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Giro nos Estados

Alunos de Roraima são selecionados no Ciência sem Fronteiras

ufrrA Universidade Federal de Roraima (UFRR) vem estimulando cada vez mais a capacitação e a cooperação técnica no ensino por meio da internacionalização, tendência crescente nas universidades em todo o mundo. Agora, mais um passo é dado em direção a essa proposta, com a seleção de três alunos da UFRR em universidades norte-americanas por meio do Ciência sem Fronteiras, programa do governo federal que visa, entre outros objetivos, manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação, além de promover a inserção internacional das universidades brasileiras.

Nelma Gabrielle Freitas de Azevedo Cruz, 19 anos, Joelly Kalyne Bessa Jucá, 21 anos, e Wallace Ferrão Cavalcante vão passar um ano nos Estados Unidos, cursando disciplinas de suas áreas de graduação na chamada “Graduação Sanduíche”. Os selecionados irão morar no campus das instituições que os acolherão, vivenciando o dia-a-dia de grandes universidades norte-americanas. Os três são os primeiros alunos selecionados por meio do Programa Ciência sem Fronteiras na UFRR.

A reitora da UFRR, professora Gioconda Santos e Souza Martinez, afirma que a seleção é um sinal de que a Universidade está no caminho da excelência. “Continuamos a ampliar as atividades de internacionalização na UFRR, com os alunos sendo beneficiados com mais um programa federal”, ressalta.

Nelma, aluna do 4º semestre de Engenharia Civil, vai para a Western Michigan University (WMU), fundada em 1903 e considerada uma das cem melhores universidades dos Estados Unidos. A WMU está localizada na cidade de Kalamazoo, estado de Michigan, e conta com mais de 25 mil alunos divididos em cinco campi.

Nelma cursa Engenharia Civil

No 7º semestre de Arquitetura e Urbanismo, Joelly vai cursar um ano de graduação na University of Nebraska Omaha, fundada em 1908 e localizada em Omaha, a maior cidade do estado de Nebraska, com uma população estimada em 427 mil habitantes. Dividida em dois campi, a universidade conta com cerca de 15 mil alunos.

Joelly é aluna de Arquitetura e Urbanismo

Wallace Ferrão, acadêmico do 6º semestre de Engenharia Civil, vai estudar no Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York, instituição fundada em 1824 e considerada a mais antiga na área tecnológica dos Estados Unidos. A universidade oferece mais de 145 cursos de graduação, mestrado e doutorado e está em 23º lugar no ranking de 2012 dos melhores cursos de Engenharia.

Ampliar os horizontes pode soar como clichê quando se fala em intercâmbio e mobilidade internacional, mas é essa a principal oportunidade que Nelma e Joelly afirmam experimentar no processo que estão vivendo. A viagem ainda não tem data marcada, mas as alunas já sabem que terão de se apresentar em suas respectivas universidades em junho deste ano. Até lá, elas estão envolvidas com a documentação que deve ser enviada para as instituições que as selecionaram, com a retirada do visto de estudante (que vai garantir a permanência delas por um ano nos Estados Unidos), e com a viagem e a acomodação no novo destino. “Vai ser uma experiência não só de estudo, mas também de vida. A adaptação até pode ser difícil no começo, mas tenho ótimas expectativas”, comenta Joelly.

Ter um ótimo desempenho acadêmico, fluência na língua do país de destino, participação em atividades de iniciação científica e olimpíadas de ciências e ter completado entre 20% e 90% da carga horária exigida pelo curso são critérios de seleção para o Ciência sem Fronteiras. Apesar de assustar alguns futuros candidatos, a fluência na língua não é uma exigência rígida. Mesmo não atingindo a média nos exames de proficiência, o aluno ainda pode ser selecionado devido ao conjunto do seu histórico. Neste caso, a universidade que o selecionou oferta um período prévio de adaptação à língua e à vida no campus.

O coordenador de Relações Internacionais da UFRR (CRINT/UFRR), professor Alberto Castro, destaca que as vantagens da mobilidade acadêmica vão além do suporte que o programa oferece. “O aluno selecionado terá uma vivência acadêmica em uma instituição de excelência no exterior, poderá aprimorar e adquirir maior fluência em uma língua estrangeira e conhecerá a cultura de outro país. São ganhos transformadores de vida porque ampliam os horizontes desse aluno. Mas não dá para ficar na zona de conforto. O aluno que tem interesse em participar do programa deve se apropriar da língua do país que ele deseja fazer a mobilidade acadêmica, além de manter uma média boa em seu histórico acadêmico”, explica.

Outro ponto que é importante destacar, segundo o coordenador de Relações Internacionais da UFRR, é o compromisso assumido pelas universidades parceiras do Ciência sem Fronteiras no reconhecimento dos créditos cursados pelo aluno durante a mobilidade internacional. “É um compromisso institucional assumido ao aderirmos ao programa, para o pleno aproveitamento dos estudos”, afirma Alberto.

Mas é bom ficar de olho. Os interessados nas próximas chamadas precisam prestar atenção na lista de documentos exigida para inscrição no programa. Na última chamada, publicada em janeiro, a UFRR homologou 19 inscrições. Destas, dois alunos já foram pré-selecionados para universidades na Holanda e na Itália, mas ainda aguardam o resultado final da seleção.

O Ciência sem Fronteiras dá prioridade às áreas da ciência e tecnologia, ofertando vagas em universidades conceituadas no exterior, avaliadas por órgãos de fomento à pesquisa, como CAPES e CNPq. Para participar, o interessado deve inscrever-se nas chamadas públicas divulgadas pelo CNPq ou pela CAPES, disponíveis no portal do programa Ciência sem Fronteiras (www.cienciasemfronteiras.gov.br). Alunos de pós-graduação e pesquisadores deverão participar das chamadas públicas para as diversas modalidades de bolsa, que serão divulgadas no portalwww.cienciasemfronteiras.gov.br. As áreas contempladas pelo programa também podem ser acessadas no mesmo portal.

Vale ressaltar que o Ciência sem Fronteiras financia passagens aéreas, auxílio mensal, pagamento das taxas escolares – negociadas com a universidade que receberá o aluno selecionado – acomodação, alimentação e seguro saúde. Além disso, os alunos em mobilidade acadêmica têm à disposição supervisores para prestar atendimento na universidade de destino.

Para saber mais, entre em contato com a Coordenadoria de Relações Internacionais da UFRR (CRINT) no e-mailcrint@ufrr.br ou ligue para (95) 3224-1665. A CRINT está localizada no andar térreo da Reitoria, campus Paricarana.

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