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TI verde está entre as principais preocupações

Redução no consumo de energia nos centros dos data centers, mecanismos eficientes de refrigeração, reúso de água, além do descarte ecológico, com reciclagem de computadores, reaproveitamento do material ou transformação dos equipamentos em unidades de aprendizagem e inclusão digital. Estas são iniciativas da Tecnologia da Informação Verde que vêm sendo adotadas pelos bancos.

Movido pela informática e grande consumo de energia, o setor bancário é um dos mais sensíveis às práticas de TI Verde, que hoje faz parte das cinco maiores preocupações das grandes empresas no mundo todo.

“Já em 2008 iniciamos um comitê de TIV envolvendo todas as áreas de tecnologia da informação da empresa. Numa segunda fase, expandimos a tecnologia verde para outras áreas do banco, como a de pessoal, compras e sustentabilidade”, diz Júlio Cézar de Conti, superintendente de Engenharia de TI do Itaú Unibanco. Segundo ele, “metade da energia consumida pelo banco é tecnologia da informação”.

Ações para racionalizar processos e operações resultam em impactos em toda empresa. No Itaú, cada ação é multiplicada por 100 mil, que é o número estimado de seus funcionários. “Iniciamos um programa pesado na área de energia elétrica, na modernização do data center, que tem 32 anos e foi concebido com uma tecnologia bastante ultrapassada para os dias de hoje. O resultado foi a uma economia média de 43% de energia nessas áreas modernizadas”, diz.

Outra frente é o descarte sustentável. “Desde 2008, o Itaú Unibanco coletou e descartou de maneira ambientalmente correta 16 mil toneladas de lixo eletrônico, computadores, impressoras, monitores e outros equipamentos”, diz Rooney Silva, diretor de infraestrutura e arquitetura de TI do banco.

O orçamento global de TI para este ano previsto pela Caixa Econômica Federal (CEF) está estimado em R$ 3 bilhões, 50% superior ao de 2012. “Em todos os nossos processos de aquisição e contratação, temos essa preocupação com a sustentabilidade”, diz Roberto Zambon, diretor executivo de tecnologia da informação da CEF. “Nossos editais de compra, em alguns casos, estabelecem que o vendedor é responsável pela retirada, desmonte e correta destinação do equipamento quando seu uso não é mais interessante”, diz Zambon.

O novo data center do Santander, previsto para o segundo semestre deste ano na região de Campinas (SP), foi projetado para seguir todas as premissas da TI Verde. Três quartos de sua área serão ocupados com projeto de paisagismo e 130 mil m2 serão reflorestados com mata nativa. “O consumo de energia do data center será até 40% menor em relação à média do mercado, graças, entre outras fatores, aos sistemas no-breaks e de refrigeração mais eficientes e uma melhor disposição nas salas de TI”, diz Mauro Siequeroli, diretor de recursos corporativos do banco.

José Doralvino Nunes, analista de TI Verde na diretoria de tecnologia do Banco do Brasil, afirma que o BB mantém um Programa de Inclusão e Transformação Social por meio da Doação de Computadores Substituídos. No programa, os microcomputadores trocados, todos em bom estado, são destinados e doados a projetos de inclusão digital.

Fonte: Valor Econômico

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