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Giro nos Estados

Inovação à paulistana: conheça oito invenções criadas em SP que podem mudar sua vida

Um funcionário passa calor em sua mesa enquanto o colega do lado sente que está congelando. Uma mala se perde no aeroporto e ninguém sabe para que lugar do mundo ela foi. Uma camisa que fica perfeita nos ombros mas apertada na barriga.

Soluções para problemas como estes são foco de pesquisas ou já foram inventadas em São Paulo, seja por jovens em start-ups ou por professores com anos de carreira.

Embora o Brasil ainda engatinhe em inovação, a capital paulista se destaca entre as metrópoles da América Latina por abrigar, num só lugar, muitas empresas, potenciais clientes, investidores, incubadoras, programas de incentivo e universidades.

Essa proximidade ajuda as ideias a saírem do papel e cumprirem o longo caminho até chegarem ao mercado.

A sãopaulo selecionou algumas das ideias que podem mudar o seu cotidiano nos próximos anos e estão sendo gestadas por aqui.

Inovações Paulistanas

Softwares desenvolvidos na cidade fazem atendimento a clientes por meio de conversasPor: Weberson Santiago 02/12/2016

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Ar-condicionado individual

A professora da USP Brenda Leite trabalha há mais de dez anos em uma solução que poderá aumentar a paz nos escritórios: uma saída de ar individual para cada mesa.

Não se trata apenas de redistribuir o ar. Sua pesquisa analisou a dispersão do frio nos ambientes e concluiu qual a vazão adequada para gerar frescor sem que o desconforto apareça após alguns minutos. “É como ligar o ar do carro. O jato frio no rosto refresca, mas logo começa a incomodar”, diz.

Ela criou um mecanismo que puxa o ar da rede principal apenas usando as diferenças na pressão do ar e o leva para bocais circulares. Botões controlam espirais que liberam o vento na direção e na quantidade adequadas. Outra vantagem do mecanismo é que ele é todo mecânico e não necessita de energia elétrica.

“No modelo tradicional, o ar é solto de um duto no teto com temperatura dez graus menor do que chega nas mesas. Se quero uma sensação de 23ºC, ele precisa sair com 13ºC”, explica. “Com a saída mais perto, não é preciso gelar tanto o ar, o que gera economia de energia”, conta Leite, em sua sala na USP, refrigerada por um ar-condicionado antigo.

Alguns protótipos estão prontos, e ela busca agora parcerias para produzir o equipamento em escala industrial.

Roupas personalizadas

Embora estejam dentro da mesma unidade, os cursos de Moda e Sistemas da Informação da USP Leste parecem ter pouco a ver. No entanto, um projeto surgido de parceria entre alunos e professores das duas áreas oferece solução para um problema frequente: roupas que apertam em uma parte do corpo e sobram em outro.

Nesta década, trajes mais colados ao corpo ganharam espaço. No entanto, cada pessoa tem um “formato” diferente, o que gera desconforto ao usar algumas peças.

A ferramenta, Clothes for Me, funciona assim: o usuário insere as medidas de seu corpo, como busto, cintura e quadril, e esses dados são transformados em moldes, que ficam salvos junto com a sua conta em lojas on-line.

Ao escolher uma camiseta, por exemplo, esses dados são enviados ao fabricante, que poderá fazer uma roupa sob medida.

O programa é particularmente útil para costureiras de pequeno porte, que recebem os moldes de seus clientes já prontos. “O software transforma números em figuras que podem ser impressas”, explica Luciano Araújo, professor de moda da USP Leste.

O Clothes for Me venceu a Imagine Cup 2015, prêmio de inovação da Microsoft, e deu origem a Efitfashion, start-up tocada por alunos e professores dos dois cursos. A venda de roupas personalizadas deve começar em janeiro, pelo site da empresa.

Casa para montar

Outra ideia que planeja revolucionar os meios de produção é um projeto do Mackenzie para construir uma casa popular montável com peças de madeira impressas em 3D -reduzindo o custo na comparação com residências feitas de alvenaria.]

“As partes podem ser encaixadas pelo próprio futuro morador, ou com a ajuda de amigos, após uma capacitação. Não precisa nem usar pregos”, explica José Nardelli. coordenador do projeto. “E ela é modulável: dá para acrescentar mais cômodos depois.”

O desafio é desenhar as peças que serão encaixadas e fazer moldes precisos, de modo a não desperdiçar madeira na hora do corte.

O protótipo de um cômodo foi montado e está exposto no meio do campus da universidade, para avaliação de sua resistência sob chuva e sol.

Quando o projeto estiver finalizado, a ideia é disponibilizar os arquivos de impressão na internet de graça. Os únicos gastos seriam com a compra de placas de madeira e o corte das peças.

Weberson Santiago

Atendimento robô

A tendência de automação e, portanto, redução de mão de obra, é parte importante das inovações tecnológicas. Nessa linha, a start-up Nama.ai, uma das empresas iniciantes sediadas no Campus do Google em São Paulo, criou um software que permite substituir as centrais de atendimento telefônico.

Em vez de ter suas queixas tratadas por uma pessoa, o cliente recebe respostas do computador, que simula uma conversa.

“Conseguimos automatizar entre 70% e 90% dos atendimentos”, diz Rodrigo Scotti, 30, criador da Nama.ai.

Para que o atendimento seja mais próximo de uma conversa real, o sistema não utiliza apenas uma lista de perguntas e respostas prontas, mas conta com o chamado “machine learning”: conforme a máquina interage com os clientes, “aprende” quais respostas são mais eficientes, aprimorando suas habilidades.

A ferramenta consegue iniciar uma conversa em um canal, como o chat do Facebook, e continuar em outro, como o Telegram.

