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Equipe do governo alagoano visita polo tecnológico de Pernambuco

O setor de Tecnologia da Informação de Alagoas terá um grande salto com a implantação do Polo Tecnológico da Informação, Comunicação e Serviços. A proposta do Governo de Alagoas, juntamente com os empresários do segmento que organizam a implantação desse empreendimento, deve ocorrer no próximo ano, com o apoio de instituições financiadoras nacionais e internacionais.

Para melhor construção do modelo de gestão do polo alagoano, o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Setton, e equipe técnica da pasta realizaram, na última semana, reuniões e visitas técnicas ao Porto Digital e ao C.E.S.A.R – Centro de Inovação –, em Pernambuco. A intenção foi analisar a estrutura e modelo de gestão do parque tecnológico pernambucano para contribuir com a definição da estrutura do Parque Tecnológico Social de Alagoas, projeto estratégico nessa área.

A equipe técnica teve acesso aos detalhes de criação e funcionamento do C.E.S.A.R – Instituto de Inovação com TIC –, instalado dentro do parque tecnológico. O centro possui parceria com importantes empresas, como Motorola, FIR Capital, Procenge, Grupo JCPM e Tempest, tendo como missão realizar a transferência autossustentada de conhecimento em tecnologias da informação entre a sociedade e a academia.

Organograma, gestão de negócios e parcerias foram algumas das questões abordadas pelo secretário durante a visita. Eduardo Setton explicou que Alagoas está em pleno desenvolvimento dos projetos estratégicos na área, com a implantação de polos de TIC, químico e plástico e agroalimentar. Na ocasião, o secretário também citou a experiência como professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) na implantação do Laboratório de Computação Científica e Visualização, garantindo experiência como gestor.

A gestora de Relações Institucionais do C.E.S.A.R, Claudia Cunha, explicou a criação, especificamente do Centro de Informática, em maio de 1996, e o perfil da instituição, determinada como associação civil de interesse privado sem fins lucrativos – junção realizada pela sociedade civil, liderado por professores da  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Por conta disso, todas as ações precisam ser feitas em parceria com a academia.

Cláudia Cunha também apresentou o organograma da entidade, que possui assembleia, conselho da diretoria, cientista, superintendência e gerências – negócios, operações, administrativa e financeira, qualidade, Cesar Edu, Cesar Sul, capital humano. As experiências técnica e de educação, com histórico de 16 anos, funcionam como catalisador, agregando valor ao parque tecnológico pernambucano.

A instituição possui filiais em Curitiba e em Sorocaba, além de escritório em São Paulo e Brasília, reunindo o total de 500 colaboradores. O C.E.S.A.R é um centro privado de inovação que cria produtos, serviços e negócios, atuando nas áreas de TV digital interativa, mobilidade, testes, sistemas embarcados, segurança de sistemas, monitoramento de gestão, análise e performance, aplicações, design house, segign e usabilidade e web 2.0.

Um dos fundadores do C.E.S.A.R, Silvio Meira, defendeu que, devido à proximidade de Alagoas com o Porto Digital de Pernambuco, o Polo de TICS de Alagoas deve buscar o diferencial. “O C.E.S.A.R trabalha com ações que aproximem a academia da realidade. Há também a preocupação da transformação do ambiente”, citou ele, referindo-se à interferência social, pois está localizado próximo a uma comunidade de baixa renda.

Porto Digital

No Porto Digital, o secretário Eduardo Setton e sua equipe conheceram mais detalhes sobre o parque tecnológico, localizado numa área de 150 hectares no Recife Antigo. A estrutura do parque cria um ambiente propício para a construção de negócios em inovação. Atualmente, o Porto Digital desenvolve e executa 40 projetos com diversas fontes de recursos – público e privado, ocorrendo a gestão administrativa pelo Núcleo de Gestão (NGPD), com um quadro de 40 colaboradores.

O parque tecnológico possui estrutura imobiliária que reúne escritórios de 200 empresas, como HP, Samsung, OI, Motorola, Microsoft, IBM. Em 12 anos de operação, o Porto Digital já transferiu para o bairro do Recife 6.500 postos de trabalho. O bairro possui infraestrutura adequada para a instalação de empresas de TIC por dispor de estrutura de serviços e de telecomunicações, possuindo oito quilômetros de fibra ótica instalados e 26 quilômetros de dutos, atraindo empresas nacionais e multinacionais.

Segundo a diretora de Articulação e Interação com o Mercado, Joana Cavalcanti, o porto desenvolve serviços conjuntos entre a academia, governos estadual e municipal, setor privado e instituições internacionais. “Além do Porto Digital proporcionar investimento em capacitação de capital humano para os empresários, também beneficia os colaboradores do Núcleo de Gestão”, diz Joana Cavalcanti, citando a preocupação de manter presença na academia, gerando todos os anos artigos científicos nacionais e internacionais.

A comitiva de Alagoas foi formada pelo superintendente da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, João Geraldo de Oliveira Lima; o diretor de Parques Tecnológicos, Adeilto Lima; e o assessor especial da Secti Antonio Russo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Alagoas

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