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Caderno de Indicadores: Unioeste é destaque no sistema de inovação no Oeste do Paraná

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) ganhou destaque no 2º Caderno de Indicadores de Inovação do Oeste do Paraná (ano Base 2019) lançado pelo Sistema Regional de Inovação Oeste do Paraná (SRI) e o Programa de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Território Oeste do Paraná (Oeste em Desenvolvimento).

A construção do Caderno de Indicadores do Oeste do Paraná, explica Selmo Bonatto, assessor especial do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Unioeste, é um processo participativo, que parte de um grupo de trabalho composto por profissionais de diversas instituições (46 entidades) do Sistema Regional de Inovação – SRI Iguassu Valley.

O caderno de indicadores da Região Oeste do Paraná, apresenta 17 indicadores agrupados em cinco temáticas (cooperação, recursos financeiros, empreendedorismo inovador, educação e políticas públicas) do SRI Iguassu Valley.

Na temática “Cooperação”, dos 31 projetos apontados, num total de R$ 7.114.052,90, a Unioeste colaborou com 9, representando 29% do total. Já em relação a temática “Educação”, um dos indicadores é sobre o número de propriedade intelectual (marca, patente, desenho industrial, indicação geográfica, programa de computador, etc.) depositadas. Do total de 43 depósitos, 24 foram realizados pela Unioeste, ou seja, a Universidade responde por 56% do total dos depósitos de patentes. Ainda nessa temática, dentre as patentes concedidas, a Unioeste é responsável por 11 do total de 27 concedidas, representando 41% do total.

De um total de 707 de mestres e doutores formados na região, com contribuições na área de inovação tecnológica, a Unioeste contribuiu com 80% dos trabalhos.

Em relação ao número de publicações cientificas sobre inovação a universidade colaborou com 542 publicações, do total de 729, representando 74%.

Um exemplo de destaque, é a patente referente ao trabalho de mestrado da aluna Keiti Maestre, o qual teve a honra de ser escolhido dentre várias patentes no Brasil inteiro como favorável para a solução dos desafios da economia de baixo carbono. Além de Keiti, Mônica Lady Fiorese, Edson Antonio da Silva, Fernando Palú, Fabiano B. Scheufele, Silvio César Sampaio, também fazem parte da equipe.

Nas temáticas “Empreendedorismo Inovador”, a Unioeste não consta nos indicadores por ainda não possuir incubadora de empresas estabelecida. Em relação às “Políticas Públicas”, a Política de Inovação está em fase de elaboração para transformar o Núcleo de Inovações Tecnológicas – NIT em Agência de Inovação, com nova abrangência em Inovação e Empreendedorismo.

A Unioeste trabalha ativamente do Sistema Regional de Inovação – SRI, Programa Oeste em Desenvolvimento – POD e do Iguassu Valley, que compreende as Associações Comerciais e Industriais de Cascavel, Toledo, Marechal Candido Rondon, Foz do Iguaçu e Palotina.

O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressalta o papel indutor da Universidade em na sua região de abrangência. “Nos últimos dez anos, a Unioeste teve uma expansão extremamente significativa na pós-graduação e isso fica muito claro nesse indicativo. É preciso que todas as forças – universidades, poder público e privado –, trabalhem em conjunto, para que nossa região se fortaleça cada vez mais. O Caderno é importante para identificar os atores, mas é fundamental para que esses atores conversem, porque todos estão avançando. Se todos conversarmos e trabalharmos juntos, a nossa região pode avançar muito mais”.

Para Selmo os dados demonstram que a Unioeste tem um potencial regional acima da média das outras instituições e com grandes possibilidades de realizar avanços significativos em áreas como a de “Transferência de Tecnologia” e de parcerias entre Empresa/Universidade, auxiliando no desenvolvimento regional, melhorando seu reconhecimento perante a sociedade e garantindo a sua posição como uma das melhores universidades do Paraná.

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