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Universidades incentivam startups em incubadoras

Pode parecer simples, mas o incentivo ao empreendedorismo nas universidades é um dos principais fatores que faz de Los Angeles, na Califórnia, um berço de inovação tecnológica, rivalizando com o Vale do Silício, na vizinha San Francisco. “Por que abandonar sua ideia para trabalhar para os outros?”, questiona James Bottom, diretor de projetos da BlackStone Launchpad, modelo criado para incentivar o empreendedorismo no ensino superior, na Universidade do Sul da Califórnia (USC).

Na LavaLab, primeira incubadora de design de produtos criada por estudantes da USC, “o fracasso é esperado e apreciado”, diz o estudante Alex Zhang. É melhor falhar na faculdade que no mercado de trabalho. Entre jantares e eventos com profissionais gabaritados, nascem projetos que vão para o mercado. Um deles recebeu financiamento no semestre passado, ajudando a pagar as contas da incubadora.

A criatividade e a troca de ideias criam uma vibração positiva que vai das universidades para empresas e ecoa por toda a cidade. Nesta grande comunidade de empreendedores é difícil não encontrar alguém com um projeto inovador ou que não esteja de olho em uma boa oportunidade para investir. “Há algo especial acontecendo aqui. Ao contrário do Vale do Silício, em que cada um está competindo com o outro, nós queremos nos ajudar”, diz Dylan Steinman, desenvolvedor de negócios na Cross Campus, espaço de trabalho colaborativo que abriga cerca de 120 empresas, a maioria startups.

Segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Los Angeles e da prefeitura, há mais pessoas empregadas no setor de alta tecnologia na cidade do que em qualquer outra região metropolitana dos Estados Unidos. Eles representam 9% de todos os empregos e 17% do total de salários de Los Angeles. Apenas em 2013, Los Angeles atraiu US$ 1,5 bilhão em venture capital para suas startups. Entre companhias que receberam investimentos relevantes estão as startups Honest Company, que comercializa produtos sem componentes tóxicos para bebês, e JustFab, clube de assinatura de produtos de moda.

“O profissional, ao ser entrevistado para um emprego, é avaliado por sua experiência em lançar novos negócios”, diz Gustavo Demoner, conselheiro da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e diretor de inovação da consultoria beBOLD. Para recém-formados, ter experiência com startups é quase obrigatório. Por isso, o melhor lugar para fracassar é a instituição de ensino.

Alguns desafios nas universidades locais são semelhantes aos que enfrentamos no Brasil, como a fuga de profissionais (no caso, para San Francisco) e a necessidade de mais investidores e de financiamento. Os problemas, porém, também são oportunidades, diz Michelle Garakian, que integra a equipe do prefeito Eric Garcetti, de Los Angeles, para assuntos da indústria de tecnologia.

Entre as saídas encontradas estão a manutenção de baixas alíquotas de impostos para o setor de tecnologia, o fomento de parcerias entre universidades e empresas e um fundo de US$ 1 milhão, anunciado neste mês, para premiar as melhores ideias de funcionários da prefeitura para melhorar o trabalho por meio da inovação.

Fonte: Valor

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