Entre empresas que fizeram parcerias com a Nama.ai, estão Bradesco, a central de call-center Atento e o PoupaTempo, que planeja usar a técnica para agilizar agendamentos.

Novo método de empréstimo

O próximo passo dos sistemas usados para dar respostas automáticas é tomar decisões, ou ajudar nelas. A start-up Nexoos, que intermedeia empréstimos para pequenas empresas, usa a tecnologia para criar novas formas de avaliar o perfil de quem pede crédito para expandir seus negócios.

“Em vez de fazer uma visita à empresa, como os bancos, analisamos informações, como a reputação e a presença dela nas redes sociais”, afirma Daniel Gomes, 28, um dos três sócio-fundadores da Nexoos, que se conheceram durante um curso em Londres, começaram a testar o serviço no Paraguai e, há alguns meses, escolheram São Paulo como sede.

“Também levamos em conta informações como o horário em que o cadastro foi feito e se a pessoa costuma visitar sites de apostas”, diz. Mas como saber isso? “Percebemos que alguns sites desse tipo instalam uma fonte específica no computador de seus usuários. Logo, há indícios de que quem tem essa fonte instalada frequenta esses sites.”

A Nexoos também inova na outra ponta: os empréstimos são feitos por pessoas físicas e jurídicas que querem investir valores considerados baixos, a partir de R$ 10 mil. Os interessados fazem o cadastro no site e podem escolher para quais empresas querem dar crédito. A rentabilidade anual prometida é de até 26%, contra cerca de 9% da poupança -os riscos, é claro, também são maiores.

Localizador de malas

O mineiro Victor Moreira, 32, teve uma ideia ao ouvir que um auxiliar do Atlético-MG teve uma mala extraviada no voo para disputar o Mundial de Clubes, em 2013. Dentro delas, estavam dados sobre os adversários do time.

Moreira passou a pesquisar formas de rastrear malas e criou o Trackage, um aparelho para ser colocado na bagagem e que informa, em tempo real, onde ela está. O acompanhamento é feito pelo smartphone.

“O sinal é enviado por celular. Temos parcerias com operadoras ao redor do mundo”, conta. “O aparelho detecta quando o avião vai decolar e permanece desligado durante o voo.”

O dispositivo tem bateria com duração de cem horas e um sensor que alerta o usuário caso a mala seja aberta. Cada unidade pode ser comprada por R$ 349, ou alugada em agências de viagem. “Temos 1.600 deles em funcionamento”, diz Moreira, por telefone, da sede da empresa em Uberaba (MG).

Embora a base fique em outro Estado, “tudo aconteceu em São Paulo”, diz o empresário, que ficou sediado em uma aceleradora. “Chegamos à cidade com quatro pessoas. Hoje temos 11 funcionários espalhados entre Uberaba, Belo Horizonte e SP, mas 90% das reuniões presenciais são na capital paulista”.

Geladeira que esquenta água

O calor gerado atrás da geladeira não serve só para secar roupas. Um mecanismo criado na USP usa esse calor para criar um aquecedor de água, capaz de esquentá-la a até 55°C.

“Inserimos um tanque de água [nos dutos] entre o compressor e o condensador da geladeira, permitindo que o calor do gás quente seja transferido para a água em vez de ser dissipado no ambiente”, explica o professor José Simões, que criou o sistema junto com o aluno Lucas Zuzarte.

De acordo com Simões, a técnica é mais indicada para estabelecimentos comerciais, nos quais as geladeiras são mais potentes e, portanto, geram mais calor, embora também possa ser usada em residências. Se fosse produzida em escala industrial, a instalação de cada unidade sairia por até R$ 400. Na comparação com aquecedores elétricos, a economia prevista é de R$ 35 por mês.

Outra vantagem do sistema é que ele deixa a geladeira com maior eficiência energética: os refrigeradores que receberam o dispositivo extra passaram a gastar até 18% menos energia para funcionar.

Energia gerada no mar

O professor Mário Kawano, 70, ficou tão bravo com a Eletropaulo que mandou a empresa tirar o medidor que marcava seu consumo de energia. Engenheiro elétrico, ele tornou sua casa e sua chácara autossuficientes. Com isso, a conta baixou muito e a empresa estranhou. “Acharam que tinha alguma fraude e quase me chamaram de ladrão”, conta.

Sua casa, em Santo André, tem painéis solares e baterias. Na chácara, ele usa a força da água de um rio local para operar um miniusina hidrelétrica, construída por ele nas horas vagas.

Sua curiosidade o levou a criar um jeito de gerar energia na ilha dos Arvoredos, perto do Guarujá. As casas de lá eram alimentadas com energia de geradores, que além de caros, poluem o ambiente. A resposta o cercava por todos os lados: o mar.

Kawano fez desse projeto sua pesquisa de doutorado, orientada pelo professor Roberto Onmori, da Poli-USP. A estratégia foi usar o movimento das ondas para movimentar um conjunto de boias. Conforme as boias, feitas com tonéis usados, sobem e descem, uma alavanca movimenta uma bomba que empurra a água para um reservatório no topo de uma colina ao lado do mar. Quando a água desce, movimenta pás que mexem um gerador, criando energia.

“Ao movimentar um ímã em torno de uma bobina, gera-se energia”, explica Onmori. “É só inverter o funcionamento do motor, onde a energia faz o imã girar e movimenta as peças. Então, adaptamos um motor de máquina de lavar”, completa Kawano.

Quase toda a engrenagem foi feita com itens reciclados. O equipamento consegue manter luzes, TV e geladeira funcionando, por exemplo. A miniusina operou por um ano, mas acabou quebrando devido à força das ondas. “Devíamos ter usado aço inox, mas não tinha como bancar”, conta Kawano, que agora, com o título de doutor, busca parceiros para continuar a pesquisa.

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