CONSECTI http://www.consecti.org.br Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação Mon, 29 Sep 2014 17:53:20 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.0 6ª edição da Web.br chega ao fim com incentivo ao empreendedorismohttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/6a-edicao-da-web-br-chega-ao-fim-com-incentivo-ao-empreendedorismo/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/6a-edicao-da-web-br-chega-ao-fim-com-incentivo-ao-empreendedorismo/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:52:49 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23145 A 6ª edição da conferência Web.br (http://conferenciaweb.w3c.br/), realizada pelo escritório brasileiro do W3C, instalado na sede do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), terminou nesta sexta-feira (26), premiando os melhores websites e aplicativos que usam tecnologias da Plataforma Web Aberta. O grande […]

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A 6ª edição da conferência Web.br (http://conferenciaweb.w3c.br/), realizada pelo escritório brasileiro do W3C, instalado na sede do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), terminou nesta sexta-feira (26), premiando os melhores websites e aplicativos que usam tecnologias da Plataforma Web Aberta.

O grande vencedor do concurso Web’s Got Talent foi o StayFilm (https://www.stayfilm.com/), aplicativo que transforma fotos e vídeos em filmes. “Acreditamos que como o Instagram se tornou a máquina fotográfica do momento, todos usarão o StayFilm para produzir um filme com qualidade de cinema em dois minutos, e que vai durar para sempre”, comemora Douglas Almeida, criador da plataforma.

O segundo lugar ficou com o aplicativo Qranio (https://www.qranio.com/apps/v3/), que se propõe a estimular o aprendizado, seguido pelo Goldark (http://www.goldark.com.br/), uma plataforma de backend. O aplicativo de gerenciamento de marketing digital One View (http://www.oneview.com.br/) e o game Política Esporte Clube (http://politicaesporteclube.com/) ficaram, respectivamente, em quarto e quinto lugar.

O time de jurados do concurso foi formado pela consultora Martha Gabriel, o co-fundador do Youpix, Bob Wollheim, o sócio-diretor do Startupi, Diego Remus, o consultor de inovações e diretor da Magical Startup, Tadashi Takaoka, e o diretor de marketing e comunicação da IBM Brasil, Mauro Segura.

O empreendedorismo não ficou restrito ao concurso e foi tema de palestra e painel no evento. Em uma apresentação inspirada, o co-fundador da boutique de software Codeminer, Fabio Akita, menciona que os empreendedores devem buscar informações relevantes, conceitos discutidos há décadas nas universidades e que ajudam a explicar o funcionamento de grandes projetos, a exemplo do buscador Google e do teclado SwiftKey, que facilita a digitação no smartphone.

Akita propôs uma discussão em torno do termo inovação: “é tornar o impossível, possível”. Para ele, não é preciso muito dinheiro para inovar, mas sim aproveitar informações relevantes. “A raiz da inovação é subir nos ombros de gigantes e começar a entender como resolver situações com poucos recursos usando as tecnologias disponíveis hoje”, destacou.

Tadashi Takaoka também falou sobre empreendedorismo. Ele destacou a cultura de startups no Chile e os incentivos concedidos por programas como o Startup Chile que, entre outros benefícios, concede US$ 40 mil para os empreendedores e está aberto para projetos estrangeiros. O Brasil representa 4% das startups inscritas no programa chileno e ocupa a 80ª posição em ranking global de empreendedores, enquanto o Chile está na 15ª posição.

Convergência entre TV e Web

Outro assunto de destaque do último dia da conferência foi a convergência entre TV e Web, tema abordado pelo palestrante internacional François Daoust. As dificuldades de sincronização de conteúdo entre diferentes dispositivos e a latência foram apontadas pelo desenvolvedor francês como lacunas técnicas que ainda precisam ser trabalhadas.

“No mundo da TV e Web temos diferentes regras, necessidades, participantes e expectativas. Estamos fazendo com que fiquem mais próximos e isso só vai funcionar se as pessoas dialogarem, pois depende do apoio dos atores participantes dos dois universos. Enquanto essa união não acontecer de forma permanente, desenvolvedores e técnicos podem criar aplicativos para o mundo híbrido”, reforçou.

Daoust destacou ainda que as TVs estão numa corrida para melhorar a experiência e atender as necessidades dos usuários, buscando promover uma experiência imersiva. “O sucesso da convergência entre TV e Web depende do conteúdo e principalmente da experiência que vai proporcionar ao usuário”, reforçou.

Segurança em aplicações web

Uma das palestras de maior público na manhã desta sexta-feira (26) foi ministrada pela analista de segurança do CERT.br, Lucimara Desiderá, que falou sobre a motivação por trás dos incidentes de segurança em aplicações web, deu dicas para mitigar os riscos e compartilhou boas práticas para desenvolvedores e administradores.

Na opinião de Lucimara, a segurança não faz parte dos requisitos para administradores de sistemas, redes e profissionais web, que acabam sendo atacados. “Há um descrédito e uma ideia de que segurança é paranoia, de que não vai acontecer um ataque. A fraude de boleto, por exemplo, já atingiu bilhões de reais em ordem de grandeza”, afirmou.

Para reforçar a importância do tema, Lucimara trouxe exemplos de ataques que tomaram repercussão mundial, entre eles, a operação Ababil contra instituições financeiras dos Estados Unidos e o recente Shellshock, o vírus do momento. “Para quem acha que o trabalho de vasculhar a vulnerabilidade dos sítios é difícil, temos dados que mostram que é possível mapear e escanear todo o range de endereços IPv4 em apenas 4,5 minutos”, explicou Lucimara.

Pagamento pela web e mobile

As oportunidades e desafios da convergência entre os mundos Web e mobile foram tema do painel apresentado por Igor Taquehara, responsável pela área de Novos Negócios do UOL. Ele compartilhou a experiência do Pagseguro, um projeto que se propõe a intermediar a relação entre consumidores e lojistas.

