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Inovação tecnológica é tema de seminário em São Paulo

No encontro anual do Ciesp, Sistema Paulista de Parques Tecnológicos foi destacado como importante ferramenta de apoio ao desenvolvimento regional

O secretário de Desenvolvimento em exercício, Luciano de Almeida, participou nesta sexta-feira, 30 de abril, do seminário “Inovação como Fator de Competitividade”, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no centro da capital. O evento faz parte da 24ª Convenção Anual do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que reuniu mais de 300 empresários e autoridades de governos estadual e municipal, BNDES, universidades e institutos de pesquisa, com o objetivo de promover um amplo debate com 43 diretorias regionais do Ciesp sobre ações de estímulo ao avanço tecnológico de forma integrada no Estado.

No painel intitulado “Os Desafios da Inovação”, o secretário apresentou as principais iniciativas do governo do Estado para incentivar o desenvolvimento tecnológico, como a criação do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), a regulamentação da Lei Paulista de Inovação (n°.1049/08) e as linhas de financiamento do Fundo Estadual Científico e Tecnológico (Funcet) e da Agência Paulista de Fomento – Nossa Caixa Desenvolvimento.

“O governo de São Paulo dispõe de um projeto para estimular a criação de parques tecnológicos no Estado, por meio de investimentos diretos – que podem ser aplicados em obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e realização de estudos -, além de benefícios fiscais para facilitar a instalação de empresas de base tecnológica nos empreendimentos”, explicou. “Atualmente, existem 30 iniciativas para implantação de parques tecnológicos em todo o Estado de São Paulo, sendo que 16 já estão com credenciamento provisório no SPTec”, ressaltou.

O secretário também destacou que o Estado de São Paulo investe 1,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento (P&D). A taxa é maior que a média brasileira, de 1,2%, e coloca o estado à frente de países vizinhos da América Latina e das outras nações do BRIC (Rússia, Índia e China). A meta paulista até 2020 é igualar o desempenho dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e atingir 2,3%.

Em seguida, uma mesa-redonda moderada pelo jornalista Ricardo Boechat abordou outras questões-chave, como financiamento, desenvolvimento de projetos e acesso às informações por parte das empresas. A mesa-redonda contou com a participação do coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento, Pedro Primo Bombonato, que, dentre outros assuntos, abordou os avanços da Lei Paulista de Inovação.

Entre as novidades da lei estadual, regulamentada em agosto de 2009, estão os dispositivos que permitem às universidades públicas e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) investir seus recursos em empresas inovadoras ou outros empreendimentos privados que tenham por finalidade criar ambiente favorável à inovação – como parques tecnológicos, incubadoras de empresas ou Arranjos Produtivos Locais (APLs). “A Lei Paulista de Inovação pretende intensificar a integração entre as diversas áreas de conhecimento com o setor produtivo, responsável pela geração de emprego e renda no Estado”, destacou Bombonato.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo

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