+55 (61) 9 7400-2446

Giro nos Estados

Estudo inédito vai medir impacto do Entorno sobre o DF

Uma equipe formada por 317 pesquisadores e 25 supervisores já está em campo. Os dados coletados vão fazer parte da primeira pesquisa da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF), que abordará temas como características socioeconômicas e vocacionais, origem regional dos moradores, acesso aos serviços de saneamento básico, programas de saúde, educação, trabalho e renda e assistência social. O estudo quer saber ainda a idade, a raça e o sexo desses habitantes, para definir quem é a população do Entorno e que impacto ela tem sobre o DF.

Para assegurar a precisão dos resultados, todas as ruas, de todas as cidades terão questionários aplicados. Serão ouvidos pelo menos duzentos mil habitantes em quase sessenta mil domicílios em zona urbanas e rurais. O pesquisador trabalha identificado por crachá, uniforme, boné e pasta. Nesta quarta-feira, o governador Agnelo Queiroz conheceu o kit do pesquisador. Durante o encontro, Agnelo ressaltou o compromisso do governo do Distrito Federal com a região do Entorno. “Temos objetivos estratégicos para contribuir com políticas públicas voltadas para essa população, e a melhor forma de fazer uma atuação consciente e duradoura é nos apoiarmos em uma base científica”.

O estudo é uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a Universidade de Brasília (UNB) e conta com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF. Para o secretário da pasta Glauco Rojas, o estudo rompe com uma tradição histórica de intuição. “Esse estudo dá ao gestor público a capacidade de entender, efetivamente, as áreas, o tamanho e a dimensão da pressão que o Entorno exerce sobre o Distrito Federal. Isso possibilita que o DF e os Estados de Minas Gerais e Goiás tomem providências efetivas para superar suas deficiências”, declara.

O presidente da FAP, Alexandre Gouveia, lembra que nenhuma das duas RIDE’s existentes no país são conhecidas a fundo de uma forma sistematizada e científica. “É o alinhamento adequado de uma pesquisa inédita no Brasil sobre a RIDE, que vai subsidiar, de forma científica, informações para o planejamento de políticas públicas para esta região. Isso é algo inédito para o próprio governo”, conclui.

A pesquisa deve ser finalizada até o início de agosto deste ano. Os dados serão analisados por mestres e doutores da UnB. Para Sônia Nair Paulo, vice-reitora da instituição, todos saem ganhando. “Com esse material, o governo do Distrito Federal tem condições de propor políticas públicas que melhorem as condições da educação, saúde, transporte, questões econômicas da região. Eu acho isso fundamental”, opina.

Metodologia

A pesquisa é do tipo amostral, em que cada cidade está dividida em partes, denominadas setores censitários. Ao todo, são 1.707 setores censitários. Cada um deles pode contar com a composição máxima de 300 domicílios. O objetivo é alcançar o maior número de dados, resultando em uma descrição exata da realidade local. A coleta de informações ocorre por meio de “visita in loco”, aplicando-se em cada residência um questionário quantitativo que capta dados de todos os moradores.

Também são feitas entrevistas com os representantes locais, como prefeitos, vereadores e líderes comunitários. O intuito é identificar as visões e perspectivas dos responsáveis sobre a sua região. Esse processo dá margem ao entendimento de ocorrências de algumas situações específicas de cada município.

Fonte: SCT-DF

Próximos Eventos