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Giro nos Estados

Mais investimentos para ciência e tecnologia são destaque na Conferência Estadual de Pernambuco

A primeira edição da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI) já pode ser considerada o principal fórum criado no Estado para discutir com a sociedade as linhas de uma política pública de longo prazo que atenda às demandas sociais por inovação. Na abertura do evento, no auditório da Universidade Federal de Pernambuco, no dia 26, o governador Eduardo Campos fez questão de ressaltar a necessidade do desenvolvimento social ser lastreado pelos avanços científicos que possam incluir as parcelas da sociedade que não foram ainda beneficiadas por tais desenvolvimentos técnicos.

A grande contribuição da CECTI, segundo Eduardo Campos, é justamente permitir que essa inclusão virtuosa aconteça, por intervenção do Estado e através de uma política pública sobre as áreas mais inovadoras da economia. Com uma extensa e interessante grade de debates, palestras e painéis, a 1ª CECTI também foi palco para a implantação do Fórum Municipal de Ciência e Tecnologia da cidade do Recife, através do qual a administração da cidade procura desenvolver um sistema local de inovação. A idéia é aproveitar o momento de mudança da matriz produtiva que está em curso no Estado para identificar áreas de investimento e de criação de oportunidades. Para a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos, o desenvolvimento tecnológico, que antes era visto como subproduto do desenvolvimento econômico, agora está sendo encarado como essencial na evolução das potencialidades de uma nação. “Estamos vivenciando uma mudança radical na cadeia produtiva do Estado e nós precisamos colocar conhecimento e inovação nisso, ou então ficaremos para trás. A nossa idéia, com a Conferência, é debater isso com a sociedade”, colocou.

Nesse sentido, a programação de debates (disponível nesse link) foi definida de modo a contribuir com o processo já em andamento (a conferência foi precedida de quatro encontros preparatórios, que mobilizou mais de 660 pessoas) da busca para o estabelecimento das bases para a criação de uma política pública de longo prazo para fomentar a Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado com vistas ao desenvolvimento social sustentável.

A formação de recursos humanos de nível superior para o desenvolvimento científico e tecnológico, as experiências inovadoras na sociedade e nas empresas, a produção de conhecimento em áreas estratégias (para o Estado de Pernambuco: energias limpas, biotecnologia, indústria naval, offshore); tecnologias da informação e a mídia, inovação na área da saúde (Recife é um dos maiores pólos nacionais do setor) e os modelos possíveis para a interiorização do desenvolvimento foram os principais temas dos 11 painéis nos quais mais de 30 especialistas realizaram suas palestras.
As contribuições geradas a partir dos seminários preparatórios e dos debates na própria conferência serão agora sistematizados num documento que permitirá a elaboração da política de C&T do Estado de Pernambuco

Investimentos – A abertura da Conferência foi marcada ainda pelo anúncio da segunda parte do programa de inclusão digital do governo do Estado, que beneficiará 27 mil pessoas jovens e adultos, por meio da disponibilização de conteúdo educativo em lan houses.

Também foi anunciada uma articulação entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e o Ministério da Ciência e Tecnologia para captar empresas interessadas em participar do programa piloto do Fone Fácil – uma iniciativa através da qual surdos do Estado poderão usar telefonia móvel para se comunicar. A solução, desenvolvida por uma empresa pernambucana (Brava Tecnologia), permite que mensagens sonoras sejam convertidas em modo texto e vive-versa. Smartphones serão equipados com um software que permite essa comunicação e, através da Lei de Informática, tais aparelhos serão fornecidos aos usuários.

O governador Eduardo Campos aproveitou a abertura do evento para encaminhar algumas medidas para a área ambiental. Ele assinou o termo de referência para abertura de edital no valor de R$ 200 mil, para elaboração de projetos básicos de contenção de erosão e recuperação das praias arenosas nos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda e Paulista, locais em que o processo erosivo se apresenta de forma mais intensa. Os projetos deverão atender às necessidades de cada município com base nos estudos realizados pelo Projeto de Monitoramento Ambiental Integrado do Litoral de Pernambuco (MAI Erosão Costeira), nos 48 quilômetros do litoral do Estado que compreendem a Foz do Rio Timbó (limite norte em Paulista) e do Rio Jaboatão (limite sul em Jaboatão dos Guararapes). Eduardo também assinou o encaminhamento, à Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), das minutas de lei da “Política Estadual de Gerenciamento Costeiro”, da “Política Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca” e da “Política Estadual de Enfrentamento às Mudanças Climáticas”.

A Política Estadual de Gerenciamento Costeiro terá como principal objetivo disciplinar e racionalizar a utilização dos recursos naturais da zona costeira do Estado. A legislação guiará em cada município as regras sobre o espaço público para comércio e edificações, assim como para as áreas de preservação florestal na zona costeira.

A política de Combate à Desertificação foi construída em conjunto com o Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca de Pernambuco (PAE-PE). Ambos são frutos de um processo de articulação, mobilização e consulta da sociedade civil organizada e do segmento empresarial da região do Agreste e Sertão. Foram realizadas cinco oficinas nas cidades de Salgueiro, Petrolina, Triunfo, Taquaritinga do Norte e Garanhuns, e uma consulta pública na cidade de Araripina, mobilizando representantes de 139 municípios no total. O PAE-PE foi lançado em dezembro de 2009 na cidade Triunfo.

Fonte: Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco

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