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Giro nos Estados

Fapeal e Secti participam da reunião da Renorbio em Brasília

A presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Janesmar Cavalcanti, esteve em Brasília nesta quarta-feira (4), representando também a Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), para participar da reunião do Conselho Administrativo da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Na oportunidade, o professor Mitermayer Galvão dos Reis, médico e diretor da Fiocruz Bahia, foi reconduzido ao cargo de coordenador executivo da rede para os próximos três anos.

A Renorbio é um programa concebido para atender às demandas do Fórum da Competitividade em Biotecnologia, estabelecido em 2004 pelo Governo Federal, contemplando a região Nordeste e promovendo sua integração com as demais instâncias da iniciativa pelo país.

Entres seus objetivos estão aumentar a contribuição científica brasileira no contexto internacional, estimular a participação de jovens cientistas no sistema de pós-graduação nacional e inserir o país na utilização dos avanços da biociência para reduzir a fome e minimizar graves problemas de saúde pública, em particular os relacionados com a mortalidade infantil. Outro propósito da rede é formar recursos humanos com sólida base científica para suprir as demandas tanto do setor acadêmico como do setor empresarial, com vistas ao desenvolvimento tecnológico.

De acordo com seu atual diretor, o meteorologista Carlos Nobre, também secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (SEPED/MCTI), a Renorbio conquistou avanços significativos no âmbito acadêmico, mas enfatiza a necessidade de promover avanços no setor privado, propondo uma reflexão a respeito das dificuldades em transformar esse setor no principal agente de desenvolvimento tecnológico do Brasil, o que incrementaria a geração de patentes e de outros produtos para o mercado, com garantia de acesso à comunidade.

Quanto às ações em curso, foi delineada uma política de fundos setoriais, com aprovação de projetos que vão até 2014, com a ressalva de que os recursos garantidos desta forma ainda não serão suficientes para suprir a real demanda já estabelecida. De acordo com Luiz Henrique Pereira, também da SEPED/MCTI, a Renorbio está entrando numa nova e necessária fase de fortalecimento.

Representação local

Para a presidente da Fapeal, Janesmar Cavalcanti, as fundações de amparo à pesquisa têm papel estratégico nesse processo. “Alagoas vivencia os extremos, pois ao mesmo tempo em que somos recordistas em patentes de variedades de cana-de-açúcar, em função de uma interação entre setor privado, governo e academia, somos iniciantes no Pappe Integração, programa de subvenção econômica voltado para inovação nas empresas”, ponderou, citando duas iniciativas que contam com participação ativa da Fapeal.

“Algumas das empresas contempladas nessa edição do Pappe no Estado são na área de biotecnologia, como a Interacta. Quanto à Renorbio, Ufal e Uncisal já participam do programa de doutorado, mas precisamos impulsionar o setor privado no sentido de também investir e colher frutos”, disse.

Na mesma ocasião, foi apresentado o resultado da eleição do comitê científico da Renorbio, ocorrida em Fortaleza, na última segunda-feira (2). Representando Alagoas, o candidato eleito foi o professor Antonio Euzébio, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB/Ufal), responsável por projetos de núcleos de excelência em pesquisa e iniciativas de inovação, como uma incubadora de empresas na universidade.

Estiveram também presentes à reunião da Renorbio Paula Lens Lima, da Universidade Federal do Ceará (UFCE) e secretária executiva do Programa de Pós-graduação da Renorbio, Antonio Carlile, responsável pela implantação da FioCruz na Bahia, Paulo Sérgio Beirão, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), Mariana de Fátima Grossi, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), e Roberto Paulo Lopes, representando a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Fonte: Secti-AL

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