+55 (61) 9 7400-2446

Giro nos Estados

Governo lança a Rede Catarinense de Inovação

redeinovacao_siteO Governo do Estado lançou, nesta terça, dia 2, o projeto Rede Catarinense de Inovação. Serão construídos centros de pesquisa em 10 cidades polo do Estado para abrigar incubadoras de tecnologia, laboratórios de pesquisa, treinamentos, educação profissionalizante ou qualquer outra iniciativa de inovação e tecnologia. “Ali é onde os filhos das pessoas vão encontrar seus empregos ou onde as crianças de hoje se tornarão empresários”, explica o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen.

Com a Rede Catarinense de Inovação, o governo quer construir as bases para o crescimento de Santa Catarina. “A gente pode não saber no que o mundo vai se transformar com a tecnologia. Mas nunca podemos ficar neutros ou omissos a essas mudanças aceleradas”, reforçou o governador Raimundo Colombo.

Serão investidos R$ 40 milhões para a construção de nove centros de inovação nos municípios de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba e São Bento do Sul. Lages é o décimo município, mas nesta cidade o centro de pesquisa já está em construção.

A solenidade de lançamento do projeto foi no Centro Administrativo do Governo do Estado, em Florianópolis, e teve a presença de prefeitos, reitores de universidades, secretários de Estado e outras autoridades. O prefeito de Chapecó não pode comparecer, mas enviou um representante.

Como serão os centros de pesquisa

As cidades maiores terão prédios de 4,5 mil metros quadrados e as menores, de 2,5 mil metros quadrados. O início da construção das estruturas está previsto para maio. O secretário Paulo Bornhausen afirmou que as licitações devem estar concluídas até o final de abril. Após o início das obras, o prazo para terminar todos os centros de pesquisa é de 18 meses, com as estruturas mais simples ficando prontas em até um ano.

As prefeituras vão doar os terrenos em que o Estado construirá os prédios. E outra instituição do Governo, a Fapesc, vai investir em pesquisas e pode ser parceira para o início de novas empresas incubadas nos centros de inovação. Todos os centros serão construídos dentro de parques tecnológicos dos municípios. A ideia é que as estruturas funcionem como imãs para a atração de empresas maiores e mais consolidadas em busca dessas soluções criativas que serão geradas.

Lages tem uma situação singular. Os recursos já foram repassados e o município conseguiu dar início ao processo de construção do seu centro de pesquisa. A iniciativa, em todos os casos, representa uma união de esforços entre as prefeituras, todas as universidades do sistema Acafe, além da Udesc, e a iniciativa privada.

O objetivo é tornar essas cidades, que já são polos, em dínamos econômicos que puxem o desenvolvimento de todo o Estado, ampliando sua influência para se tornarem referências nacionais e até internacionais.

Durante o período de construção dos centros de inovação – que deve ir até o final do ano que vem – estão sendo selecionados os projetos que vão preencher a área disponível das estruturas. “Podem ser startups, laboratórios de análises de alimentos ou os dois. Qualquer iniciativa inovadora que vá atender as vocações e as ambições de cada uma dessas regiões”, explicou o secretário, que emendou: “Com isso, nós estamos absolutamente sintonizados com aquilo que vem acontecendo no mundo e nos países que dão certo”.

Inspiração europeia

“As redes de pessoas do processo de inovação já existem, mas agora queremos aproximá-las – iniciativa privada, universidades e poder público – para encontrar soluções integradas”, explicou a coordenadora do Inova@SC, Maria Augusta Orofino. O Inova@SC é o programa da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, que está coordenando a Rede de Inovação.

O modelo que estava sendo desenvolvido há dois anos foi selecionado na primeira missão oficial do Governo Colombo à Europa. Ele é baseado em uma iniciativa desenvolvida em Barcelona, na Espanha, ao integrar empresas, universidades e a administração pública em um esforço conjunto para desenvolver novas formas de produção e novos produtos.

A Capital de Santa Catarina lidera essa transformação da economia catarinense em um processo que já está consolidado. “Hoje as empresas de tecnologia respondem pela maior parte da arrecadação do município”, disse o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior. A proposta é que essa transformação ocorra em todo o Estado e que a tecnologia e a inovação passe a fazer cada vez mais parte na economia desses municípios.

“Precisamos de novas empresas, novas tecnologias, para conseguirmos grandes saltos de desenvolvimento na economia do Estado”, defendeu Bornhausen. De acordo com o secretário, esse é o caminho que Santa Catarina procura trilhar e é para onde os empregos da economia criativa apontam hoje.

Os centros que pesquisa que começam a ser construídos neste ano serão a base para a consolidação dessa rede. Além dos 10 municípios já citados, Tubarão e Concórdia também fazem parte da iniciativa, mas não entraram neste momento no processo. Tubarão porque não se escolheu ainda um terreno para doação onde será construído o centro de inovação. E Concórdia porque ainda não há um polo de tecnologia com os agentes estruturados. “Mas ambos seguem fazendo parte do projeto e vão receber também um centro de inovação assim que conseguiram organizar essas pendências”, explica a coordenadora do Inova.

Fonte: SDS-SC

Próximos Eventos