+55 (61) 9 7400-2446

Giro nos Estados

Infraestrutura de internet e informática tem impacto social em Alagoas

O crescimento de 400% no acesso à internet em Alagoas, entre 2005 e 2011, segundo pesquisa do IBGE, reflete os resultados de ações do Governo do Estado voltadas à inclusão digital, focadas na população que não tem este acesso em suas residências e locais de trabalho e ao incremento da estrutura de conectividade, que beneficia servidores públicos e estudantes de instituições públicas federais e estaduais, dos níveis básico, médio e superior.

Os dados IBGE, relativos a pessoas com mais de 10 anos de idade, apontam que 52,2% dos estudantes da rede pública de Alagoas tiveram acesso à internet no período da pesquisa, sintoma de atuação numa zona de carência, já que 96,7% dos estudantes da rede privada de Alagoas já estão incluídos digitalmente. Além disso, foram incluídos 34,5% das pessoas não ocupadas, ou seja, aquelas que não tinham trabalho no período de referência, mas estavam dispostas a trabalhar e que, para isso, tomaram alguma providência efetiva (consultando pessoas, jornais, etc.).

Apesar do crescimento mais significativo do Brasil, mais da metade da população de Alagoas ainda enfrenta a exclusão digital: Apenas 34,3% dos habitantes tiveram o acesso digital na época da pesquisa, que ainda não inclui os resultados do incremento das ações alavancadas em 2012 pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti) e outras duas instituições da pasta, o Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) e demais parceiros, como o Ministério das Comunicações e o Sebrae.

Inclusão sócio-tecnológica

O Governo do Estado conta com um projeto macro de telecentros, no qual estão investidos recursos estaduais e federais. O foco específico para os próximos dois anos é beneficiar o interior do Estado, através de parcerias com as prefeituras municipais, mas também são beneficiadas Organizações não Governamentais (ONGs), pontos de cultura e associações comunitárias, que, em contrapartida, disponibilizam espaço adequado para funcionamento dos telecentros.

O Governo, através da Fapeal e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), oferece bolsas de apoio técnico no valor de R$483,00 reais e dá preferência a monitores oriundosda própria comunidade, com uma capacitação mínima requerida para multiplicarem o curso básico de informática e recursos da internet. O objetivo maior é que as comunidades aprendam a usar os recursos tecnológicos e a Web para divulgar suas produções, e ao mesmo tempo manter o estado alerta às necessidades específicas de cada uma delas e estruturar ações de tecnologia que respondam a estasdemandas.

Alfabetização digital

Através do Itec, em parceria com o Sebrae, o projeto de inclusão digital em lan houses destinou cerca de 2,8 milhões para a ação, baseada em distribuir  50 mil cartões, que já foram entregues às 120 Lan Houses cadastradas. O projeto teve um prazo inicial estipulado em 18 meses, mas em menos de um ano foram distribuídos à população todos os cartões de acesso aos cursos de informática básica. 33 mil 385 cidadãos já concluíram os cursos. O projeto está em processo de aditivo para ampliar o prazo de execução, que vai até julho deste ano. 25 municípios alagoanos foram contemplados, atingindo uma média de 2,5 mil alunos ao mês. Os cartões dão direito a 10 horas/aula de informática básica.

Alta velocidade para educação superior e pesquisa

O link de internet rápida e wi-fi de diversos campi da Universidade e Institutos federais (Ufal e Ifal) e das Universidades Estaduais (Uneal e Uncisal) são provenientes do Ponto de Presença em Alagoas (Pop-AL) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), abrigado na Fapeal desde 2006. Até 2010, eram 34 megas de banda veloz para atender a 8 instituições de ensino superior. De 2010 para 2013 ampliou-se para 10 gigas a capacidade de conectividade, incrementando o atendimento na capital e no interior, para veiculação dos dados de estudo e pesquisa.

Além da capital Maceió, Arapiraca, Satuba, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia já estão conectadas. Os próximo campi da lista são da Ufal e Ifal, em Maragogi, Murici, Penedo, Piranhas e Rio Largo.

As instituições federais tiveram as instalações físicas necessárias ao link do PoP-AL fornecidas pela própria RNP. Já no caso das estaduais, esta estrutura será custeada pela Fapeal, em parceria com a Secti. A Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e a Maternidade-Escola Santa Mônica são outros exemplo de órgãos estaduais beneficiados pelo link.

Para Georginei Neri, assessor especial do governo pra Tecnologia da Informação e coordenador administrativo do PoP-AL, otimizar os serviços de conectividade oferecidos é uma forma de contribuir com a modernização do Estado, através do fornecimento da infra-estrutura necessária ao desenvolvimento de outras áreas, como educação, pesquisa, segurança e empreendimentos tecnológicos em geral.

Fonte: SECTI-AL

Próximos Eventos