Giro nos Estados

Governo do MT acelera projeto do 1º Parque Tecnológico

O Governo do Estado de Mato Grosso se prepara para a elaboração do projeto executivo do primeiro Parque Tecnológico de Mato Grosso. Nesta quarta-feira (26), gestores e técnicos das instituições de ensino, pesquisa e tecnologia do estado trocam experiências com pesquisadores e coordenadores de parques tecnológicos que são referência no Brasil. Eles debatem os eixos tecnológicos que serão desenvolvidos no estado, decisões fundamentais para a o próximo passo, que é a consolidação do projeto executivo.

O I Fórum Mato-grossense sobre Parque Tecnológico é um passo importante para o Estado absorver as ideias de sucesso e não repetir erros cometidos por outros centros deste tipo, defende o secretário de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (Secitec), Rafael Bello Bastos. “Tem situações em que não podemos errar na construção do parque, tendo como exemplo os que já estão consolidados. No Brasil temos 60 parques, sendo que 30 estão em funcionamento”, completa Bastos.

O professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Oswaldo Massambani, um dos convidados para o fórum, explica que “os parques tecnológicos são habitats de inovação, dentro deles se convergem oportunidades de desenvolvimento da inovação”. O espaço vai abrigar laboratório de empresas, indústrias e instituições de pesquisa, as quais desenvolverão produtos, processos e serviços para o desenvolvimento do Estado.

Entre os desafios para a implantação do projeto, o secretário destaca a necessidade de perceber o quanto Mato Grosso poderá avançar a partir do desenvolvimento de tecnologia dentro do estado. “Temos uma produção primária enorme e precisamos que agregar valor a isso. O parque vem para desenvolver produtos, processos, tecnologias, novas patentes que serão levadas ao mercado e vão gerar emprego e renda”, ressalta o gestor, lembrando que o primeiro passo, que é a doação da área para a construção do parque, já foi garantido.

Massambani, que também é coordenador a Agência de Inovação Inova Paula Souza, elogiou a iniciativa do Estado e observou a importância de Mato Grosso não só aproveitar as vantagens competitivas do estado, no caso o agronegócio, como também investigar potencialidades futuras. “Investir no desenvolvimento de inovações nos setores competitivos que existem no estado é muito importante, mas também é importante olhar para as tecnologias portadoras de futuro. Para onde queremos ir? Para que tipo de desenvolvimento queremos avançar? É preciso que o estado investigue suas vantagens competitivas, invista no capital humano e estabeleça prioridades de direcionamento do que fazer progredir”, ponderou o pesquisador.

Academia x Indústria – Outra vantagem de um parque tecnológico, segundo o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Flávio Teles, é a aproximação entre o conhecimento produzido nas universidades, nos institutos de pesquisa e nas empresas. “O governo investe muito para formar um doutor, um mestre e a indústria do setor produtivo carece da expertise que está dentro da academia. Então é necessário um processo de aproximação”, defende.

A Fapemat, em parceria com o Governo Federal, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), já financia projetos que, além de desenvolver tecnologias, fortalecem a relação entre academia e empresa e com o parque isso será ampliado. “A ideia da fundação é investir no parque e nos produtos que serão desenvolvidos dentro dele. Hoje temos uma linha de financiamento para micro e pequenas empresas e com o parque poderemos abrir outra linha e financiar empresas que estarão lá”, completou o presidente.

Fonte: SETEC-MT

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