“Ainda existe receio em relação à segurança. Podemos comparar com o Internet banking, em que poucas pessoas se sentiam confortáveis logo no início, mas hoje isso amadureceu. Com o pagamento mobile, está acontecendo algo semelhante. E a segurança aqui é fundamental”, declarou. Taquehara também lembra que o Pagseguro veio de uma startup chamada BrPay, que foi comprada pelo UOL. “Às vezes criamos um negócio como hobby, sem grandes expectativas, e o projeto toma proporções enormes, chama atenção de grandes empresas e acaba se transformando em líder de mercado”, comentou.

As fotos da Conferência Web.br podem ser visualizadas em: https://www.flickr.com/photos/nicbr/.

Fonte: NIC Brasil

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Secretário Prodanov e Presidente da Capes participam de encontro sobre pós-graduação na UCShttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/secretario-prodanov-e-presidente-da-capes-participam-de-encontro-sobre-pos-graduacao-na-ucs/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/secretario-prodanov-e-presidente-da-capes-participam-de-encontro-sobre-pos-graduacao-na-ucs/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:26:27 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23142 A pós-graduação nas universidades comunitárias e o papel das agências de fomento, especialmente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram os temas abordados durante a visita do Secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS, Cleber Prodanov e do presidente da Capes, Jorge Guimarães, à Universidade de Caxias do Sul […]

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A pós-graduação nas universidades comunitárias e o papel das agências de fomento, especialmente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram os temas abordados durante a visita do Secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS, Cleber Prodanov e do presidente da Capes, Jorge Guimarães, à Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Eles participaram de uma programação que se iniciou com uma recepção na Reitoria e terminou na cidade de Flores da Cunha, onde ele conheceu a Escola de Gastronomia da UCS e visitou uma vinícola que tem projetos em parceria com a Universidade.

Em sua saudação, o reitor Evaldo Kuiava reconheceu o apoio que a Capes e a Secretaria da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Scit) têm dado às universidades comunitárias, especialmente no que se refere aos diferentes programas de bolsas, via lançamento de editais públicos, que “contribuem para a qualificação dos nossos alunos e dos nossos cursos de graduação e pós-graduação”. Já o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, José Carlos Köche, elogiou as medidas da Capes e os acordos com a Secretaria voltados para as universidades comunitárias, “que nos permitem obter mais recursos públicos, na forma de bolsas e taxas, que têm um efeito multiplicador na nossa pós-graduação”.

A UCS mantém treze programas de pós-graduação stricto sensu, com catorze cursos de Mestrado e quatro de Doutorado. E, todos que já passaram pela avaliação trienal da Capes, têm conceitos 4 ou 5.

A falar sobre a trajetória da Capes desde a sua criação, o professor professor Jorge Guimarães, presidente do órgão desde fevereiro de 2004, pontuou as conquistas e avanços da pós-graduação no Brasil. “Em 1951, quando foi criada, o Brasil tinha cinco universidades, importava alimentos e recebíamos doação de leite em pó dos Estados Unidos. Em 1953,o Brasil mandou os três primeiros pesquisadores para universidades estrangeiras. Hoje temos 230 mil estudantes de pós-graduação no país; priorizamos a indução de novos cursos e áreas estratégicas para o país; criamos o ‘mestrado profissional'; fizemos a interação entre a pós-graduação e a educação básica; ampliamos o acesso das universidades ao Portal de Periódicos da Capes; criamos o Programa Ciência Sem Fronteiras; priorizamos a formação de professores e criamos o Programa de Bolsas de Iniciação à Docência; e estamos criando cursos de pós-graduação na modalidade a distância como forma de diminuir a disparidade regional na oferta de programas de pós-graduação”.

Após a fala do presidente, os coordenadores fizeram questionamentos sobre questões pontuais referentes às áreas de seus programas.

Fonte: SCTTI-RS

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Udesc oferece palestras e oficinas gratuitas sobre meio ambientehttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/udesc-oferece-palestras-e-oficinas-gratuitas-sobre-meio-ambiente/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/udesc-oferece-palestras-e-oficinas-gratuitas-sobre-meio-ambiente/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:24:31 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23140 A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) está com inscrições abertas para o 4º Ciclo de Oficinas e Palestras sobre Educação Ambiental e Qualidade de Vida. As atividades serão realizadas em 7 de outubro, no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), unidade na Udesc no Bairro Coqueiros, região continental de Florianópolis, […]

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A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) está com inscrições abertas para o 4º Ciclo de Oficinas e Palestras sobre Educação Ambiental e Qualidade de Vida. As atividades serão realizadas em 7 de outubro, no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), unidade na Udesc no Bairro Coqueiros, região continental de Florianópolis, como parte do Projeto de Ensino Meio Ambiente por Inteiro.

O projeto é ligado ao Laboratório de Pesquisa em Lazer e Atividade Física (Laplaf) e coordenado pela professora doutora Alcyane Marinho. Os temas do ciclo de palestras e oficinas incluem: ferramentas pedagógicas para práticas de educação ambiental, assessorias de corrida, acupuntura e jogos cooperativos. Os participantes terão direito a certificado, por palestra ou oficina.

As inscrições são gratuitas e abertas à comunidade. Para participar, basta preencher a ficha de inscrição on-line disponível no link abaixo.
Mais informações pelo e-mail projetomeioambienteporinteiro@gmail.com.

Fonte: Udesc

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Diretor geral da Fapesb fala sobre desafios e avanços da CT&I para baianoshttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/diretor-geral-da-fapesb-fala-sobre-desafios-e-avancos-da-cti-para-baianos/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/diretor-geral-da-fapesb-fala-sobre-desafios-e-avancos-da-cti-para-baianos/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:20:23 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23138 A Bahia, assim como o Brasil, vem apresentando, nos últimos anos, uma expansão das ações de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Contudo, a continuidade desse processo e a materialização de seus resultados de forma ampla e continuada impõem três grandes desafios que são interdependentes e determinantes para a efetividade da CT&I enquanto política pública: ampliação […]

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A Bahia, assim como o Brasil, vem apresentando, nos últimos anos, uma expansão das ações de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Contudo, a continuidade desse processo e a materialização de seus resultados de forma ampla e continuada impõem três grandes desafios que são interdependentes e determinantes para a efetividade da CT&I enquanto política pública: ampliação da base científica; melhoria da distribuição espacial desta mesma base e a incorporação da inovação à nossa estrutura produtiva. Paralelas a isto, outras demandas urgentes e convergentes se destacam como a revolução do sistema educacional e a internacionalização.

