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Giro nos Estados

Acre busca referência na cadeia produtiva de bambu

O Acre tem 87% de seu território coberto por florestas, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Desse total, ao menos 36% é de gramíneas da espécie bambu, o que representa 600 mil hectares.

Diante dessa vasta incidência da espécie, o governo do Acre, por meio do gabinete da primeira-dama Marlúcia Cândida, da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do governo federal, por meio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), investe em pesquisas e fomento ao beneficiamento da planta, que tem diversas utilizações na construção civil, na fabricação de móveis, utensílios de uso domésticos e até mesmo acessórios como capas de celulares.

Nesta semana, o Estado celebrou mais uma conquista na área, com o anúncio do Ministério da Ciência e Tecnologia informando sobre repasses da ordem de R$ 2,6 milhões para o desenvolvimento de pesquisas e projetos.

No Acre já há edificações que fazem uso do bambu nas estruturas, como, por exemplo, os quiosques localizados no Parque Tucumã. A inovação foi proposta pela equipe do gabinete da primeira-dama Marlúcia Cândida, dando um diferencial arrojado e moderno à obra, que integra um dos cartões-postais da capital acreana.

Intercâmbio de conhecimentos com a Colômbia

Para aprimorar conhecimentos e conhecer experiências bem sucedidas no plantio e beneficiamento da espécie, uma comitiva do Acre, a convite do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) do Brasil e da Colômbia, esteve no fim de maio deste ano na Colômbia, participando de uma missão técnica.

Entre os participantes da missão estavam a primeira-dama Marlúcia Cândida, a arquiteta Carolina Sgorla, o coordenador de Centro de Vocação do Bambu da Funtac, Dixon Afonso, e o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo em Comércio e Serviços (UACCS) do Sebrae, Aldemar dos Santos Maciel, além de membros do Instituto Federal do Acre (Ifac) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A cadeia do bambu na Colômbia foi apresentada pela especialista Ximena Londoño, que há décadas estuda as mais variadas utilidades do bambu, bem como as diversas espécies que existem nas florestas daquele país sul-americano.

Fonte: Portal do Acre

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