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Governo de Minas avança na incorporação de fundações à UEMG

O processo de estadualização de três Fundações mineiras instaladas em Divinópolis, Passos e Ituiutaba, teve na quinta-feira (20) mais uma rodada de discussões para a incorporação definitiva destas fundações à estrutura da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Durante a reunião ocorrida na Cidade Administrativa, a subsecretária de Ensino Superior, Liana Portilho, o reitor da Uemg, professor Dijon Moraes Júnior, e membros da Secretaria de Estado e Planejamento de Minas (Seplag), solicitaram em caráter de urgência, que as Fundações entreguem os respectivos dados técnicos financeiros e acadêmicos, para que o Governo de Minas possa conhecer a realidade de cada e planejar os investimentos em ambas as áreas. Esta é uma condição fundamental para que o processo se materialize.

Na ocasião, representantes da Fundação Educacional de Divinópolis (Funedi), Fundação Educacional de Ituiutaba (Feit), e Fundação de Ensino Superior de Passos (Fesp), prometeram entregar as suas informações, para que enfim, o cronograma de implantação seja finalizado, e posteriormente concluído.

 A subsecretária de Ensino Superior, Liana Portilho, revelou, entretanto, que a reunião foi importante para a interlocução das Fundações. “O intuito é que se possa avançar no planejamento da estadualização, consolidando os valores orçamentários de custeio, para que o Governo possa planejar a melhor forma de implantar sua política pública e beneficiar todos que são atendidos pelas Fundações”.

O reitor Dijon Moraes Júnior falou que a reunião serviu para tentar fechar os dados do quadro da realidade financeira das Fundações, mas também contribuiu para alinhar as metas acadêmicas que a Universidade irá enfrentar a partir da estadualização. “São desafios que encontramos ao transferir um regime privado para o público. Mas que fique bem claro que o objetivo principal da Uemg é sempre o aluno”, concluiu.

Para que os técnicos das Fundações fiquem por dentro da estrutura acadêmica da Uemg, a pró-reitora de Graduação, professora Renata Vasconcelos, apresentou dados sobre o corpo docente e os cursos ministrados, o que pode dar a dimensão de linha de trabalho seguida pela Universidade, que de acordo com a mesma, se orgulha de contar com maioria de alunos oriundos de escolas públicas. “Pouco mais de 56% dos alunos vieram de escolas públicas. De onde também vieram 63% dos inscritos nos vestibulares”.

Estadualização

A implantação do projeto começou em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte, através da Fundação Helena Antipoff. Em seguida foi formalizada o processo junto a Fundação Cultural Campanha de Princesa, em Campanha, no Sul de Minas; a Fundação Fafile em Carangola, na Zona da Mata; e a Fundação Universitária do Vale do Jequitinhonha (Fevale), em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.

A ampliação total da Uemg se dará em um prazo de 18 meses a partir da assinatura da Lei 20.807, que autoriza o processo de absorção pela Uemg. Após a conclusão da estadualização de todas as fundações, a universidade vai se transformar na terceira maior pública do Estado.

Fonte: SECTES-MG

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