A Bahia tem uma relação de doutores por habitantes abaixo da média mundial e uma produção científica concentrada em torno de um conjunto estável de pesquisadores e em algumas áreas do conhecimento. Isso pode ser observado nas propostas submetidas aos editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Com o aumento no volume de recursos destinados ao fomento, alguns editais da Fapesb apresentam uma demanda bruta inferior ao valor destinado para aquele edital. Em que pesem novas condicionalidades colocadas para submissão de projetos e as exigências na formalização de qualquer processo que envolva a despesa pública – objeto de crítica de muitos pesquisadores –, resta evidenciada a necessidade em avançar na formação de mestres e doutores para garantir saltos na produção científica e tornar a inovação o elemento central nas estratégias de investimento de nossas empresas.

A urgência em ampliar a base científica, especialmente a formação de pesquisadores, muito mais do que corrigir um erro histórico decorrente do desenvolvimento tardio da pós-graduação em nosso estado, decorre do reconhecimento de que a ciência incorporou-se ao sistema produtivo. As regiões que estiveram na vanguarda da extraordinária onda de inovação são aquelas que assumiram o protagonismo do desenvolvimento científico. Do início dos anos 70 até o final dos anos 90 do século passado, a formação de massa crítica na Bahia foi protagonizada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em um processo concentrado espacialmente e que não abrangia as mais variadas frentes de conhecimento. Para se ter uma ideia, a área de engenharia, que tem um grande potencial de inovação, teve a primeira tese defendida na Bahia somente no ano de 2009.

Ao longo de muitas décadas, a Bahia foi preterida em relação a outros estados na oferta de ensino superior público federal. Diante da omissão do governo federal na criação de novas universidades, coube ao governo estadual atender à demanda insatisfeita por serviços de ensino superior público criando quatro universidades. Contudo, as universidades estaduais priorizaram a oferta de cursos de graduação. Somente um quarto de século depois de criadas é que houve um esforço em avançar na formação de pesquisadores. Este cenário começou a mudar no fim dos anos 1990 com a criação dos primeiros programas de pós-graduação nas estaduais baianas e se intensificou ao longo dos últimos anos. Paralelamente à expansão da pós-graduação nas universidades estaduais, ocorreu a expansão na quantidade de programas da UFBA, a criação das universidades federais do Recôncavo e do Vale do São Francisco, a criação de novos campi da UFBA em Vitória da Conquista e em Barreiras, além de algumas iniciativas, isoladas, de formação científica em instituições privadas. Este sistema tende a ser reforçado nos próximos anos com o início do funcionamento das universidades federais do Sul da Bahia e do Oeste da Bahia.

Os avanços na formação científica nos últimos anos são consideráveis. Em 2005, a Bahia contava com 52 cursos de mestrado e 21 de doutorado. O quadro atual é bem diferente, são 166 cursos de mestrado e 72 de doutorado, mais do que triplicando a oferta desses cursos em menos de dez anos. O que é salutar nessa expansão é que ela se deu de forma a desconcentrar espacialmente a base. O interior do estado, que tinha apenas um programa de pós-graduação 15 anos atrás, já responde hoje por 40% dos cursos de mestrado e 20% pela oferta de cursos de doutorado. Nesse processo de melhoria da distribuição espacial da base científica, cabe destacar o protagonismo das universidades estaduais, que passaram de um curso de mestrado para 63 cursos em 15 anos e de nenhum doutorado para 13 cursos no mesmo período.

Alinhado com a necessidade de expandir a formação científica, o governo do estado, através da Fapesb, tem atuado firmemente no apoio aos programas de pós-graduação da Bahia. Todos os programas do estado contam com cotas de bolsas de mestrado, doutorado e iniciação científica – cotas essas que têm sido ampliadas anualmente –, além do apoio financeiro através de editais específicos voltados para infraestrutura laboratorial, suporte ao desenvolvimento e manutenção dos programas, atração de pesquisadores, entre outras iniciativas. No final de 2012, a Fapesb assinou um acordo de cooperação com a Capes, no valor de R$ 29 milhões, com o objetivo de fortalecer essas ações.

Last but not least, o desafio da inovação na Bahia reproduz o esforço nacional. Incorporar a inovação à estrutura produtiva está na agenda das entidades empresariais e das políticas públicas e se traduz como diferencial de competitividade, constituindo-se como elemento central das estratégias de desenvolvimento de países e regiões. Na Bahia, temos uma estrutura produtiva alicerçada em grandes empresas e muitas delas não têm no estado seus centros de P&D. A não geração de novas tecnologias em solo baiano por essas grandes empresas dificulta a difusão do conhecimento tecnológico e compromete a inovação na pequena empresa. Além disso, a aversão ao risco, a reprodução de padrões de comportamento enraizados na cultura empresarial, as dificuldades na cooperação universidade-empresa, o marco regulatório inadequado e a pouca experiência na gestão de empreendimentos baseados na introdução de novas tecnologias dificultam os saltos tão desejados nesta área. Embora os entraves à inovação demandem um tempo maior para sua superação, uma vez que não se rompe com padrões de comportamento de uma hora para outra, a trajetória é crescente e aponta para um cenário mais favorável no futuro.

Com a Lei de Inovação da Bahia, em 2008, os primeiros editais de subvenção econômica da Fapesb apresentavam uma demanda qualificada muito inferior ao volume de recursos disponibilizados, em torno de 35%. A Fapesb, empenhada em uma campanha de sensibilização em parceria com o Senai, Sebrae, IEL, Desembahia, SICM e SECTI, conseguiu ampliar tanto a quantidade quanto a qualidade das propostas submetidas, em torno de 70%. Além dos editais em parceria com a Finep, a Fapesb lança, anualmente, vários editais de apoio à empresa. Merece destaque o edital de cooperação ICT-Empresa (2013), que, pela primeira vez, teve uma demanda qualificada duas vezes maior que o volume de recursos aportados no edital. Apesar dos percalços, nos últimos sete anos, a Fapesb apoiou 142 projetos inovadores de empresas baianas, com um investimento em torno de R$ 70 milhões.

