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Giro nos Estados

Fibra óptica subaquática no Amazonas chega a Tefé

O projeto de cruzar a Amazônia com fibras ópticas valendo-se do leito dos rios conclui na semana passada seu primeiro marco significativo, com o lançamento de 242 km de fibras ópticas sob o leito do Rio Solimões, entre as cidades de Coari e Tefé, no Amazonas.

Segundo o Exército o primeiro passo é garantir a conexão de seis unidades militares som o comando da 16º Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé, bem como o Instituto Chico Mendes (ICMBio), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Prodam, e Centro de Educação Tecnológica e o Instituto Federal do Amazonas. As fibras também devem atender o Ministério Público e o TJAM.

Este é, na prática, o primeiro grande trecho do projeto Amazônia Conectada. Em julho de 2015, um primeiro pedacinho de 7 km ligou uma ponta a outra de Manaus sob o rio, unindo também duas unidades militares, numa espécie de ‘piloto’ da epopeia. A meta é conectar 52 municípios e um universo estimado entre 4 milhões e 13 milhões de pessoas.

O projeto, inicialmente do Exército e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, mas que também inclui a empresa de processamento de dados do Amazonas, a Prodam, e a Telebras, busca usar os rios para lançar os cabos pela água ou enterrá-los na estação seca em áreas que estarão inundadas na cheia. De um orçamento inicial de R$ 1 bilhão, a expectativa do Centro Integrado de Telemática (CitEx) é fechar com R$ 500 milhões.

O próximo passo é continuar a partir de Tefé com o lançamento de fibras pelo Solimões até Tabatinga, na fronteira com a Colômbia. Mas essa é uma apenas das cinco rotas: outro tronco sobe o rio Negro até São Gabriel da Cachoeira. Um terceiro segue a rota do rio Madeira, até Humaitá. Os outros dois são entroncamentos do Solimões pelos rios Juruá e Purus.

Fonte: Convergência Digital

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