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Giro nos Estados

Alunos de escolas públicas de MS participam de feira nacional

Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) aconteceu entre os dias 11 e 16 de março, na Universidade de São Paulo (USP). A FEBRACE é um movimento nacional que estimula o jovem cientista por meio de uma grande mostra de projetos e de premiações para os que mais se destacarem no ano anterior. A feira já está em sua 11ª edição.

Mato Grosso do Sul teve dez projetos classificados para a feira. Dentre eles, quatro venceram em categorias importantes. Gabriel Tiago Galdino foi bolsista do programa PIBICJr em 2012, programa de iniciação científica júnior da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect). Seu orientador, o professor Dr. Adilson Beatriz, diz que no primeiro momento ficou um pouco apreensivo com a participação do aluno no laboratório, mas aprovou o desenvolvimento da pesquisa e o emprenho do aluno.

Gabriel representará o Brasil na Edição INTEL/ISEF em Phoenix, Arizona (EUA) com o projeto que apresenta um sabão larvicidade feito à base de um óleo extraído da castanha de caju. O produto é eficaz contra as larvas do mosquito da dengue. O aluno explica que o LCC é um óleo originado da produção da castanha que não tem utilidade e que normalmente é descartado. Em uma quantidade muito pequena, 0,2 miligramas por litro, é possível matar as larvas do mosquito da dengue. O mosquito não percebe a substância na água, deposita seus ovos e quando se desenvolvem em larvas, elas morrem, explica.

A trajetória do jovem cientista é louvável. Gabriel foi bolsista do PIBICJr em 2010, na primeira edição do edital, e desde então não saiu mais do laboratório de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). No segundo ano de pesquisa foi voluntário e nos anos posteriores conseguiu novas bolsas de iniciação científica júnior. O jovem já tem um caminho percorrido como pesquisador e pretende ir muito mais longe. Em 2013, ficou classificado em quarto lugar no Curso de Química Tecnológica da UFMS, mas preferiu estudar mais um ano para cursar Química em uma universidade de São Paulo.

Fonte:Fundect

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