Os editais da Fapesb, somados às ações da Fieb – especialmente quanto à interiorização –, o Parque Tecnológico, o Inovatec, as incubadoras de empreendimentos, a Aceleradora do Senai Cimatec e o empenho da SICM – em condicionar investimentos em P&D na sua política de atração de empresas – nos tornam mais confiantes em nosso potencial para traduzir o desenvolvimento científico e tecnológico em progresso material e melhoria das condições de vida para a população baiana. Nos tempos em que a inovação decorre essencialmente do conhecimento científico, é fundamental ampliar a percepção da sociedade sobre a importância da ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante do nosso desenvolvimento.

Fonte: FAPESB

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Energia solar no Brasil passa pela prova de fogohttp://www.consecti.org.br/destaques/energia-solar-brasil-passa-pela-prova-de-fogo/ http://www.consecti.org.br/destaques/energia-solar-brasil-passa-pela-prova-de-fogo/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:14:37 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23133 Às margens da BR-101, numa área de 100 mil metros quadrados que já foi usada para armazenar resíduos de carvão, está a maior usina solar do Brasil. Ela foi desenvolvida pela geradora de energia Tractebel, em parceria com outras 12 empresas, na cidade de Tubarão (SC) e tem uma capacidade instalada de 3 MW – […]

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Às margens da BR-101, numa área de 100 mil metros quadrados que já foi usada para armazenar resíduos de carvão, está a maior usina solar do Brasil. Ela foi desenvolvida pela geradora de energia Tractebel, em parceria com outras 12 empresas, na cidade de Tubarão (SC) e tem uma capacidade instalada de 3 MW – o suficiente para abastecer 2,5 mil residências.

Essa usina entrou em operação em agosto e dá duas mensagens sobre o mercado de energia solar no País: se essa é a maior, significa que o Brasil ainda está engatinhando.

A capacidade do maior complexo do mundo, localizado na Califórnia (EUA), é 100 vezes superior à da usina de Tubarão. Mas, embora ainda seja um projeto pequeno, é sinal de que algo começou a mudar.

O que mais tem se ouvido dizer no setor nos últimos meses é que “chegou a hora” da energia solar no Brasil. A frase é repetida por investidores, fabricantes de equipamentos, geradoras de energia, e foi dita mais uma vez na semana passada pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

A crise que reduziu investimentos na Europa e nos EUA nos últimos anos e os preços recordes da energia no País contribuíram para esse clima de “agora vai” e fizeram com que grandes empresas, de fora e daqui, começassem a olhar esse mercado com outros olhos.

A gigante chinesa Yingli Green Energy, maior fabricante de painéis fotovoltaicos do mundo, começou a sondar o mercado brasileiro em 2012 e abriu um escritório em São Paulo no ano passado.

A WEG, de Jaraguá do Sul, criou um centro de pesquisas na Alemanha em 2013 para estudar tecnologias voltadas para a energia solar e também já fornece produtos para usinas desse tipo no Brasil: a da Tractebel é uma delas.

A fabricante brasileira também atuou no lançamento da usina de Fernando de Noronha, inaugurada em julho pela Neoenergia, com capacidade para abastecer 4% do consumo da ilha. Um mês antes, a Eletrosul, em Florianópolis, começou a gerar energia fotovoltaica, com placas instaladas na cobertura do estacionamento e da sede da empresa.

Em agosto do ano que vem, deve entrar em operação no semiárido baiano uma usina solar da brasileira Renova que vai desbancar a de Tubarão como a maior do País. O projeto terá capacidade de 4,8 MW.

“Essa movimentação toda é inédita, mas o que vai definir se a energia solar vai deslanchar mesmo ou não são os sinais que o governo brasileiro dará aos investidores que querem desenvolver essa fonte no País”, diz Umberto Gobbato, diretor superintendente da WEG Automação.

Um leilão em que o governo vai comprar exclusivamente energia solar está marcado para o dia 31 de outubro. Será o primeiro do tipo no Brasil e terá papel fundamental para que as empresas do setor definam seus investimentos daqui para frente.

No ano passado, o governo chegou a realizar um leilão para várias fontes renováveis de energia, que incluía projetos solares – só que na disputa com outras modalidades, como a eólica e as pequenas centrais hidrelétricas, a solar perdeu no preço e nenhum megawatt foi contratado. Em junho deste ano, por exemplo, as usinas eólicas conseguiram vender energia a um preço médio de R$ 130.

Aposta

No setor, estima-se que, para serem viáveis, os projetos de energia solar devem vender o megawatt-hora por pelo menos R$ 250. O preço-teto deve ser divulgado a partir desta semana.

“Estamos dispostos a pagar mais caro para desenvolver uma massa crítica em termos de indústria e fornecedores. Assim, à medida que o preço cai, teremos uma estrutura montada”, diz Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), braço de planejamento do Ministério de Minas e Energia (MME).

Neste ano, pela primeira vez, o Plano Decenal de Expansão de Energia, que está em consulta pública, incluiu a energia solar na matriz energética brasileira. A previsão é de que até 2023, a capacidade instalada da energia solar no Brasil saia do zero para 3,5 mil MW, de um total de 195 mil MW.

Na Alemanha, país que virou referência na geração de energia renovável, a capacidade já supera, hoje, os 25 mil MW.

Fonte: Exame

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No Pará, startups buscam investidoreshttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/para-startups-buscam-investidores/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/para-startups-buscam-investidores/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:04:49 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23131 Empresas paraenses que se preparam para lançar seus primeiros produtos no mercado estão em busca de investidores. Os negócios, das áreas de automação residencial, energia e educação, procuram aportes de R$ 200 mil a R$ 500 mil, para a divulgação de serviços, expansão e início da produção industrial. Para Christian de Castro, consultor de empresas […]

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Empresas paraenses que se preparam para lançar seus primeiros produtos no mercado estão em busca de investidores. Os negócios, das áreas de automação residencial, energia e educação, procuram aportes de R$ 200 mil a R$ 500 mil, para a divulgação de serviços, expansão e início da produção industrial.

