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Giro nos Estados

Governo do ES e sociedade debateram inclusão digital no Estado

Ideias criativas, casos de sucesso, profissionais qualificados e ciência, tecnologia e inovação. Assim foi a 3º Agenda de Inclusão Digital e 1º Cultura Multimídia, que aconteceu na última quarta-feira (18), em Vitória.

O evento trouxe para debates empresas, órgãos públicos e comunidade acadêmica. Juntos, discutiram as diversas possibilidades de promover a inclusão digital no Espírito Santo. A agenda foi realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho (Sectti), Fundação de Amparo a Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e Secretaria de Cultura (Secult).

A primeira mesa de discussão abordou o tema “Iniciativas de Inclusão Digital” e teve como palestrante o presidente do Prodest, Vitor Murad e o Diretor de Ensino do Núcleo de Cidadania Digital da Ufes (NCD), Gil Duarte. Ambos apresentaram iniciativas tomadas por seus respectivos órgãos a fim de promover a inclusão digital. No caso do Prodest, Vitor Murad apresentou o Cartão Cidadão, do Governo do Estado, que funciona como chave e identidade dentro do território do Espírito Santo. Com ele, o cidadão terá, em um só cartão, dados pessoas que o permite facilitar a vivência, como prontuário do SUS, passagem de ônibus e identificação escolar. Já o NCD apresentou os cursos de informática básica ministrados para sociedade carente.

No segundo momento, a Agenda trouxe o Coordenador Geral de Articulação e Gestão institucional do Ministério das Comunicações, Rodne Lima, o diretor Presidente da Fapes, Anilton Salles e a Secretária Executiva da Undime, Elânia Monteiro. Eles debateram com o público a “A importância de uma política de inclusão digital para o desenvolvimento social”. A mesa levantou a questão de que a inclusão digital ser aplicadas numa sociedade que já tenha a inclusão social. “É preciso levar conteúdo de informação para o cidadão capixaba e, o grande desafio, é desenvolver soluções que permitam transformar o conhecimento tácito em explícito”, frisa do Diretor Presidente da Fapes.

De acordo com Rodne Lima, do Ministério das Comunicações, o primeiro passo é ampliar o debate e, nele, incluir indivíduos usuários e as organizações. “Temos que formar uma sociedade sem desigualdade social, implantando tecnologias e construindo politicas de inclusão digital”, comenta.

Os outros debates foram com os temas “Gestão e Sustentabilidade dos Telecentros”, com Hugo Tófoli, da Femicro e Héglio Ráines, do NCD. “Lixo/Resíduo digital” com o coordenador do Projeto comunidade Educadora de Inclusão Digital e Social, Fernando Araújo e o Coordenador do Projeto de Hardware da Escola Municipal Gomes Cardim. Segundo Hugo Tófoli “Telecentros são portas de entrada para políticas públicas e são uma das melhores formais de trabalhar a inclusão digital”. Sobre Lixo e resíduo digital, os dois palestrantes são coordenadores de projetos que reciclam máquinas antigas e as transformam em objetos utilizáveis, como porta trecos, bolsas e lixeira.

Segundo o secretário da Sectti, Alberto Gavini, a Agenda de Inclusão Digital é mais um passo de fomento à ciência e tecnologia e acontece com a intensão de dimensionar a necessidade de fazer inclusão digital no Espírito Santo. “A Sectti vê a necessidade de promover a inclusão digital no Estado e esse evento é um momento para discutirmos com os demais interessados no assunto para podermos trabalhar da melhor forma e alcançar nosso objetivo”, conta.

O professor da Escola Técnica Vasco Coutinho, Jadson Rafalski, levou seus alunos de jogos digitais para participarem do evento. “A escola acha importante que os alunos participem desse tipo de debate para poderem ficar alinhados com as necessidades do Espírito Santo, pois acreditamos que são esses jovens que contribuirão para o desenvolvimento do estado”.

Fonte: SECTTI-ES

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