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Governo de Alagoas, através da Secti, apoia exposição sobre a vida de Marie Curie

Com o apoio do Governo de Alagoas, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação, a exposição Marie Curie, na UFAL, de 08 a 31 de julho de 2013, vai mostrar a importância das contribuições da cientista Marie Curie para a Ciência e a Tecnologia, com o objetivo de estimular a juventude, principalmente as mulheres a se engajarem em estudos relacionados à ciência, tecnologia e suas aplicações e implicações sociais e ambientais.

O evento é uma realização do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aliança Francesa, Embaixada Francesa, com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) e do Núcleo de Divulgação e Popularização da Ciência de Alagoas – ComuniCT.

Marie Curie foi uma cientista polonesa, nascida em 1867, que exerceu sua atividade profissional na França. Destacou-se pela dedicação aos estudos. Em 1893 e 1894, concluiu a graduação em física e em matemática. Foi a primeira mulher a lecionar na Universidade de Sorbone, Paris, França, bem como a primeira a receber um prêmio Nobel de Física. Também foi a primeira a receber o título de Doutora em Ciências pela Universidade de Sorbone.

Estudou as radiações emitidas pelos sais de urânio e neste mesmo ano, em reconhecimento aos extraordinários resultados obtidos por suas investigações sobre o fenômeno da radiação, recebeu o Prêmio Nobel de Física, juntamente com seu marido Pierre Curie e Henri Becquerel. Inovou ao receber também um Prêmio Nobel, sendo a primeira mulher com esse reconhecimento. Em seus estudos, Marie e seu marido Pierre Curie defendiam a hipótese de que deveria existir em determinados minérios materiais que produziam radiação, após vários anos de trabalho, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu país de origem e o outro rádio, devido à intensa radiação emitida. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por esse novo elemento químico.

Em 1911, recebeu o Prêmio Nobel de Química em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos desse elemento. Foi a primeira pessoa a receber o Prêmio Nobel duas vezes em áreas distintas. Marie continuou os estudos sobre as aplicações terapêuticas da radiação e durante a Primeira Guerra Mundial propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento e soldados feridos. Visitou o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Águas de Lindóia. Sua primeira filha Irene também recebeu o Prêmio Nobel de Química, em 1935. Marie Curie faleceu em 1934 devido a uma leucemia causada pela longa exposição aos elementos radioativos.

A exposição sobre a vida de Marie Curie estará aberta ao público na Biblioteca Central da UFAL, no período de 08 a 31 de julho de 2013, das 8:00 às 20:00 horas, de segunda a sexta- feira.

Fonte: Secti-AL

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