Para Christian de Castro, consultor de empresas da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap), empreendedores interessados em captar recursos devem deixar claro para os investidores como eles irão ganhar dinheiro com o projeto da companhia. “A organização é avaliada pelos meios que ela tem de gerar caixa nos próximos anos, depois do aporte”, diz o especialista, durante o XXIV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, encerrado na semana passada, em Belém (PA). “Fatores como o tamanho dos concorrentes no setor de atuação, competência técnica e a disponibilidade do empreendedor para se dedicar à evolução da firma são importantes para a tomada de decisão sobre investimentos.”

A Syanz-Tecnologias de Automação, de soluções residenciais, quer atrair capital de até R$ 400 mil. “A verba será usada para o início da fabricação do nosso primeiro produto”, diz o diretor comercial Humberto Leão, engenheiro de computação e mestrando em energia elétrica.

O carro-chefe da empresa paraense é um sistema de gerenciamento de iluminação, que pode ser acessado por controle remoto ou aplicativos de celular. “O projeto já está pronto para entrar em produção e tem pedido de patente depositado.” Nos próximos dois anos, a companhia pretende lançar também módulos para a climatização de ambientes e de eficiência energética.

A ideia de Leão ao receber um aporte é iniciar a venda na Grande Belém, no modelo B2B (business to business), para instaladores, hotéis e shopping centers. Já houve um contato para encomendas, de uma construtora da cidade. Depois da capital, o plano de expansão inclui o Estado do Pará e as regiões Norte e Nordeste, antes de chegar ao Sudeste. “Testamos o produto em um motel, com um resultado de 15% de economia na conta de luz.”

Segundo o empresário, o setor em que atua tem oito grandes concorrentes nacionais, como a NeoControl e a Control4, mas o crescimento estimado do mercado, em Belém, de 3,4% ao ano, o estimula a iniciar a produção. “Há clientes na cidade. Falta apenas começar a fabricar.”

Na Muiraquitã, de soluções para as áreas de meio ambiente, energia e resíduos, a necessidade de verba é de R$ 500 mil. “O investimento é para construir um showroom e demonstrar produtos”. Uma das ofertas é um equipamento que usa como matéria-prima um tipo de biomassa seca para produzir energia por meio da gaseificação, explica Rafael Muniz, sócio-fundador e diretor técnico da companhia com sede em Belém. O plano de trabalho da empresa é atender comunidades isoladas, fazendas e agroindústrias familiares.

“No Pará, há mais de 250 mil famílias sem acesso a eletricidade. A maioria usa óleo diesel para gerar força”, afirma Muniz. A invenção da Muiraquitã pode ser alimentada com caroços de açaí, cascas de arroz ou palha de milho. A tecnologia já é conhecida no mercado de energia, mas o diferencial da máquina desenvolvida pela empresa, segundo Muniz, é a capacidade de receber resíduos com até 85% de unidade, sem prejudicar o processo de geração.

“Uma tonelada de resíduo de biomassa pode gerar 500 KWh, quantidade necessária para abastecer duas mil casas ao ano”, diz. Para se ter uma ideia, um gerador com capacidade para 1 KWh, capaz de levar força para uma pequena vila, apresenta preço de produção de R$ 10 mil.

Na Mundo Digital Interativo (MDI), de sistemas de apoio ao aprendizado, o público-alvo são alunos que precisam de reforço em matérias como matemática, física e química. A empresa desenvolveu mais de 100 exercícios e simuladores on-line de fórmulas das disciplinas.

“O serviço custa, em media, R$ 19 ao mês, no modelo de assinatura”, diz o sócio Manoel José Sena. O objetivo é faturar até R$ 1 milhão ao ano, depois do lançamento do sistema. Para isso, o empresário busca um aporte de R$ 200 mil para investir em divulgação e marketing.

Parte do setor é ocupado por grandes atores, como a Descomplica, de video aulas, e a Pearson Education, de laboratórios virtuais. “Mas não estamos oferecendo os mesmos produtos, mas uma série de novos simuladores em um ambiente on-line”, diz o empresário, que mira um mercado de 52 milhões de estudantes do ensino básico. Sena já apresentou a companhia para investidores estrangeiros, mas preferiu esperar novas propostas.

“Nem sempre é o investidor que escolhe as empresas”, diz Christian de Castro, da Abvcap. “Eles também são escolhidos pelos empresários, de acordo com os planos que os sócios têm para as companhias.” Além de preparar o negócio a ser investido, com a regularização de normas trabalhistas, tributárias e ambientais, os empreendedores correm contra o tempo para receber investimentos que, muitas vezes podem definir o rumo do negócio.

Segundo Rodrigo Menezes, sócio da Derraik & Menezes Advogados e coordenador do comitê de empreendedorismo, inovação, capital semente e venture capital da Abvcap, o período médio que uma empresa leva para receber um aporte de um investidor, depois da assinatura de um contato de intenções (“term sheet”), é de dois e a três meses. Menezes assessora mais de 20 fundos de investimento que reúne cerca de 60 empreendedores.

O especialista chama a atenção para a importância de registrar as tecnologias desenvolvidas pelos empresários. “É como comprar um imóvel e não ter um registro dele”, compara. “É preciso lembrar que investidores não abrem mão de segurança e se preocupam se o produto desenvolvido foi patenteado.”

Segundo o advogado, ainda falta informação, entre as companhias, de o que fazer para entrar no grupo de negócios investidos no Brasil. No dia 23 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ), a Abvcap e a Apex-Brasil realizam o workshop “Seu negócio é atrativo ao investidor de venture capital?”. A ideia é mostrar como preparar uma empresa para ser investida, a relação com investidores antes, durante e depois da injeção de recursos e a elaboração de um plano de negócios.

