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Campo Grande sedia I Seminário de Chikungunya do Centro-Oeste

A Fiocruz – Mato Grosso do Sul promove entre os dias 09 e 10 de abril, o “1° Seminário Centro-Oeste de Chikungunya: novo desafio para saúde pública nas Américas”, em Campo Grande.

O evento recebe especialistas da área do país com o objetivo de viabilizar a atualização sobre os avanços em pesquisas na área de diagnóstico e tratamento da infecção, além de fornecer subsídios teóricos e práticos ao controle e conduta clínica da infecção pelo vírus Chikungunya.

De acordo com o Diretor Regional do Escritório da Fiocruz-MS, Rivaldo Venâncio da Cunha, há uma possibilidade real de uma epidemia de Chikungunya no país, por isso a preocupação em disseminar informações e preparar os profissionais de saúde tanto na prevenção e controle da doença quanto no conhecimento clínico e tratamento dos doentes. “Precisamos organizar a rede de atenção aos casos suspeitos de forma diferente do que sempre foi feito em relação à dengue”, e acrescenta que ao contrário do que ocorre durante as epidemias de dengue, a nova doença apresenta razoável possibilidade de se tornar crônica, ou seja, um percentual de doentes continuará a exigir cuidados por períodos prolongados.

As principais instituições de ensino e pesquisa de Mato Grosso do Sul estão apoiando este evento, entre elas a FUNDECT, UFMS, PRO-PET Saúde e Anhanguera-UNIDERP. Estão confirmando apoio ao evento instituições como: SESAU – Campo Grande-MS, Secretaria Estadual de Saúde-Mato Grosso do Sul, UCDB, FIOCRUZ, SVS -MS.

No website www.seminariochikungunya.com.br você irá encontrar uma opção de registro no formulário para completar sua pré-inscrição (realizada nos meses de janeiro e fevereiro de 2015). Os interessados poderão também acessar informações no site: www.portalsaude.ufms.br. E-mail para contatos: seminariochikungunya@gmail.com.

No dia do evento é solicitada a doação de um produto alimentício não perecível que será destinado a instituições públicas de saúde por meio de um projeto da Fiocruz-MS que atende catadores de materiais recicláveis.

Chikungunya

Ao longo das duas últimas décadas, os profissionais de saúde de Mato Grosso do Sul adquiriram grande experiência no manejo clínico da dengue; essa experiência acumulada sinaliza que temos competência profissional para lidar com a nova realidade, diferenciando dengue de chikungunya e recomendando a conduta adequada para cada caso.

Os primeiros registros de uma doença clinicamente semelhante à Chikungunya (CHIKV) foram relatados no início de 1770. Embora o seu agente causador somente tenha sido isolado durante uma epidemia na Tanzânia, entre 1952 e 1953. Desde sua comprovação etiológica, milhões de pessoas foram infectadas em diferentes países. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a partir de 2009 vem alertando às autoridades sanitárias sobre o risco de introdução do vírus CHIKV nas Américas. A grande preocupação brasileira e de Mato Grosso do Sul é o fato de que o mosquitoAedes aegypti também pode transmitir este vírus.

Até o momento a quase totalidade dos casos está restrita ao Amapá e Bahia. Em Mato Grosso do Sul, um caso foi confirmado e outros 59 casos foram considerados suspeitos até dezembro de 2014.

Fonte: Fundect

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