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Governo do RN apresenta potencial em hidrogênio verde para banco português

O hidrogênio verde associado à geração de energia eólica offshore segue em pauta na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec). O secretário da pasta, Jaime Calado, se reuniu hoje (4) com Joaquim Cavaco, diretor do Banco Comercial Português S.A. e com Maria João Rolim, presidente da Comissão de Energia da OAB São Paulo para tratar do assunto. Na ocasião, foi realizada uma apresentação sobre o Polo de Referência em Energia Limpa e Renovável que o Governo do RN pretende instalar sob a liderança da governadora Fátima Bezerra.

O secretário Jaime Calado enfatizou que “a luta por uma economia descarbonizada é hoje uma luta mundial, e o Brasil tem tudo para se destacar nessa área”. De acordo com secretário, estão sendo realizados todos os esforços no âmbito estadual para o crescimento do setor de renováveis, consonante aos demais países comprometidos com a causa.

“Estamos engajados aqui, a partir da nossa governadora Fátima, e o governo dela tem primado por uma nova política fiscal que faz parte de um conjunto de medidas que temos aqui, com qualificação profissional na área e as licenças ambientais mais rápidas do país do nosso Idema e sua equipe especializada em energias renováveis”, explicou o secretário.

Entre as estratégias do Governo, estão os estudos para a instalação de um porto-indústria na costa potiguar para viabilizar a indústria offshore. O projeto vem sendo desenvolvido por um equipe de pesquisadores liderados pelo especialista Prof. Mario González (UFRN), através de convênio com o Estado. Também estão sendo estabelecidas parcerias de cooperação e busca por investimentos.

Da OAB São Paulo,  Maria João Rolim fez a ponte com Joaquim Cavaco, representante do Banco Comercial Português. Conhecido como Millennium BCP e considerado o maior banco privado português, com ativos superiores a 86 bilhões de euros, a instituição financia energias renováveis desde os anos 1990.

Para Joaquim Cavaco, mesmo considerando todos os projetos previstos na Europa até 2030, que abrangem dezenas de gigawatts em potência instalada em eólicas, o continente continuará dependendo de outros países para a importação de hidrogênio verde. “Na Europa, os maiores parques eólicos têm um fator de capacidade de 34%, no Brasil esse fator é substancialmente superior”, avalia.

O Rio Grande do Norte possui vocação natural para a geração eólica offshore, com fator de capacidade média anual estimado em 61%, segundo o coordenador de desenvolvimento energético Hugo Fonseca. Entre os estados do Brasil, é o que possui melhor localização para o desenvolvimento de projetos no mar e atualmente já lidera em plantas em terra, com mais de 5GW em potência instalada. 

Para Joaquim Cavaco, esta é uma ótima oportunidade de parceria. “Hoje em dia a Alemanha importa hidrogênio verde do Chile. Importar do Brasil faz muito mais sentido: é mais próximo, tem um recurso eólico de fato ímpar e portanto há aqui uma oportunidade muitíssimo interessante de fazer essa conexão Europa-Brasil na vertente do hidrogênio verde, uma energia armazenável, transportável e renovável”.

Além dos citados, a reunião virtual contou com a participação de Larissa Dantas, presidente da Companhia Potiguar de Gás (Potigás), e Olavo Bueno, coordenador de desenvolvimento industrial da Sedec.

Fonte: SEDEC RN em 09/06/2021

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