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Espírito Santo incentiva regionalização da cultura científica nas escolas

Com o objetivo de incentivar os alunos à iniciação cientifica e à pesquisa, a Escola Estadual Aristides Aguiar, em Alegre, está realizando a II Semana de Ciência e Tecnologia. A abertura do evento, que vai até o dia 20 deste mês, foi nessa terça-feira (17) e contou com a participação dos secretários de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho, Jadir Péla, e de Educação, Klinger Barbosa e do diretor presidente da Fundação de Amparo a Pesquisa (Fapes), Anilton Salles.

Durante a Semana estão sendo realizadas palestras e mostras. São 17 projetos, sendo 12 realizados por alunos que recebem Bolsa de Iniciação Científica Júnior (PIBIC) e cinco do Programa Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Entre eles está o projeto “Avaliando a ação de extrato de Mikânia Glomerata (guaco) e de Allium Saivum (alho) sobre a propagação de bactéria”, que será apresentado na 10º Semana Estadual de Ciência e Tecnologia por alunos do ensino médio.

“Alegre é o município que mais recebeu bolsas de iniciação cientifica do Governo Estadual neste ano. Das 57 ofertadas, 21 estão no município e 12 estão na Escola Estadual Aristeu Aguiar”, disse o diretor presidente da Fapes, Anilton Salles.

O secretário da SECTTI, Jadir Péla, parabenizou a equipe pela organização, iniciativa e dedicação. “Um movimento desse porte, que insere toda a escola, incentiva muitos alunos. É trabalhando com a interdisciplinaridade que a escola continuará tendo resultado e, como consequência, alunos bons que farão parte de uma sociedade melhor”. Ele ressaltou que essa é a área do futuro e que é preciso continuar inserindo ciência e tecnologia na educação básica.

Na ocasião, Jadir Péla, como presidente do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia (Concitec), anunciou que a Escola Estadual será homenageada pelo Conselho como Destaque Instituição Pública. A solenidade para premiação ainda não tem data para acontecer.

A diretora da escola e organizadora do evento, Maria Júlia Campos, acredita que iniciação científica e pesquisa devem fazer parte da educação inicial nas escolas. “Nós conseguimos fazer um ciclo: nossos alunos se formam e entram na universidade, lá conseguem bolsas de iniciação científica. Com essas bolsas, eles voltam pra cá e realizam trabalhos com os novos alunos de ensino fundamental e médio, também bolsistas”. A diretora disse também que escola quer ampliar os projetos, pois “depois que começamos a trabalhar com ciência e tecnologia na escola muitos pontos positivos surgiram”.

Rafael Nogueira tem 16 anos e é aluno do 2º ano do Ensino Médio Integrado e disse que “este é um trabalho envolvente e espalha criatividade para todos que visitam. Conseguimos mostrar o que cada um tem de melhor”.

A escola ainda possui uma horta com 140 espécies de plantas. No herbário tem hortaliças e plantas medicinais, cultivadas para uso próprio e para experimentos nos projetos dos alunos.

Fonte: SECTTI-ES

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