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Giro nos Estados

Acadêmica mato-grossense compartilha sua experiência no Programa Ciência Sem Fronteiras

O curso de Engenharia Civil do Campus Universitário de Sinop possui 03 (três) alunos participantes do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), do Ministério da Educação (MEC) – Governo Federal, destinado a promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Marcos Vinicius Martins Garcia, Camila Vedana e Gabriela Di Mateos Garcia foram os primeiros acadêmicos da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) a participarem do Programa.

 No intuito de compreender melhor o programa, de incentivar novas candidaturas de acadêmicos da UNEMAT e acompanhar os alunos que já estão fora, solicitamos uma entrevista com um dos alunos para entender a magnitude do programa e o valor dessa experiência tanto ao acadêmico quanto à Universidade.

 A convidada de hoje é Gabriela Di Mateos Garcia que foi aprovada no programa CsF no 2° semestre de 2012, quando ainda cursava o 7° semestre de Engenharia Civil. Entenda como ela fez para se candidatar, o que chamou sua atenção e como está sendo a mobilidade internacional.

 – Um pouco sobre Gabriela, onde está estudando no momento e há quanto tempo:

Tenho 21 anos, sou estudante de Engenharia Civil na Unemat/Sinop e no momento realizo mobilidade acadêmica em Porto/Portugal na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) há 5 meses.

 – Por que você escolheu o curso de Engenharia Civil na Unemat?

Quando conclui o ensino médio, decidi que prestaria vestibular para arquitetura. Como não queria estudar em uma universidade privada e também sair de Sinop, optei por Engenharia Civil. Era o curso mais próximo do que eu queria. Com o passar do tempo, percebi que Engenharia Civil e Arquitetura eram cursos totalmente diferentes, mas com o erro veio o acerto e escolhi um curso ótimo que corresponde ao que eu gostaria de fazer profissionalmente.

 – Como ficou sabendo e como foi o processo de seleção no Programa Ciência sem Fronteiras?

Havia visto algumas propagandas na TV, mas não tinha dado muita importância, até que o reitor Adriano Silva foi à Unemat – Campus de Sinop para uma reunião com os acadêmicos e quem o estava acompanhando era a pró-reitora de Ensino e Graduação, professora dra. Ana Maria Di Renzo, que reclamava sobre número de estudantes que haviam se inscrito, dizendo que eram poucos e que a Unemat ajudaria os alunos que quisessem se inscrever. Nessa reunião, ela disse que a professora Maria Eloísa Karolczak estava coordenando a mobilidade acadêmica na universidade e disponível para conversar conosco sobre o “Ciência sem Fronteiras” e outros programas de mobilidade interna (em universidades dentro do país).

 – Você teve ajuda da coordenação do curso ou de outro setor da Universidade?

Sim, o coordenador professor dr. Flávio Crispim e o professor dr. Rogério Riva foram muito solícitos e me ajudaram escrevendo uma carta de indicação (falando sobre meu desempenho no curso), a Mirian Laco, estagiária de Engenharia Civil, me ajudou fazendo o “programa de disciplinas”, para que eu pudesse me inscrever na universidade de Portugal, o professor Rodrigo Zanin, diretor do Campus de Sinop, juntamente com o pró-reitor de Assuntos Estudantis Evaldo Ferreira ofereceram as passagens para que eu e a Camila (outra bolsista do CsF) fossemos para Brasília atrás do visto, e principalmente, a professora Maria Eloísa Karolczak que fez o possível e o impossível para aprovar minha candidatura.

 – Qual período cursava antes de viajar? A participação no intercâmbio irá alterar o período que pretende (ia) concluir o curso?

Eu entraria no oitavo semestre quando vim para Portugal, vou atrasar de seis meses a um ano a conclusão do curso já que não será possível a equivalência de todas as disciplinas do fluxograma. Por isso, optei por disciplinas que não existem na grade curricular de Engenharia Civil em Sinop e considero importantes para minha futura profissão.

 – Porque você escolheu fazer parte de sua graduação fora do Brasil?

Porque é uma oportunidade única, além de ter aulas em uma universidade muito bem conceituada, convivo com pessoas de todo o Brasil, de muitos outros países (outros alunos de mobilidade acadêmica), professores e profissionais que passam muito conhecimento e informações que não teria acesso se estivesse no Brasil.

 – Como está sendo sua rotina?

Praticamente a mesma que tinha no Brasil, frequento as aulas durante a semana, faço meus trabalhos e provas da faculdade e como não estou estagiando, e tenho mais tempo livre, acabo saindo e viajando mais.

 – Até agora qual a maior facilidade e dificuldade que encontrou durante sua estadia no exterior?

Além de engordar? (risos) A maior facilidade é fazer amizade, aqui tem muitas pessoas do Brasil e como todos estão longe das pessoas que amam, os amigos acabam se tornando uma família. Além disso, os europeus são muito receptivos e alegres, então tudo vira motivo de festa.

A dificuldade é a distância da família e o frio (para quem era acostumada com Sinop)

 -Você está sofrendo algum choque cultural?

No início foi um pouco estranho, por mais que o idioma daqui seja português, existem algumas palavras diferentes que demorei a me acostumar (ônibus é autocarro, celular é telemóvel, e eles não usam o gerúndio… não se diz: fazendo, comendo ou falando e sim a fazer, a comer e a falar) no restante, não tive problemas.

 – Você tem/teve ou terá férias?

Tive uma semana livre (que eles chamam de “Férias de Natal”) e vai do dia 17 de Dezembro até dia 02 de Janeiro, logo depois tenho aulas novamente. Início do próximo semestre. Depois disso, só no final de Julho/começo de Agosto.

 – Quais as disciplinas que está cursando? Existe correspondente na grade do nosso curso da Unemat?

Estou cursando Patologia dos Materiais, Planejamento e Gestão da Mobilidade, Fiscalização de Obras e Construção com novos materiais. Dessas disciplinas somente as duas primeiras correspondem na grade de Engenharia Civil da Unemat (sendo a primeira uma eletiva que não tem sempre).

 -A bolsa que recebe do Programa CsF é suficiente para suprir suas necessidades no país em que está vivendo?

A bolsa que recebo é suficiente, lógico que não dá para sair esbanjando, mas utilizando bem o dinheiro dá até para fazer algumas extravagâncias como passeios, shows e viagens. Claro que quando preciso conto com ajuda dos pais, mas se me policiar e não viajar tanto não é preciso.

 – Como está sendo a experiência?

Incrível e única, tanto a nível social quanto profissional… Abri a cabeça e percebi como o mundo é grande. Além da diversidade cultural que é incrível. Não aprendi somente coisas relacionadas à engenharia, mas sobre história, geografia, sobre o mundo e as pessoas que o habitam.

 Gabriela, sucesso no seu intercâmbio e obrigada pela entrevista (em nome da Unemat).

Fonte: Unemat-MT

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