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Distrito Federal ganha edifício de governança do Parque Tecnológico Biotic

Foi inaugurado nesta quinta-feira (21) o Edifício de Governança do Biotic — Parque Tecnológico. O espaço foi criado para abrigar instituições de ensino voltadas para a tecnologia, empresas do ramo e startups. A expectativa no Governo do Distrito Federal é de que, quando estiver em pleno funcionamento, o Parque deve abrigar cerca de 1,2 mil empresas dos ramos da tecnologia da informação e comunicação e da biotecnologia, podendo criar mais de 25 mil empregos diretos.

Segundo o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, o Biotic tem potencial para mudar a matriz econômica do DF. “Vamos associar duas áreas que são fronteiras do conhecimento, a biotecnologia e a tecnologia da informação, para criar uma bioeconomia, que é o futuro e deve trazer muita riqueza para Brasília.”

Para o secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia (Sedict), Valdir Oliveira, Brasília está se tornando uma capital de inovação o que conduz a uma mudança na matriz de desenvolvimento na região. “O Distrito Federal foi baseado no modelo de patrimonialismo, ou seja, voltado ao benefício econômico e terreno. E agora ele está sendo complementado com inovação e inteligência”, analisa o secretário.

Valdir Oliveira explicou que existe uma necessidade de romper com a dependência de empregos do serviço público em Brasília. “O setor público tende a encolher e a gente precisa dar vazão e oportunidade para aqueles que estão atrás de emprego. Uma das alternativas é esse novo modelo, embora ele não atenda a todo mundo”, compara o secretário, esclarecendo que o Parque Biotic não vai resolver o problema do desemprego no DF, mas ele virá para abrir novas oportunidades.

Uma dessas oportunidades é observada pelo aumento de startups, que já somam mais de quatrocentas em todo DF. Na visão de Valdir, esse crescimento se justifica pela migração dos jovens para esse novo modelo de negócio. “O Parque Biotic vem justamente para alavancar esse modelo. Para uma startup dar certo ela tem de estar próxima de aceleradoras, de empresas e de instituições que podem, juntas, criar esse ambiente para que as oportunidades sejam aproveitadas”, concluiu Valdir.

Críticas

Mas nem tudo é festa no lançamento do empreendimento. O setor de  Tecnologia da Informação e Comunicações (TICs) está insatisfeito com o modelo de criação do Parque Biotic e dá a entender que, neste momento, dificilmente uma empresa do setor aceitaria se instalar no local.

“O Parque anda aos solavancos desde 2001. Cada governo que entra muda os objetivos dele e isso atrasa o seu lançamento. Não há uma política, uma vocação que possa nortear os rumos do parque”, criticou o presidente do Sindicato da Indústria da Informação (Sinfor), Ricardo de Figueiredo Caldas.

Mas, segundo ele, a questão é bem mais complexa. O Governo não apresentou para as empresas um plano de incentivos fiscais que possa atrair ou assegurar a intenção de mudança das sedes dessas empresas para dentro do parque. “Para entrar no Parque, sou obrigado a pagar aluguel. Ora, se tenho de pagar aluguel para instalar minha empresa lá dentro, prefiro procurar outro local mais em conta”, disse Ricardo.

O Edfício de Governança do Parque Biotic tem 12 mil metros quadrados de área construída, dividida em dois blocos. O pavimento térreo do Bloco B está ocupado pelo SebraeLab, voltado para estimular a criatividade e a inovação de empreendedores.

O segundo andar será usado por instituições de apoio à ciência e tecnologia, como o Instituto Federal Brasília (IFB) e empresas de base tecnológica consolidadas. No terceiro andar, está a FAP-DF — será a primeira sede própria do órgão.

O presidente da FAP-DF, Tiago Coelho, destacou que uma das missões da entidade é fomentar ciência e tecnologia por meio de pesquisa. “Estar neste ambiente, ao lado de empresas consolidadas, faz com que a gente esteja cada vez mais inserido neste ecossistema de inovação”.

Já funcionavam no parque tecnológico os datacenters do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e uma subestação da Companhia Energética de Brasília (CEB).

No edifício também há espaço reservado para a instalação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Fonte Convergência Digital

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