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Tecnologia nacional já é utilizada na prevenção de desastres naturais

Com a aquisição de 1,5 mil pluviômetros automáticos, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), está praticamente dobrando sua capacidade de monitorar áreas de risco com informações hidrometeorológicas para permitir alertas em situações extremas de desastres climáticos. Os equipamentos, que serão instalados até o fim do ano, foram desenvolvidos pela mineira Ativa, de Santa Rita do Sapucaí, para atender a necessidade de colher a chuva por sistema mecânico e fazer a conversão dos dados para sistema digital. Tudo isso acoplado a um sistema de transmissão de dados em tempo real. “Sob o ponto de vista da inovação, é um passo enorme”, diz o diretor do Cemaden, Agostinho Ogura.

O projeto de monitorar o país para prevenir consequências de desastres naturais nasceu há três anos. Os primeiros testes foram realizados em parceria com a operadora Vivo no município de Mauá, na Grande São Paulo, com dispositivos equipados com chips celulares para transmitir dados a respeito da chuva a cada quinze minutos para a Sala de Operação do Cemaden. Segundo Ogura, a parceria foi fundamental para a operação ganhar escala.

No mês passado, a operadora e o ministério firmaram acordo de cooperação técnica para implementar a rede de coleta de dados focada na ocorrência de cheias, inundações, deslizamentos de terras, secas e estiagens. A região serrana do Rio de Janeiro recebe os primeiros dos 3 mil equipamentos que, ao todo, serão instalados em edifícios do governo federal e em estações rádio base (ERBs) da operadora, cuja rede de telefonia móvel conectará os equipamentos. Os investimentos totais no projeto alcançam R$ 107 milhões.

“Hoje o Cemaden opera sua plataforma de dados observacionais com informações de pluviômetros, radares e satélites”, diz Ogura. As concessionárias de telefonia celular – principalmente Vivo e TIM – entram com os sites, a transmissão dos dados e os chips celulares.

Para desenvolver os equipamentos licitados no fim do ano passado, a Ativa e demais interessadas tiveram de buscar certificados de qualidade junto ao instituto tecnológico Sinepar, do Paraná. O projeto teria de corrigir particularidades desfavoráveis dos equipamentos importados da Espanha utilizados no piloto, em Mauá.

A empresa mineira é especializada em desenvolver equipamentos e soluções M2M e foi fundada em 2004 e abrigou-se por dois anos na incubadora do Inatel. “Atua em segmentos como telecomunicações, agronegócios, petróleo e automação”, descreve o fundador Edson Rennó Ribeiro.

Fonte: Valor

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