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Giro nos Estados

Governador de Goiás diz em formatura do Pronatec que crescimento só com qualificação profissional e inovação tecnológica.

O ministro da Educação, José Henrique Paim Fernandes, o governador Marconi Perillo e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Goiás (Sectec), Mauro Faiad, participaram, nesta terça-feira (1º de abril), de cerimônia de formatura do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que ocorreu no Teatro Rio Vermelho do Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. “Com nossa economia crescendo acima da média nacional, nosso desafio, mais do que nunca, é aumentar a produtividade dos nossos trabalhadores. Para isso, é necessário que façamos investimentos cada vez maiores na qualificação profissional e na inovação tecnológica”, disse o governador.

Marconi destacou a importância de ações e programas como o Pronatec e, no caso de Goiás, do Bolsa Futuro, a maior iniciativa de qualificação profissional do país que já conta com 340 mil beneficiados e que responderá pela formação de meio milhão de trabalhadores até o final desse ano.

Lembrou que, das 500 mil vagas da Bolsa Futuro, 200 mil são destinadas a estudantes de baixa renda, que até então estavam completamente à margem dos programas de capacitação profissional. “Já alcançamos 110 mil goianos de baixa renda capacitados. Na parcela do programa sem o incentivo financeiro, destinada aos goianos de qualquer renda, já alcançamos 230 mil certificações”, disse.

O governador destacou que, com a criação do Bolsa Futuro, em 2011, a Rede de Capacitação Profissional do Estado passou por um enorme salto qualitativo e quantitativo. Até 2010, os cursos de qualificação eram ministrados em 18 municípios. “A partir de 2011, quando teve início a nossa administração, nós traçamos e implantamos uma agressiva política de expansão da qualificação profissional. Atualmente, são 15 Institutos Tecnológicos – Itegos – e 110 Colégios Tecnológicos (Cotecs) em funcionamento em 83 municípios. Além disso, em parceria com o Ministério da Educação, senhor ministro, estamos, neste momento, construindo outras 5 unidades de qualificação profissional, as chamadas Escolas Técnicas Padrão 1.200, em outros cinco municípios”, concluiu.

É exatamente essa força-tarefa que o governador fez questão de destacar. “Não há nada mais importante para democratizar oportunidades do que o ensino público gratuito de qualidade. E é por isso que estamos aqui para celebrar a união entre o governo federal, o governo estadual, as prefeituras, os ofertantes do sistema S. e todos que proporcionam este resultado final”, levantou.

No evento, 1.500 alunos de todo o Estado, oriundos de 25 municípios onde estão sendo ministrados cursos de qualificação profissional, foram certificados, incluindo representantes de cada um dos ofertantes: Governo de Goiás (Sectec), Rede Federal de Educação Profissional (Institutos Federais – IFs) e Sistema S (Senai, Senac, Senar, Sest Senat).

Goiás é o terceiro melhor desempenho no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e projeta alcançar, até o final de 2014, a marca de 40 mil alunos matriculados nos 184 cursos disponibilizados em 153 municípios. De acordo com o secretário Mauro Faiad, Goiás é referência nacional como Estado focado na qualificação profissional já que, além do Pronatec, o Bolsa Futuro responderá pela formação de meio milhão de trabalhadores até o final desse ano.

Durante a certificação, o ministro José Paim pontuou o tardio despertar brasileiro para a educação e como os programas de qualificação profissional vieram para reparar esta questão. “Este movimento é um compromisso geracional. Só seremos um país desenvolvido a partir da educação. Neste sentido, é muito importante ter esta preparação para formar profissionais de qualidade. O Pronatec representa futuro”, ressaltou.

Oradora da turma, a formanda Cárita Cristiane Nepomuceno, que recebia o diploma de Técnica em Edificações, lembrou sua infância difícil na cidade de Amarante, no Piauí, o esforço da mãe para mantê-la na escola, já em Goiânia, onde estão há dez anos, e como o curso profissionalizante já havia aberto portas para um futuro melhor, vez que ela já sai empregada do curso, depois de realizar estágio em uma grande empresa do ramo. “Para mim, é uma oportunidade de mudança de vida”, frisou.

Parceria

Goiás foi um dos seis primeiros estados do Brasil a ofertar os cursos do Pronatec, ao lado de Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais. De acordo com o secretário Mauro Faiad, o governador Marconi Perillo abraçou com entusiasmo a parceria com o governo federal e por isso o programa é sucesso no Estado.

Mauro Faiad explica que a escolha dos cursos a serem ministrados leva principalmente em conta as peculiaridades regionais e as demandas do mercado local. “Temos uma grande capilaridade em Goiás”, diz, ao informar que o Governo do Estado, por meio da Sectec, atualmente se dedica à qualificação profissional de integrantes da comunidade Kalunga e de assentamentos em diversos municípios. Outro exemplo que cita é o recente curso de Inglês destinado a 500 policiais das quatro corporações tendo em vista facilitar a comunicação em eventos de turismo.

João Batista Peres Júnior, gerente de Educação e Trabalho da Sectec e coordenador-geral do Pronatec na Rede Estadual de Educação Profissional, diz que “o Governo de Goiás colabora de maneira decisiva para a recolocação do trabalhador no mercado com muito mais dignidade e melhoria da produtividade”. Ele cita que o Estado situa-se na linha de frente do país no processo de geração de emprego e renda por que “aqui se fez uma aposta decisiva na qualificação profissional”.
Pronatec

Em nível nacional, o Pronatec oferece 600 cursos em 12 eixos: ambiente e saúde, controle e processos industriais, desenvolvimento educacional e social, gestão e negócios, informação e comunicação, infraestrutura, produção alimentícia, produção cultural e design, produção industrial, recursos naturais, segurança, turismo, hospitalidade e lazer.

O programa foi criado pelo Governo Federal no ano de 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. O aluno recebe de assistência estudantil o valor de R$ 4 por hora/aula para fazer frente a pequenas despesas. Ainda recebe material didático (apostila), kit aluno (caderno, lápis, borracha, caneta e apontador) e agora terá também o uniforme.

Os cursos do Pronatec duram, em média, três meses, 180 horas (cursos FIC) e 1 ano, 800 horas (cursos técnicos do Sisutec).

Com o incentivo de R$ 4 por hora/aula, ao final de um período de três meses de aprendizado o aluno terá contabilizado cerca de R$ 720 para fazer face a pequenas despesas. “A assistência estudantil é um importante estímulo, mas o que conta mesmo é a formação profissional”, diz Faiad. “O mercado atual é muito exigente, colocando um fim no generalista e requerendo recursos humanos com formação profissional específica”, afirma.

Fonte: SECTEC-GO

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