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Otimismo marca expectativas para a 4ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia

Às vésperas da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que começa nesta quarta-feira, dia 26, atores da comunidade científica demonstram otimismo

O objetivo do evento é ambicioso: traçar propostas para uma política de Estado para ciência e tecnologia, com vistas ao desenvolvimento sustentável, num horizonte de dez anos. O desafio é grande: buscar consenso em torno de ações para vencer gargalos que ainda impedem o amplo desenvolvimento tecnológico do país. O otimismo, porém, responde a um contexto favorável, com crescimento de investimentos e institucionalização de um sistema nacional.

O contexto favorável se assenta num diagnóstico capaz de atingir algum consenso entre a maioria dos analistas: em cerca de 50 anos, o sistema nacional de ciência e tecnologia foi capaz de construir competências, desenvolver massa crítica e estabelecer certo grau de institucionalidade. Para completar, a última década experimentou aumento crescente nos investimentos públicos na área.

Por isso, para Marco Antonio Raupp, presidente da SBPC, a 4ª CNCTI é uma oportunidade, numa “época muito boa em termos de investimentos” e com importantes questões a serem equacionadas. “As conferências contribuem sempre para aprimorar a política científica”, analisa.

Em entrevista ao JC, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, também destaca a importância de os debates ocorrerem num contexto favorável, “em que temos um processo de desenvolvimento da ciência brasileira, incluindo suas consequências tecnológicas e aplicações [práticas]”.

Por outro lado, “as importantes questões a serem equacionadas” lembradas por Raupp surgem como gargalos para que o ambiente científico e tecnológico vá além do estágio atual. Entre os problemas, Raupp destaca o marco regulatório, cuja tradução maior atualmente é a falta de solução para as objeções colocadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao repasse de verbas públicas federais para as fundações de apoio à pesquisa.

Além da burocracia legal, os entraves incluem infraestrutura precária, dificuldades para a recomposição de mão de obra nas instituições públicas, desigualdades regionais (e a necessidade de investir em tecnologia na Região Amazônica), dificuldade em aumentar os investimentos privados em inovação e a baixa qualidade do ensino básico oferecido à maioria da população.

Ações
Por outro lado, se há certo consenso em relação ao diagnóstico sobre a evolução da ciência brasileira e sobre as amarras a segurá-la, buscar entendimento em torno de propostas para resolver os problemas será um desafio para a conferência nacional. “Já existem propostas. Mas isso [consenso em torno delas], nós temos que buscar”, analisa o secretário-executivo da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich, destacando a importância de haver foco num conjunto enxuto de pontos mais urgentes.

Fonte: Jornal da Ciência

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