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Telefônica usa projetos em escolas como embrião da cobertura rural

Com as obrigações de cobertura em áreas rurais obtidas com a licença da faixa de 2,5 GHz no leilão do 4G no ano passado, a Telefônica/Vivo quer usar como embrião a conectividade para escolas nessas regiões em uma parceria público-privada. A companhia já liga cem instituições em oito estados, e, além disso, promove em setembro uma iniciativa em uma escola pública da cidade de Viamão (RS), que será conectada com infraestrutura de fibra e terá tablets para alunos e professores. A informação foi dada pelo presidente da companhia, Antonio Carlos Valente, durante o 5º Encontro Internacional sobre Trabalho Infantil promovido pela Fundação Telefônica Vivo em São Paulo, nesta segunda-feira, 26.

De acordo com Valente, a escola gaúcha é “a primeira no Brasil 100% conectada com tablets”. A cidade foi escolhida por conta do “potencial de alavancagem” da unidade, mas também porque, na verdade, o município fica na região metropolitana de Porto Alegre e, por isso mesmo, poderá contar com uma infraestrutura mais robusta com a fibra. “Até analisamos a possibilidade de colocar rádio, mas a gente achou que, como é a primeira escola, não queríamos ter nenhum tipo de restrição na conectividade”, afirmou. “Viamão não é um lugar inconveniente. É um projeto que exigiu recursos, porque a fibra precisou ser levada até a escola, mas não são quilômetros intransponíveis. Levar para Viamão é uma coisa, para a Amazônia é outra.”

A Telefônica afirma que procurou escolher o lote do 4G com as metas para cobertura no interior de São Paulo, Minas Gerais e o Nordeste por uma combinação de “interesse comercial e estratégico”. “O projeto de escolas rurais já é um embrião para que a gente possa, dentro das obrigações, que têm a ver com telefonia e dados fixos, minimizar os problemas da região, mas também atuar na formação, capacitação e desenvolvimento de pequenas e médias empresas”, declara.

A ideia é que a experiência possa ser utilizada no atendimento rural de acordo com as obrigações do leilão do 4G, que é agnóstico em relação à tecnologia. “Em algumas situações, possivelmente a situação (de usar fibra) poderá ser desenvolvida, mas não temos necessidade de definir, cada caso é um caso”, explica. Antonio Carlos Valente preferiu não comentar sobre o possível uso da faixa de 450 MHz. “Não temos obrigação de serviço móvel pessoal (SMP), é de telefonia fixa, com antenas externas, torres, e atendimento de dados com até 256 kbps fixo. A tecnologia será uma combinação”, disse.

Ainda assim, o presidente da Telefônica Vivo comparou o projeto com uma iniciativa do governo do Espírito Santo, ainda em fase de licitação, que pretende levar mobilidade aos distritos. O objetivo é poder levar a conexão móvel para essas regiões. “É um Estado difícil, com geografia complexa, e ele (o governador Renato Casagrande) criou o programa que utiliza recursos do ICMS para conectar esses municípios”, elogia. O destino da frequência de 450 MHz no Brasil é tema de reportagem da edição de agosto da revista TELETIME.

Fonte: Teletime

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