesso à educação e ao desenvolvimento tecnológico.

A implantação desses projetos se desenvolve paralelamente às ações que estabeleceram as metas de Excelência do Ensino Superior, que trabalha pela melhoria dos indicadores acadêmicos tanto da graduação como da pós-graduação; e Paraná Inovador, voltado ao incentivo do desenvolvimento científico, tecnológico e inovação.

O PTV une, numa mesma plataforma tecnológica, o setor produtivo, as universidades e instituições de pesquisa e setores do governo envolvidos com o desenvolvimento tecnológico e de inovação do Estado. O parque deve contribuir para mudar o perfil de desenvolvimento das diversas regiões do Paraná, com a participação das empresas locais, que agregam cada vez mais valor ao todo.

Trata-se de um modelo de plataforma na qual os agentes interagem em um ambiente comum de gestão e inteligência competitiva. O parque pretende atrair e trabalhar no desenvolvimento e na fixação de empresas de base tecnológica, também de todo território paranaense. A Universidade Virtual organiza a oferta de educação a distância com a participação das sete universidades públicas estaduais e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Fonte: SETI-PR

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