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Giro nos Estados

Desenvolvimento sustentável com equilíbrio ambiental na Conferência de CTI da Bahia

A Bahia só conseguirá reduzir as desigualdades sociais e oferecer melhores condições de vida a todos os baianos se conseguir alcançar um grau de desenvolvimento sustentável, com equilíbrio ambiental  e o emprego  de ciência e tecnologia como ferramentas inovadoras e de inclusão. Esta foi a tônica dos discursos durante a abertura da III Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, que acontece até amanhã (dia 17), na Fundação Luís Eduardo Magalhães, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Impedido de comparecer à abertura do evento, que teve como tema justamente o desenvolvimento sustentável da Bahia, por participar de uma missão diplomática no Oriente Médio, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Jaques Wagner gravou uma mensagem desejando o sucesso da conferência e afirmando que a Bahia “tem que conseguir aproximar, cada vez mais, a sociedade da ciência e da tecnologia, que não podem se confinar nos laboratórios, nas universidades e nos institutos de pesquisas”.

Anfitrião do encontro, o secretário estadual de CT&I, Eduardo Ramos, disse que o Governo da Bahia está interessado não só em desenvolvimento, mas em desenvolvimento sustentável para reduzir as desigualdades regionais e incluir, de forma definitiva, as pessoas no processo de produção e consumo e no amplo exercício da cidadania. Em seu discurso, Ramos ressaltou a representatividade popular que o evento vem conquistando em suas três edições: “Em 2005, a I Conferência Estadual de CT&I teve apenas 150 participantes. Em 2007, a II Conferência contou com 300 participantes. Agora, temos mais de 1 mil. No futuro, queremos colocar 10 mil”.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Juliano Matos, afirmou que é preciso construir novas formas de convivência com o patrimônio ambiental, que passam pelo desenvolvimento sustentável atrelado à ciência, à tecnologia e à inovação. Já o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, destacou que a CT&I têm de estar na ordem do dia e, por isso mesmo, devem ser prioridades na agenda das políticas públicas de Governo.

O reitor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Paulo Gabriel Soledade Nacif, pontuou que “o grande desafio de um Estado como a Bahia é difundir CT&I na educação, na cultura e, notadamente, entre os empresários e os empreendedores”. Segundo Soledade Nacif, “o desenvolvimento do Estado se processa pela capacidade de criar e trabalhar o conhecimento e a Conferência tem esse papel de difundir essas questões”.

O diretor executivo da Companhia Baiana de Pesquisas Minerais e presidente do PDT na Bahia, Alexandre Brust, salientou que “esse é um momento da maior importância, por representar a reunião de todos os atores envolvidos na área estratégica de CT&I”. De acordo com Brust, com a implantação do Parque Tecnológico, em construção na Avenida Paralela em Salvador, a Bahia desponta como um dos Estados mais promissores na área de CT&I.

O subsecretário estadual de Educação, Paulo Pontes, observou que a Conferência tem também o objetivo de despertar na juventude o encantamento pela ciência e pela  tecnologia. Segundo Pontes, a popularização da ciência pode contribuir para minimizar um problema histórico na área de educação, que é a dificuldade de se encontrar professores de física, química e biologia.

O diretor de inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) – entidade parceira na III Conferência – Elias Ramos, lembrou que o encontro vai avaliar as principais ações na área de CT&I da Bahia nos últimos anos e traçar as linhas de ação para o próximo quadriênio. Já o vice-reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Rui Macedo, disse que a instituição tem participado das conferências anteriores e está muito satisfeita com os resultados obtidos. “As universidades estaduais têm um papel fundamental na interiorização de CT&I”, acrescentou.

Diretor do Departamento de Modernização e Tecnologia da Polícia Militar da Bahia, o coronel Cláudio Brandão afirmou que a  ciência, a tecnologia e a inovação precisam ser divulgadas para seduzir os jovens e a sociedade na busca de novos paradigmas de desenvolvimento. Até o maestro Fred Dantas – que, antes da abertura do evento, se apresentou com a sua Oficina de Frevos  e Dobrados – fez seu comentário: “Enfrentamos o desafio da sustentabilidade para que as futuras gerações possam ter planeta”.

Secretário da Amazônia propõe “parceria fraterna e solidária”

Na Conferência Magna de abertura da III Conferência Estadual de CT&I, cujo tema foi “Ciência, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Ambiental”, o secretário estadual de CTI da Amazônia, Marcílio de Freitas, acenou com a possibilidade de “uma parceria fraterna e solidária, na perspectiva da Bahia”. Segundo o secretário, “a Bahia ganha, a Amazônia ganha e o Brasil ganha, com esta parceria”.

De acordo com o físico Marcílio de Freitas, a cooperação pode se desenvolver em áreas estratégicas, como Arranjos Produtivos Locais, como o do guaraná,  e Bioindústrias, agronegócios sustentáveis, tecnologias indústrias limpas e plataformas tecnológicas para os trópicos. O secretário afirmou ainda que a Bahia, com a experiência do Pólo Petroquímico de Camaçari, poderia ajudar a Amazônia a implantar o seu pólo petroquímico.

O conferencista observou que “a política de sustentabilidade da Bahia tem que ter a cara da Bahia, a multiculturalidade da Bahia, pois o desenvolvimento sustentável é situado e localizado”. Marcílio de Freitas afirmou ainda que “não se pode falar em desenvolvimento sustentável quando se tem analfabetos e pessoas passando fome”.

Fonte: Elieser César / Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia

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