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Feira em Toledo (PR) mostra inovações tecnológicas

Discutir a integração da universidade com as empresas foi a proposta da Feira de Inovação e Tecnologia (Fitec) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), realizada entre os dias 19 e 21 de setembro, no Centro de Eventos Ismael Sperafico, em Toledo. A Fitec-2013 contou com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Fundação Araucária, da Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) e da Associação Comercial e Industrial de Toledo (Acit).

Segundo o coordenador local da Fitec, professor Camilo Freddy Mendoza Morejon, do Núcleo de Inovações Tecnológicas da Unioeste (NIT), a realização da Fitec em parceria com a Feira de Máquinas, Automação e Indústria (Femai), foi importante para favorecer a aproximação do setor industrial com as universidades e centros de pesquisa do Paraná, objetivando viabilizar a inserção das patentes desenvolvidas nos setores institucionais, na linha de produção e no mercado. “Ficou evidente o potencial do setor industrial brasileiro, em particular do município de Toledo, bem como o potencial das universidades e centros de pesquisa para auxiliar no processo de inovação que é sinônimo de transformação do conhecimento em riqueza”.

Cezar Antônio Cesaro, coordenador da Femai, destaca que essa parceria é o “embrião” de algo muito promissor que está por vir. “A Fitec é um polo agregador de convergência de ideias e de inovação. Precisamos juntar o conhecimento teórico acadêmico com o que é produzido no meio industrial, para produção de riquezas, de tecnologia e conhecimento”, afirma Cezar.

A palestra de abertura da Fitec foi ministrada pelo professor Waldemiro Grenski, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), que apresentou, por meio da temática “Oportunidades da Lei de Inovação Estadual em projetos que envolvam a participação de universidades e empresas”, as oportunidades no relacionamento universidade-empresa, decorrentes da evolução da ciência, tecnologia e inovação brasileira. “Por meio da comparação dos indicadores de inovação do Brasil em relação aos países desenvolvidos o professor Waldemiro apontou a necessidade da intensificação da cultura da inovação nas universidades e nos centros de pesquisa brasileiros. Nesse processo, a parceria entre as universidades, empresa, poder público e sociedade é fundamental”, explica o professor Camilo Morejon.

Universidade-Empresa

Em função de resultados tecnológicos com características inovadoras, desenvolvidas na Unioeste, a Inomaq (fábrica de equipamentos alimentícios) e a Copisces (Cooperativa Agroindustrial de Piscicultura Pisces) formalizaram uma parceria Universidade-Empresa, nos moldes da Lei de Inovação para viabilizar o scale-up e inserção no mercado da tecnologia denominada “Estação Modular Compacta para Tratamento e Aproveitamento de Efluentes Provenientes de Diversas Fontes”.

A tecnologia em questão, foi resultado de um estudo de caso do Projeto Pró-Natureza Limpa, do curso de Engenharia Química da Unioeste, Campus de Toledo, coordenado pelo professor Camilo Morejon. Nessa tecnologia, prevalece o caráter modular, nas etapas de alimentação, separação e depuração dos efluentes, bem como nas etapas de acondicionamento tanto do efluente tratado quanto dos componentes separados.

De acordo com o professor Camilo, os atributos da tecnologia patenteada pela Unioeste são: a flexibilidade na capacidade de tratamento (sem comprometer a sua eficiência); o baixo custo de instalação/operação e, principalmente, a versatilidade de sua aplicação, pois além do tratamento de efluentes industriais, a tecnologia apresentou ótimos resultados no tratamento de efluentes de postos de lavagem de veículos, de oficinas mecânicas, de currais de gado leiteiro, das atividades domésticas, bem como na recuperação do petróleo derramado em alto mar. “A tecnologia, além do tratamento, permite o reuso da água tratada e também dos componentes sólidos separados”, explica Morejon.

Meta da Inovação

O professor Camilo Morejon, comenta ainda, que a meta da inovação não é apenas a proteção dos resultados por meio de patente, mas que vai muito além. “Ela se concretiza quando a patente ganha o mercado/sociedade, gera benefícios sociais e contribui para o desenvolvimento regional sustentável. Nesse quesito, a Unioeste, por meio do projeto Pró-Natureza Limpa não se limitou apenas aos pedidos de patente, pelo contrário, priorizou e concretizou as transferências de tecnologia.” Até a presente data, o NIT (Núcleo de Inovação Tecnológico) da Unioeste já concretizou a transferência de tecnologia, nos moldes da lei de Inovação de 12 produtos tecnológicos desenvolvidos na Instituição. “Os papers não geram riqueza, as patentes inseridas no mercado sim”, finaliza o professor Camilo.

Segundo o proprietário da Inomaq, a parceria entre as universidades e as empresas é extremamente importante, na qual os interesses se completam. “A empresa trabalha com resultados imediatos. A necessidade econômica exige que nós tenhamos esta visão, porém não temos o tempo que a universidade tem, e esta é a grande vantagem que eles nos oferecem. A Universidade tem a parte teórica e o tempo para a pesquisa. Então é uma parceria que se completa, nós entramos com a mão de obra e eles com a tecnologia”, afirma Alceo Almeida.

Fonte: SETI-PR

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