Fonte: Valor

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Parque de ciência e tecnologia terá incubadora de empresas em 2015http://www.consecti.org.br/destaques/parque-de-ciencia-e-tecnologia-tera-incubadora-de-empresas-em-2015/ http://www.consecti.org.br/destaques/parque-de-ciencia-e-tecnologia-tera-incubadora-de-empresas-em-2015/#comments Mon, 29 Sep 2014 17:03:27 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23128 Resultado de um investimento de R$ 80 milhões, o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), inaugurado em 2010, em Belém (PA), vai ganhar sua primeira incubadora de empresas em 2015. Com um investimento de quase R$ 10 milhões, o local já começa com dez empreendimentos que estavam “incubados” na Universidade Federal do Pará […]

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Resultado de um investimento de R$ 80 milhões, o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), inaugurado em 2010, em Belém (PA), vai ganhar sua primeira incubadora de empresas em 2015. Com um investimento de quase R$ 10 milhões, o local já começa com dez empreendimentos que estavam “incubados” na Universidade Federal do Pará (UFPA). Vinte vagas para novos negócios serão abertas durante o ano.

Nos próximos meses, o complexo paraense inaugura ainda um prédio de seis mil metros quadrados de área, batizado de Espaço Inovação, com locação de salas para negócios pós-incubação. O investimento no local é de R$ 14 milhões e abre as portas com 30 companhias instaladas.

Ao lado do prédio, um conjunto de 45 lotes será oficialmente lançado no final do ano, para receber institutos de pesquisa e empresas âncoras. O Instituto Tecnológico Vale (ITV), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro de Excelência em Eficiência Energética na Amazônia (Ceamazon), financiado pela Eletrobras, já têm espaços reservados.

“Estamos negociando a presença de uma grande companhia de cosméticos e biotecnologia”, afirma, sem revelar nomes, Antônio Jorge Abelém, diretor-presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia Guamá, que gerencia o parque, durante o XXIV Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado na semana passada, em Belém.

O PCT Guamá é resultado de um investimento de R$ 80 milhões e funciona no bairro de mesmo nome. Foi criado a partir de um convênio entre a UFPA, que cedeu o terreno de 72 hectares, a Secretaria de Estado, Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). O complexo é o primeiro em operação no Pará e o único da região Norte. Nos próximos dois anos, devem ser criadas estruturas semelhantes em Marabá e Santarém.

“Do total do espaço do parque, 30% é de área construída e o restante é zona de preservação ambiental”, diz Abelém. A maioria das empresas da nova incubadora atua nos setores de tecnologia mineral (apoio na exploração de minério), biotecnologia, energia, tecnologia ambiental e da informação (TI).

Segundo Carlos Eduardo Bizzotto, coordenador de projetos da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e há 20 anos no ramo de incubadoras, o conceito de incubação de empresas precisa ser revisto no Brasil. “As incubadoras devem deixar de ser receptoras de startups e agir como buscadoras ativas de negócios com potencial”, diz. “O gestor pode esquecer o conceito de ‘garagem’, que rondava as inovações, e entender melhor os produtos que as incubadas podem oferecer ao mercado.”

Um dos empreendimentos da nova incubadora do parque de Belém é a Amazon Dreams, vencedora do Prêmio Finep de Inovação em 2012, na categoria micro e pequena empresa. Criada por pesquisadores da UFPA em 2002, desenvolveu uma tecnologia capaz de extrair compostos ricos em antioxidantes de frutas e folhas da floresta amazônica, com alto nível de pureza.

A Amazon Dreams é uma das 50 companhias do país e a primeira da região Norte contemplada pelo Fundo Criatec de Capital Semente, iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para investimentos de capital de risco. O fundo conta com R$ 100 milhões, com a possibilidade de investir entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões em um único projeto, e levar as marcas ao mercado de capitais.

“Recebemos um aporte de R$ 1,5 milhão”, diz o CEO da Amazon Dreams, Afonso Romão Jr. Depois de dez anos de pesquisa, a empresa de oito funcionários deve faturar, pela primeira vez, em 2015. A estimativa é chegar a R$ 1 milhão, graças a um contrato de venda e possível cessão de cotas societárias para uma companhia catarinense do ramo de cosméticos, com nome ainda em sigilo.

“Vamos entregar extrato de açaí em pó, com uma pureza de 70%”. Segundo Romão, o controle de pureza oferecido pelo mercado é, em média, de 20%. A fruta vem da região das ilhas paraenses (Igarapé-Miri e Abaetetuba) e do Baixo Tocantins. A meta é chegar a R$ 4 milhões de faturamento, em 2017.

No setor de lotes empresariais do PCT Guamá, a expectativa é receber a Parafarma, iniciativa do poder público, setor produtivo e academia, para a fabricação de medicamentos fitoterápicos destinados ao SUS. “A criação da empresa aguarda aprovação da Assembleia Legislativa do Pará”, diz Abelém. O investimento previsto é de R$ 50 milhões.

De acordo com Francilene Procópio, presidente da Anprotec, diretora da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba e secretária de CT&I do Estado da Paraíba, além do Norte, outras áreas, como o Centro-Oeste, precisa receber ambientes inovadores. “A região, com polos importantes de produção de carne e grãos, não tem nenhum parque”, diz.

O investimento inicial na criação de um parque tecnológico é de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões, segundo Francilene. No próximo mês deve ser inaugurado um complexo em Sergipe, com foco em biotecnologia, software, petróleo e gás. Há 52 iniciativas em fase de projeto ou implantação no Brasil. “É preciso atrair mais investidores privados e diminuir o prazo entre a criação e a operação das unidades.”

Fonte: Valor Econômico

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Biomedicina abre espaço para novos negócioshttp://www.consecti.org.br/destaques/biomedicina-abre-espaco-para-novos-negocios/ http://www.consecti.org.br/destaques/biomedicina-abre-espaco-para-novos-negocios/#comments Mon, 29 Sep 2014 16:57:34 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23125 Transformar novidades em aplicações rentáveis é vital para qualquer empresa. Cada vez mais, porém, pesquisas voltadas para a inovação têm gerado oportunidade de negócios para os seus próprios desenvolvedores. Um bom exemplo dessa tendência é o setor de biomedicina. Para o professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp Gustavo Paim Valença, essa é a […]

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Transformar novidades em aplicações rentáveis é vital para qualquer empresa. Cada vez mais, porém, pesquisas voltadas para a inovação têm gerado oportunidade de negócios para os seus próprios desenvolvedores.

Um bom exemplo dessa tendência é o setor de biomedicina. Para o professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp Gustavo Paim Valença, essa é a área que inova de forma mais rápida na indústria química.

