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Fundação Amazônia Paraense faz visitas técnicas de projetos com a Vale

A Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa (Fapespa) realizou na semana passada, entre os dias 20 e 22, uma série de visitas técnicas aos laboratórios de instituições que tem projetos apoiados no âmbito do Edital 001/2010, em parceria com a Vale S.A.

Os técnicos da Diretoria de Operações Técnicas (Ditec) da Fapespa visitaram dois projetos. A primeira das visitas realizadas foi na Universidade Federal do Pará (UFPA), para acompanhar a pesquisa sobre a fauna de abelhas indígenas “sem-ferrão” na região do Carajás, principalmente, nas áreas de floresta primária e de canga. O projeto fomentado pela Fundação com parceria da Vale, trabalha com o resgate de ninhos dessas espécies, em áreas conservadas sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Companhia Mineradora Vale.

O ponto crucial desse estudo deve-se ao fato da Amazônia ser a detentora da maior diversidade de meliponíneos, espécie de abelhas “sem-ferrão”, dentro dos diversos sistemas que compõem a Amazônia Oriental, e também, ser a maior produtora de mel. “Portanto, ao transferi-los dos campos de extração de minérios para a caixa de criação e levá-los para o viveiro de mudas da área da Vale, para estudos e conservação, há uma significativa contribuição da preservação dessas espécies”, disse o professor pesquisador Felipe Andrés León Contrera, coordenador do projeto.

León Contrera ressaltou que o financiamento da Fapespa e a parceria da Vale são muito importantes para o projeto, pois, seria impossível a realização das viagens de campo e a entrada nas áreas restritas da mineradora. “Além disso, o fomento vem contribuindo com a ampliação da estrutura física de pesquisa aqui dentro UFPA, especificamente, na unidade do laboratório de biologia e ecologia de abelhas, e ainda, com bolsas de apoio técnico para os estudantes”, completou o coordenador.

Outra proposta visitada pela equipe técnica da Fapespa, de grande destaque, foi a que pretende desenvolver um modelo logístico estratégico para subsidiar o direcionamento de investimentos públicos na questão da otimização de infraestrutura da rede de transporte no estado do Pará, que apoie a base produtiva regional, resulte em investimentos na economia e, consequentemente, promova o desenvolvimento sustentável; recomendações indicadas pela pesquisadora Maísa Sales Gama Tobias, sobre o projeto que tem como objeto principal desse estudo, as áreas de influência do setor mineral.

“O produto desse fomento é um modelo logístico que estimule acordos entre o setor público e privado instalado na região, com investimentos direcionados na melhoria da mobilidade territorial para ambas as partes, mas, que seja socialmente, economicamente, ecologicamente e ambientalmente compatível com a região, que possam beneficiar a comunidade”, destacou Maísa Tobias, coordenadora da proposta.

O projeto seguirá duas fases, a de prognóstico que vai decorrer da base de informações socioeconômicas diagnosticadas e a fase da aplicação dos modelos, para fins de projeção de cenários evolutivos da produção econômica e dos fluxos de transporte na rede, consequentemente, a obtenção do modelo logístico estratégico. Para dar suporte aos dois períodos estão ligados ao projeto dois subprojetos que envolvem os pesquisadores, Pablo Queiroz Bahia, da Faculdade Ideal (Faci) e o professor Sérgio Castro Gomes, da Universidade da Amazônia.

Fonte: Fapespa

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