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IPTI publica artigo em revista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Uma abordagem científica e tecnológica inovadora, que coloca a comunidade como parte ativa no processo de pesquisa, deixando de ser apenas mera beneficiária. É assim que o engenheiro civil Saulo Barreto e a arquiteta Renata Piazzalunga conceituam as Tecnologias Sociais. O tema foi abordado em um artigo do Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) – do qual são cofundadores – e teve destaque na seção “Tendências”, da Revista Ciência e Cultura, uma publicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O IPTI é uma instituição parceira da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

No texto os autores destacam as diversas nomenclaturas atribuídas ao tema, à medida que justificam a participação das comunidades envolvidas como fator principal para o sucesso dos projetos de Tecnologia Social desenvolvidos no Brasil. Para eles “é preciso incorporar membros da comunidade, tanto no processo de planejamento, quanto de execução da pesquisa e de sua implementação local”, conforme abordam em um dos trechos do artigo, justificando que “como os processos de transformação social envolvem questões de natureza cultural, o envolvimento dos atores locais nas etapas de concepção e execução da tecnologia é vital para o sucesso da pesquisa”.

Convidados pela revista Ciência e Cultura, para falarem sobre o tema, os profissionais procuraram despertar na sociedade o papel fundamental que a ciência empreende para o desenvolvimento humano. A revista foi criada em 1949, um ano depois da fundação da SBPC e sua linha editorial visa contribuir para o debate dos grandes temas científicos da atualidade, alem de atrair a atenção, principalmente das novas gerações de pesquisadores/pensadores em formação, para uma reflexão continuada e sistemática sobre tais temas.

Para Saulo Barreto a participação na publicação foi de extrema importância. “Foi uma oportunidade de colocarmos nosso ponto de vista e mostrarmos a pouca atenção que o tema ocupa diante da enorme contribuição que as tecnologias sociais podem proporcionar, colaborando para acabar com as mazelas sociais”, disse Saulo Barreto, que é mestre e doutor em estruturas pela Universidade de São Paulo (USP) e no texto faz referência a dois programas sociais do governo federal: o ‘Brasil sem Miséria’ e ‘Brasil Carinhoso’.

Citando o projeto de Tecnologia Social que o IPTI desenvolve em dois municípios brasileiros, nas regiões Sudeste e Nordeste, o representante do Instituto de Pesquisa destacou que o objetivo da iniciativa é diagnosticar e reduzir a deficiência de ferro em estudantes dessas comunidades de baixa renda. “Estamos trabalhando em parceria com o Governo de Sergipe, através da Sedetec, na implantação de um Centro de Tecnologias Sociais no Estado”, destacou Saulo Barreto que tem a sede do IPTI localizada no povoado Crasto, no município de Santa Luzia do Itanhy.

Organização social

O IPTI é uma instituição privada de pesquisa científica aplicada, com fins não econômicos, cujo principal objetivo é realizar estudos e pesquisas, de natureza multidisciplinar, voltados para a melhoria e o desenvolvimento das condições sociais, econômicas, educacionais e culturais da sociedade, que em 2010 foi qualificada como Organização Social pelo Governo de Sergipe.

O instituto busca as articulações com o setor público, privado e comunidade a partir do fortalecimento da proposta de implementação do modelo de desenvolvimento (arte, ciência e tecnologia) no sul de Sergipe, trabalhando sua relação com as parcerias consideradas mais estratégicas.

Confira o texto na íntegra:

cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252012000400002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

 Fonte: Ascom – Sedetec -Sergipe

 

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