Na definição de Gertrudes Corção, coordenadora do curso de biomedicina na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), nela “estão os projetos para desenvolvimento de medicamentos, metodologias de diagnóstico e tecnologias para a saúde”.

Por abranger vários segmentos, o mercado demanda profissionais de química, física e farmácia, entre outros.

No trabalho, o estudante tem vários caminhos. Os mais comuns são fazer pesquisas na própria faculdade ou dentro de grandes empresas.

Doutoranda em farmácia pela Unicamp, Aleksandra Silva, 32, resolveu fazer um pouco dos dois e acabou criando uma terceira opção.

“Comecei a ver uma linha de pesquisa interessante, que poderia ser voltada para os pacientes e para o mercado ao mesmo tempo.”

Com um colega de pós-graduação, Aleksandra fundou a start-up (empresa iniciante de tecnologia) ANS Pharma, onde criou um produto voltado para a cicatrização da pele de pessoas com diabetes.

A farmacêutica afirma que as empresas do exterior não ficam alheias ao que acontece dentro dos pequenos empreendimentos. “Agora lidamos com investidores, temos uma parceria com uma multinacional interessada nos nossos produtos, mas ainda não temos acordo de compra”, conta.

A empresa de Aleksandra já tem negócios com companhias na China e na Bélgica.

De acordo com Valença, a área biomédica oferece grande espaço para negócios.

“As empresas não precisam produzir em grandes volumes, e a margem de lucro é maior. Se tiverem inovação, as empresas pequenas podem sobreviver”, afirma o professor da Unicamp.

Para Gertrudes, outra vantagem de estudantes e jovens profissionais criarem suas próprias empresas de inovação está em propiciar uma “visão mais aplicada da atividade de pesquisa”, aumentando o interesse pela área.

SEU OBJETIVO É…
Desenvolver novos medicamentos; inovar em processos e máquinas voltados para a área médica

GRADUAÇÕES RELACIONADAS
– Biomedicina
– Farmácia
– Física médica
– Química
– Engenharia química
– Engenharia genética

Fonte: Folha de São Paulo

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Engenharia ‘do futuro’ une tecnologia ao designhttp://www.consecti.org.br/destaques/engenharia-futuro-une-tecnologia-ao-design/ http://www.consecti.org.br/destaques/engenharia-futuro-une-tecnologia-ao-design/#comments Mon, 29 Sep 2014 14:29:05 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23122 A cada dia, surge uma área na engenharia que exige muito mais do que técnica. É o caso da área de desenvolvimento de produto, que, de tão dinâmica, já é considerada a “engenharia do futuro”. Prova de que a atuação tem ganhado espaço é o fato de o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) planejar incluir […]

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A cada dia, surge uma área na engenharia que exige muito mais do que técnica. É o caso da área de desenvolvimento de produto, que, de tão dinâmica, já é considerada a “engenharia do futuro”.

Prova de que a atuação tem ganhado espaço é o fato de o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) planejar incluir esse conteúdo em seus cursos de graduação até 2016. Outras universidades também estão de olho no setor.

“Os ciclos de produto estão cada vez mais curtos, as empresas precisam ter um desenvolvimento rápido, com qualidade e produtividade. O engenheiro de desenvolvimento de produto cuida disso”, diz Dario Alliprandini, professor de engenharia de produção da FEI.

Segundo Paulo Kaminski, do departamento de engenharia mecânica da Poli-USP, a demanda se estende para o setor de serviços.

Bancos e seguradoras, afirma, têm procurado mais engenheiros para desenvolver novas soluções financeiras. “É uma área muito abrangente”, comenta.

O setor é diversificado tanto na atuação dos profissionais quanto no que exige de conhecimentos. “Tem que saber sobre design, sobre marketing, sobre logística, sobre ecodesign”, diz Alliprandini.

Kaminski afirma que há ganhos quando se unem esses conhecimentos à técnica da engenharia. “Tem hora que só o design não é suficiente para alcançar o resultado”, exemplifica.

INTERCÂMBIO

O professor da FEI explica que o desenvolvimento de produto é uma área quente no exterior, porque está integrado à questão da inovação.

“Muitas das grandes empresas estrangeiras buscam a produtividade a partir da inovação, buscam sempre produzir coisas novas”, diz.

oisés Christofoletti, 24, é um bom exemplo disso. Como estagiário da Bosch, o aluno de engenharia mecânica foi convidado para trabalhar por seis meses em Immenstadt, na Alemanha.

“Aprendi novas metodologias e ferramentas e recebi maior ‘know-how’ sobre produtos”, conta Christofoletti.

O estudante do último semestre do curso na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), no interior paulista, foi efetivado na empresa após a viagem.

Como não existe uma graduação específica nessa área -indicada para formados em diferentes engenharias-, os professores sugerem que o aluno interessado busque estágios e faça cursos de aperfeiçoamento durante a faculdade e depois dela.

“É preciso estar sempre atento aos assuntos técnicos novos”, orienta Alliprandini.

SEU OBJETIVO É…
Projetar tecnologia e design de um produto ou serviço; pensar a cadeia logística e de usabilidade do produto

GRADUAÇÕES RELACIONADAS
– Engenharias em geral, com ênfase nas áreas de eletrônica, mecânica, aeronáutica e de produção

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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Alerj presta homenagem à FAPERJ e a seu presidentehttp://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/alerj-presta-homenagem-faperj-e-seu-presidente/ http://www.consecti.org.br/giro-nos-estados/alerj-presta-homenagem-faperj-e-seu-presidente/#comments Fri, 26 Sep 2014 17:08:14 +0000 http://www.consecti.org.br/?p=23115 Segundo a sabedoria popular, muitas vezes, o sucesso decorre não apenas da competência, esforço e criatividade, mas também de um pouco de sorte. É o que se chama de “estar no lugar certo e na hora certa”. Na noite desta terça-feira, 23 de setembro, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de […]

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Segundo a sabedoria popular, muitas vezes, o sucesso decorre não apenas da competência, esforço e criatividade, mas também de um pouco de sorte. É o que se chama de “estar no lugar certo e na hora certa”. Na noite desta terça-feira, 23 de setembro, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em que foi feita a entrega de medalhas Tiradentes – maior honraria concedida pelo parlamento estadual a uma personalidade pública ou instituição – à FAPERJ e a seu presidente, Ruy Garcia Marques, pela contribuição de cada um para o desenvolvimento da pesquisa e do setor de ciência e tecnologia no estado do Rio de Janeiro, o ditado popular esteve presente no discurso de Ruy Marques. A medalha à FAPERJ foi proposta pelo deputado Gustavo Tutuca, enquanto a medalha outorgada a Ruy Marques já havia sido proposta pela ex-deputada Aparecida Gama, e aprovada por resolução da Alerj de março de 2010, mas ainda não havia sido entregue ao homenageado.

