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Governo do Amazonas discute implantação do primeiro parque tecnológico do Estado

Enquanto o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anuncia que o governo federal planeja iniciar ações no sentido de sistematizar uma política pública de incentivo à implantação de parques tecnológicos na Amazônia, o Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-AM) e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeam) já deu os primeiros passos no sentido de viabilizar a implantação do primeiro parque tecnológico do Estado.

O projeto é inédito e está em fase inicial de discussão. O objetivo é criar um parque tecnológico, entendido como sendo a concentração geográfica de empresas e instituições associadas que criam um ambiente favorável à inovação tecnológica,voltado especificamente ao segmento pesqueiro.

De acordo com o titular da pasta de CT&I, Odenildo Sena, ainda há um longo caminho a ser percorrido, a começar pela agregação de novos atores ao projeto, determinação das diretrizes a serem seguidas e passando pelo levantamento de recursos financeiros, contudo, o Governo do Estado mostra-se visionário nesse sentido, antecipando-se a ações que ainda estão começando a ser pensadas no âmbito da esfera federal.

O secretário disse ainda ter ficado animado ao ouvir do ministro de CT&I (Marco Antonio Raupp) que dedicará momentos na sua agenda para visitar o Amazonas no segundo semestre para tratar, entre outros assuntos, sobre o projeto do governo federal de implantação de política pública voltada à viabilização de parques tecnológicos na Amazônia.

O anúncio do ministro acerca desse assunto foi feito após a solenidade de abertura do Fórum conjunto dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), que integra as atividades paralelas da 64 reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até o próximo dia 27, em São Luís, capital do Maranhão.

Na ocasião, Raupp fez questão de frisar que o objetivo do governo federal é adotar alternativas viáveis de parques tecnológicos que possam ser desenvolvidas levando em consideração as potencialidades da região e os saberes tradicionais dos povos amazônidas.“Queremos utilizar os conhecimentos tradicionais que existem nessas regiões sobre os elementos da biodiversidade para desenvolver novos negócios”, afirmou.

O ministro disse ainda que a ideia é oferecer orientação às populações ribeirinhas, seja por meio de engenheiros ou biólogos, por exemplo, de maneira que possam desenvolver novos modos de produção. O paradigma, agora, para o desenvolvimento do país é promover crescimento econômico, gerar produtos, processos, serviços, mas com inclusão social”, disse o ministro, ressaltando que essa política deve se pautar pela lógica da sustentabilidade ambiental.

Fonte: CIÊNCIAemPAUTA/SECTI-AM, por Lisângela Costa

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