Giro nos Estados

Indústrias cearenses poderão tornar-se inovadoras com apoio da Embrapii

Conquista recente para o Estado do Ceará, o Polo de Inovação de Fortaleza da Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial já começa a dar seus primeiros frutos. Instalado em março de 2015, vinculado ao Instituto Federal do Ceará e com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, o Polo atua na área de Sistemas Embarcados e Mobilidade Digital.

Para mostrar como as indústrias e instituições de pesquisa podem participar da iniciativa, a Secitece promoveu encontro na manhã desta quarta-feira, 1 de junho, com representantes de diversas instituições que compõem o Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia.

A ideia, como explicou a coordenadora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secitece, Sandra Monteiro, era divulgar as oportunidades que o Polo de Inovação oferece para o nosso Estado e para o País, formando multiplicadores capazes de potencializar a ação da Embrapii no Estado.

Na abertura do encontro, o secretário Inácio Arruda afirmou que a “Embrapii é uma grande conquista para o Estado, um esforço do IFCE com o apoio do Governo do Ceará, que traz mais um espaço de inovação para a área da indústria”.

Presente ao encontro, o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Cláudio Ferreira Lima lembrou que a área do conhecimento é um dos setores importantes da economia, assim como indústria, serviços e agropecuária.

O superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos (Etene) do Banco do Nordeste, Francisco José Araújo Bezerra, disse estar “fascinado pelo modelo Embrapii” que consegue viabilizar a inovação, permitindo uma aproximação real entre o setor produtivo e a academia e garantiu o apoio do banco a essas iniciativas.

Para ele, esse é um momento muito favorável já que o Banco do Nordeste está criando o seu Hub de Inovação. A apresentação do novo hub será dias 7 e 8 de julho, durante o Fórum BNB de Desenvolvimento Regional, que terá como tônica a inovação como motor do desenvolvimento econômico.

Para o secretário Inácio Arruda, o objetivo central da Secitece é fomentar o avanço das empresas cearenses. “Precisamos ter empresas mais competitivas e que possam produzir inovação de verdade, contribuindo para a solução de questões relevantes para o Estado e para o País”, finalizou.

Participaram do encontro o presidente da Nutec, Francisco Magalhães; o diretor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará, Carlos Almir Holanda; o coordenador de Inovação do Instituto Atlântico, Cilis Benevides, além de representantes do Sebrae e IEPRO, dentre outros.

Embrapii

Criada em 2013 para promover o desenvolvimento da inovação na indústria nacional, a Embrapii conta hoje com 28 unidades credenciadas, sendo cinco vinculadas ao Instituto Federal.

Seguindo o modelo da Embrapa, cada polo da Embrapii trabalha uma área específica: sistemas embarcados e mobilidade digital (Instituto Federal do Ceará), metalurgia (Instituto Federal do Espírito Santo), equipamentos médicos (Instituto Federal da Bahia), sistemas automotivos inteligentes (Instituto Federal de Minas Gerais) e monitoramento e instrumentação para o ambiente (Instituto Federal Fluminense).

“Fomos muito felizes na escolha da nossa área de competência já que são áreas que perpassam por toda a indústria, desde a automação dos processos até o produto final”, aponta a professora Cristiane Borges, diretora do Polo de Inovação de Fortaleza.

Os centros de pesquisa têm um plano de ação com valor de R$ 86,8 milhões para os próximos três anos. Do total de recursos, cerca de um terço virá de aportes da Embrapii, outro terço será dos próprios institutos, e o restante de contrapartidas das empresas parceiras.

O superintendente da ETENE, Francisco Bezerra, anunciou que o Banco do Nordeste está criando uma linha de crédito para financiar o 1/3 dos recursos que deverão ser aportados pelas empresas nordestinas, com condições especiais, garantias melhores, mais flexibilidade e maior
celeridade.

Para participar do Polo, os projetos de pesquisa aplicada devem atender alguns pré-requisitos, como o nível de maturidade tecnológica e o CNAE industrial. “Iremos avaliar questões como prova de conceitos, validação de tecnologia em laboratório e demonstração em ambiente relevante”, explica Cris Borges. O objetivo é buscar soluções para a cadeia produtiva.

As indústrias interessadas em desenvolver projetos de inovação devem enviar sua solicitação. Por enquanto, as demandas são atendidas no balcão mas, em breve, será lançado edital de fluxo contínuo para recebimento das demandas. Os custos para elaboração do diagnóstico inicial são por conta da Embrapii.

Atualmente são desenvolvidos projetos para indústrias – de pequeno, médio ou grande porte nas áreas de piscicultura, metalmecânica e produtos hospitalares, dentre outras.

A Embrapii também atua na formação de recursos humanos, por meio de capacitações e workshops para pesquisadores, bolsistas, estudantes e comunidade, que desejem atuar junto aos projetos de pesquisa do órgão.

Funcionando temporariamente no Campus do IFCE Fortaleza, na 13 de maio, a Embrapii contará com sede própria até o final do ano, próximo ao Colégio Militar, na Aldeota.

Fonte: SECITECE -CE

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