Em sua fala, o presidente da FAPERJ lembrou que há pouco mais de sete anos, quando assumiu a presidência da instituição, desejava contribuir pelo desenvolvimento da pesquisa científica no estado, mas jamais imaginaria o que viria meses depois. “Quando, no dia 15 de junho de 2007, pela primeira vez na história, o ex-governador Sérgio Cabral fez cumprir a legislação do estado ao repassar 2% da sua arrecadação tributária à área de C&T, isso permitiu uma elevação sem precedentes no nosso orçamento”, lembrou Marques. “Assim, desde 2007, todos os pagamentos contemplados nos mais de 250 editais lançados pela FAPERJ estão rigorosamente em dia, o que tem levado a uma verdadeira revolução em todas as instituições de ensino e pesquisa fluminenses. Até dezembro, chegaremos a mais de R$ 2,5 bilhões aplicados no fomento à C, T&I no estado. Ninguém, em sã consciência, poderia sequer imaginar que isso aconteceria”, complementou.

Ruy Marques contou ainda sobre sua história de vida, desde a infância em sua Bom Jesus de Itabapoana natal, passando pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), até ocupar o cargo máximo da Fundação, destacando a importância da família em sua vida. Chegou a emocionar-se ao falar de seu falecido pai, Sebastião Pimentel Marques, e da luta de sua mãe, Leda Garcia Marques – presente ao evento – que aos 28 anos se viu sozinha para cuidar dele e de mais três irmãos. “Tamanha era a admiração que papai nutria pela medicina que deu a mim e a meus dois irmãos homens nomes de médicos. A mim, particularmente, deu o nome de seu irmão médico e meu padrinho, Ruy, que certamente foi um dos grandes responsáveis para eu me direcionar para a medicina e para a cirurgia”, contou.

A entrega da medalha ficou a cargo do ex-secretário estadual de C&T, Gustavo Tutuca, que dirigiu a mesa de abertura da cerimônia, que contou ainda com a exibição de um vídeo institucional sobre os projetos apoiados pela Fundação. Tutuca falou sobre como os investimentos em segurança pública pelo governo estadual contribuíram para o crescimento econômico fluminense nos últimos anos. “Graças a investimentos nessa área, atraímos de volta investimentos em infraestrutura. Dos mais de 20 centros de pesquisa que vieram para o País, 18 deles se instalaram ou estão se instalando no Rio de Janeiro. A consequência disso é que, atualmente, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado cresce o dobro que a média do País”, afirmou.

O presidente da Academia Brasileira de Ciência (ABC), Jacob Palis, falou da honra em compartilhar com a FAPERJ sua nova sede. No prédio histórico de sete andares na Rua da Alfândega, no Centro do Rio, a academia ocupará três deles. “Nós, da ABC, nos sentimos muito honrados em dividir o novo espaço com a Fundação. Nos últimos anos, a FAPERJ promoveu a C&T não apenas pelo incentivo à pesquisa no estado, mas também pela criação de parques tecnológicos nas instituições de ensino superior. Nós, cientistas, estamos felizes com a FAPERJ e com a grandeza de todos os procedimentos liderados por Ruy Marques nesse processo”, finalizou.

Por último, o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Vieiralves – que na ocasião representou os reitores de todas as universidades fluminenses – destacou a competência do colega e professor da universidade. “Como filho da casa, Ruy Marques muito orgulha o nome da Uerj e da FAPERJ. Ele representa um dos grandes intelectuais e gestores formados por nossa instituição”, salientou Vieiralves. Ele ainda elogiou o aumento dos recursos destinados à sua instituição e defendeu um avanço ainda maior. “Nos últimos anos, o governador Cabral duplicou o orçamento anual da Uerj, que ainda enfrenta sérios problemas, agora bem menores do que em anos anteriores. Mas é preciso continuar. É preciso que não haja ruptura nesse processo, e para isso, precisamos crescer ainda mais. Tenho certeza de que a área de C&T será a responsável pelo crescimento sustentável no estado do Rio de Janeiro”, acrescentou.

Por último, A mesa de abertura do evento contou ainda com a presença do secretário estadual de C&T, Alexandre Vieira (Tande Vieira); do subsecretário estadual de C&T, Augusto da Cunha Raupp; e do presidente do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro (CEE/RJ). Roberto Boclin. Também prestigiaram o evento a presidente do Conselho Superior da FAPERJ, Eliete Bouskela, assim como diretores, assessores e funcionários da instituição; o presidente da Câmara de Vereadores de Bom Jesus do Itabapoana, Luciano Nunes; o presidente da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj /Consórcio Cederj), Carlos Bielschowski; a presidente da Fundação Estadual Apoio ao Ensino Técnico (Faetec), Maria Cristina Lacerda; o reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Luiz Pedro San Gil Jutuca; o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Silvério de Paiva Freitas; o reitor do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo), Alex Sirqueira; o reitor do Centro Universitário Di Biase, Geraldo di Biase; o diretor de Metrologia Aplicada às Ciências da Vida do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) Wanderley de Souza, além de vice-reitores, diretores de unidades da Uerj, autoridades e membros da comunidade científica fluminense. A Academia Nacional de Medicina (ANM), da qual Ruy Marques também é membro titular, esteve representada por seu vice-presidente, Francisco Sampaio professor titular da Uerj e pesquisador 1A do CNPq, e por muitos de seus membros.

Fonte: FAPERJ

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