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FAPERJ financia exposição de meteorito para museu da UFRJ

O terceiro maior meteorito do Brasil chegou ao Museu de Geodiversidade da UFRJ, na Cidade Universitária, Zona Norte da capital fluminense. A rocha tem por volta de 4,5 bilhões de anos e caiu no planeta há supostamente mais de mil anos, tendo sido descoberta onde hoje existe uma fazenda na cidade de Campinorte, em Goiás. O custo total para aquisição, logística de transporte e preparação do espaço no museu ficou próximo de R$ 365 mil, e a maior contribuição foi realizada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) que doou R$ 350 mil.


A Faperj é uma agência de fomento à ciência, à tecnologia e à inovação do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O secretário da pasta, Dr. Serginho, ressaltou a importância da Fundação que visa estimular atividades nas áreas científica e tecnológica.  “As unidades vinculadas à Secti estão sempre empenhadas em apoiar de maneira ampla projetos e programas de instituições acadêmicas e de pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro que promovam estudos e novos conhecimentos na nossa área. Este meteorito irá possibilitar estudos e a compreensão de informações úteis sobre corpos celestes que passaram e passam perto da Terra”, afirmou Dr. Serginho.


Adquirida por meio de um movimento colaborativo para arrecadar doações, a rocha ficará em exposição ao público, principalmente pesquisadores e estudantes. A descoberta foi reconhecida pelo Meteoritical Bulletin (n° 99), em 2011, não havendo outro semelhante em todo o mundo. Composto basicamente por metais (ferro-níquel), como os já conhecidos Bendegó e Santa Luzia, o meteorito foi submetido a análises parciais – 20 gramas depositadas na UFRJ e 80 gramas cedidas à Universidade de Alberta, no Canadá.

De acordo com Maria Elizabeth Zucolotto, astrônoma do Museu Nacional/UFRJ, a universidade terá os três maiores meteoritos encontrados no Brasil. “Eles são fragmentos de corpos extraterrestres; no caso, asteroides. Milhões de dólares são gastos para enviar sondas ao espaço e coletar amostras desse material, a exemplo da sonda Hayabusa, que recolheu poucas gramas do asteroide Itokawa. Sem quase custos em comparação, podemos estudar os corpos asteroidais e entender a formação e a evolução do sistema solar”, disse a professora.

O meteorito é diferente de todos os outros existentes no mundo, sendo classificado como “não grupado” (ungrouped). E, segundo a astrônoma, de grande relevância científica. Nunca um meteorito com essa classificação foi devidamente estudado, e é uma peça de atração para museu devido ao tamanho. 

Para o diretor do Instituto de Geociências da UFRJ, Edson Farias Mello, uma amostra dessa espécie é de grande importância. “Os meteoritos guardam a memória dos instantes iniciais da formação da Terra. Isso porque são materiais originados no mesmo instante em que o planeta surgiu, conforme aceito pela Teoria do Big Bang. Ao contrário dos materiais terrestres, que sofreram muitas transformações desde sua formação, eles se mantêm inalterados. Por isso, fornecem com exatidão a idade da Terra.


Participaram do movimento colaborativo a Fundação Coppetec, o Museu de Geodiversidade, a Casa da Ciência da UFRJ, pesquisadores do Museu Nacional e diversas pessoas físicas que adotaram a ideia de ter o meteorito na UFRJ.

Fonte: SECTI RJ em 17/08/2021

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