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Giro nos Estados

Evaldo Vilela fala sobre o Inova Minas FAPEMIG

Nos dias 23 e 24 de novembro, o público mineiro terá a oportunidade de conhecer algumas das pesquisas produzidas no Estado. Serão apresentados no Palácio das Artes, por meio de pequenos vídeos, 70 projetos de, no máximo, três minutos – os chamados pitchs, durante o Inova Minas FAPEMIG. O presidente da Fundação, Evaldo Vilela, fala mais sobre o evento.

Como surgiu a ideia de fazer o Inova Minas FAPEMIG?
Surgiu da necessidade de responder, diante do quadro atual de escassez de recursos financeiros, a pergunta: em que projetos a FAPEMIG está aplicando o orçamento recebido pelo Estado para o financiamento das pesquisas ? Que benefícios e avanços estes projetos têm proporcionado, ou podem proporcionar aos mineiros, aos brasileiros, às suas empresas e à economia? O Inova Minas FAPEMIG visa sistematizar e dar visibilidade à informação científica decodificada. É preciso motivar os pesquisadores para o trabalho de levar a informação científica, o conhecimento novo, para o quadro de percepção da sociedade. E, a partir daí, propiciar as condições políticas para priorizar C & T no debate do desenvolvimento social e econômico do Brasil.

Quais são os principais objetivos do evento?
Dialogar com a sociedade, mostrando os resultados científicos e tecnológicos frutos do trabalho dos pesquisadores de nossas universidades e institutos de pesquisa, bem como das empresas de base tecnológica. Com isto, almejamos obter a compreensão e o apoio das pessoas para a missão de ampliar a inovação em Minas, com base nos resultados dos projetos e no talento dos cientistas e de seus estudantes de graduação e pós-graduação, bolsistas da FAPEMIG. Precisamos, urgentemente, para o bem de Minas e do Brasil, colocar os cientistas na pauta da sociedade.

Por que os pitchs foram usados como forma de selecionar os 70 projetos que serão vistos no evento?
Os vídeos de curta duração, chamados pitches, são hoje uma forma rápida, efetiva e agradável de contar para as pessoas o que conseguimos fazer de diferente; comunicar nossa motivação, nossas ideias e os resultados do trabalho de investigação em Ciência.

O que o público leigo pode esperar desse evento?
O público leigo vai se surpreender com o que cada projeto irá apresentar. Resultados que podem ajudar na cura de doenças, na economia da água, na produção de alimentos e em tantas outras necessidades da população. Isto porque a ciência estuda as coisas da vida: da pressão arterial das pessoas, a adubação das plantas, a velocidade dos veículos, à gestão dos recursos naturais, como petróleo e gás. Podem esperar uma interação inédita e altamente positiva com os cientistas e seus discípulos.

E os pesquisadores, por que esse contato entre cientistas e população é tão importante e deve ser estimulado?
É uma oportunidade para os pesquisadores prestarem conta à sociedade dos projetos financiados pela FAPEMIG, o que é muito importante neste momento de dificuldades, em que a economia, para se revitalizar, precisa de novos produtos e serviços inovadores, que possam ser exportados e dispensar gastos com as importações. Os pesquisadores irão, ainda, apontar caminhos para a geração de novas indústrias e, consequentemente, novos e bons empregos vindos da geração de tecnologias, como as digitais, cada vez mais importantes no mundo.

Que barreiras ainda precisamos transpor quando o assunto é a comunicação pública da ciência, da tecnologia e da inovação?
A linguagem, pois são mundos diferentes, que podem e devem se entender. Para facilitar esta necessária interação, a FAPEMIG está investindo em uma mostra que impulsiona um ambiente público de diálogo entre quem tem curiosidade, quer saber mais, com quem tem o que explicar, que são os pesquisadores, os cientistas. A FAPEMIG investe ainda na ajuda de especialistas em divulgação científica, bem como em suas estruturas de trabalho, para criar facilidades permanentes que possibilitem a transcrição do texto científico em comentários acessíveis às pessoas comuns.

Sabemos que a ciência está presente na vida das pessoas o tempo todo. Esse evento é uma das ações da FAPEMIG para fazer com que essa presença seja percebida. Que outras iniciativas são importantes nesse processo?
Importante também evidenciar a presença política do Governador do Estado, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SECTES, com o Secretário Miguel Correa e sua equipe, que está por trás desta inciativa, apoiando com ideias, respaldo e acima de tudo, confiança na FAPEMIG e em seu papel de impulsionar a ciência, tecnologia e a inovação em nosso Estado, em uma verdadeira parceria. Na Mostra, teremos ainda a entrega do Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia, um prêmio que cada dia mais se torna o Nobel de Minas Gerais! Será também apresentado o Projeto Minas Digital, dentro do Fórum de Inovação, em uma oportunidade para todos conhecerem o esforço de capacitação em tecnologias digitais e seu uso na produção mineira e brasileira.

Como os pesquisadores têm percebido essa necessidade de falar para o público não especializado sobre o que eles fazem?
Democracia é o bom emprego do dinheiro público, em todas as áreas, o que pede, cada vez mais, transparência! O que é fácil para os pesquisadores cumprirem, porque a Ciência busca a verdade sobre os fenômenos da natureza. E esta busca é feita com muita dignidade e honestidade, o que combina muito bem com as expectativas das pessoas, que respeitam a Ciência acima de tudo mais. Os cientistas se sentem bem na conversa com os leigos, é só uma questão de acostumar aos novos tempos, o que está acontecendo.

Sentimos que a figura do cientista ainda está submersa em um universo repleto de simbologia, que o liga à figura exótica e com inteligência excepcional. Como trazer o cientista para mais perto do público, como uma pessoa comum e capaz de despertar nas futuras gerações o interesse pela ciência?
A Ciência, cada vez mais, se torna presente na vida global, com número crescente de projetos de altíssima qualidade e importância. Com isto, cresceu o número de doutores formados na pós-graduação e, consequentemente, o número de cientistas, o que vem contribuindo para desmistificar a imagem do que é um cientista, que, no fundo, é um cidadão comum, dedicado e comprometido com a prática da Ciência.

Fonte: FAPEMIG

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