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Ciência e Tecnologia do Distrito Federal recebem R$ 600 milhões em 2010

Os pesquisadores do Distrito Federal terão neste ano recursos da ordem de R$ 600 milhões para serem aplicados em pesquisas e inovação. Na próxima segunda-feira (15), serão lançados 15 editais. O investimento recorde foi anunciado nesta terça-feira (9), pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Izalci Lucas Ferreira, na abertura da 1ª Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação da unidade da Federação, promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPDF).

“Se somarmos tudo que já foi aplicado até hoje dificilmente vamos chegar a isso”, destacou Izalci. Mas ele reconhece que o investimento ainda é aquém do necessário. “O recurso é muito pouco para o que a gente planeja, que é transformar Brasília na capital do conhecimento, na capital da inovação”, diz. Para se ter uma idéia, em 2006 o volume aplicado em pesquisa foi de R$ 600 mil.

Mesmo com orçamento cortado no final do ano passado – de 2% para 0,5% – o DF já dá sinais de que é possível alcançar esse patamar. Ainda neste mês, será inaugurado o Centro de Alto Desempenho de Genômica. Trata-se da maior complexidade de seqüenciamento de genoma do Brasil, que contará com recursos técnicos comparados à tecnologia de países de ponta. “Este centro será para nós um marco histórico e ele atenderá não só os pesquisadores locais, como também de todo o país e do exterior”.

O Parque Tecnológico Capital Digital, que há sete anos está engavetado, também começa a se tornar realidade, segundo o secretário. Ele informou que o governo já autorizou a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE) e a Terracap deve liberar ainda nesta semana os recursos para as obras de infraestrutura na rua onde será edificada a escola técnica. “Já conseguimos o recurso do Ministério da Educação para a escola. Falta apenas assinar este convênio. As obras do Banco do Brasil para a construção do datacenter também devem iniciar agora”, comemora.

Para Izalci, essas conquistas são resultado de um esforço concentrado e de um trabalho desenvolvido em rede, que envolve governo local e federal; institutos de pesquisas; universidades; e iniciativa privada. Também ressaltou que a Política de C&T do DF para os anos de 2010 a 2014, aprovada na última sexta-feira (5), segue os eixos estabelecidos pelo governo federal. “E nada tem sido feito aqui sem consultar as entidades que podem colaborar conosco”, reforça.

Mas a presidente da FAP, Maria Amélia Teles, destaca que é importante rever o orçamento local para não frear esse movimento de crescimento no setor no DF. “Esses altos e baixos prejudicam muito o ânimo, o termômetro interno do pesquisador. Mas, felizmente, temos recebido um apoio enorme da comunidade científica, do segmento de TI e das instituições de ensino. Isso nos anima muito e nós estamos dispostos a reverter esse quadro”, avisa. A instituição de 1993 a 2008 lançou 62 editais e apoiou 1.336 projetos. Somente no ano passado, investiu R$ 46 milhões e para este ano a meta é chegar a R$ 61 milhões.

Informações sobre as ações da FAPDF podem ser obtidas no site www.fap.df.gov.br.

Fonte: Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T Online

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